
O Sol que queima, na boca do céu
derrama na terra o azul além do véu.
No teu olhar que adormeceu, cor do infinito
a reluzir, lacra o teu corpo e a tua alma
com o selo do amor...
Chove um poema que fala de amor
o vento arrasta-o por entre as folhagens
nenhum queixume, apenas vibra
e o perfume se espalha,
envolto em fragrância e magia...
No recôndito do teu ser, brota um pensamento
que vem como um vestido, veste-me de amor
e lavra o meu coração, com a semente
que um dia regaste...
Agora já árvore frondosa, me ama
nas raízes firmes e os teus braços,
são ninhos, nas palavras que jamais serão
proferidas...
É nos gestos, da alma que se dá a fusão,
faz ecoar a sublimação do amor,
que se entrega agora, nesta estrada
onde o resto espera, mas o amor não demora
e derrama sua seiva, sorrindo e fluindo...
Alice Barros