
Vejo o reflexo de um dia que me aconteceu
no silêncio da noite que que aquieta
faz-me pensar que continuarei, verás em mim
o que vai acontecer, para aquilo que agora
olhas sem sentido e sem perceber,
o que pensas que estou aqui a dizer?
Será que consegues atravessar a minha vida,
será que vês o meu coração à prova de sismos
todos os dias agarrado ao Amor para que Ele
me sare todas as dores da impotência,
derramando-o?
Ah, o meu coração arde de amor
mas não tem vulcões para saciar
seus ímpetos,feitos na união agora,
o meu coração arde de um amor,
que precisa aquietar as dores dos demais.
Será que consegues ver o que sinto
pelo mundo, será que não vês
que já não tenho medo de nada?
Não quero morrer sem te abraçar,
diz-me a que te sabe o meu abraço
quando me carregas quase sem vida
nesta quase despedida dos sentidos.
Conta agora as lágrimas que me caiem
dos olhos, guarda-as num vidrinho
e usa-as como perfume, porque elas
serão perfumadas pela alma que derrama
e quando não me tiveres ao teu lado
bebe-as, bebendo-me e assim me terás
de novo em ti.
Chora-me agora e mistura as tuas lágrimas
às minhas, vamos misturar todas as essências
das nossas almas, todas as vivências,
cada momento, cada sorriso e diluir
suavemente, depois vamos usar o melhor
lustre de cristal e guardá-las.
E quando elas forem contempladas,
contarão esta bela história de amor,
misturada, impregnada, dissolvida e ungida
pela fragrância do amor que docemente
flui do jasmim que és e da rosa branca
que sempre colheste em mim, em cada dia.
Deixa-me olhar-te mais uma vez, enquanto
morro nos teus braços, feliz...
Alice Barros

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