Elevo os meus olhos para o céu , de onde vem o meu socorro!

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segunda-feira, 11 de abril de 2011

O destruidor de lares



O destruidor de lares

Embora raramente identificado, o pecado do egoísmo é o culpado responsável por quase todos os problemas, tristezas, miséria e divisões que ocorrem no lar. Uma das marcas dos “tempos difíceis” sobre a qual Paulo profetizou era que os homens seriam egoístas (2 Timóteo 3:1-2). E, como é triste quando os maridos e as esposas subordinarão as necessidades da família às preferências pessoais, pensando nos termos do egoísmo: O que eu quero, o que eu gosto, meus direitos, meus interesses, e minha felicidade. Pensar de tal modo é praticamente a garantia de tempos difíceis no lar. Mas poucas pessoas vêem o egoísmo como um problema pessoal.

Como H.W. Beecher disse, “O egoísmo é aquele vício detestável que ninguém perdoará nos outros, e ninguém está sem ele dentro de si." É nossa inclinação a nos vermos como as vítimas do egoísmo em vez de culpados. Como uma esposa infeliz sobre a qual li recentemente foi ouvida dizendo, "Meu marido não mostra nenhum interesse no que eu faço. Tudo que importa a ele é o que ele faz naquele lugar - seja lá onde é - que ele trabalha!" Tal atitude pode descrever-nos mais do que nós queremos admitir. Como o povo de Deus, nós não somos ignorantes a respeito dos dispositivos de Satanás (2 Coríntios 2:11), de como o pecado é enganoso, nem de seu poder cegante. Por isso, por mais remoto e improvável que possa parecer, nós devemos ver a possibilidade de egoísmo nas nossas próprias vidas! Como o filho pródigo, cada um de nós deve cair em si para superar a si mesmo (Lucas 15:17). Como Paulo disse, "Examinai-vos a vós mesmos..." (2 Coríntios 13:5), teste seus motivos com honestidade absoluta pois ninguém pode lidar com um problema que não admita que tenha.

Negar a si mesmo é uma das primeiras lições a ser aprendida pelo seguidor de Cristo (Mateus 16:24). Nada é mais fundamental para a obediência e justiça. Sem isso, nenhum homem pode verdadeiramente amar sua esposa como Cristo amou a igreja (Efésios 5:25). Como o amor de Cristo sacrificou a si mesmo para a igreja, assim deve ser o amor do marido para sua esposa. É um amor que dá sem egoísmo. Sem isso, as esposas não podem ser submissas a seus maridos, assim com ao Senhor (versículo 22). O mesmo espírito que leva à submissão ao Senhor deve levar à submissão entre o marido e a esposa. Ser o que o Senhor quer que eu seja significa ser o que devo ser com meu cônjuge. O egoísmo, então, é um pecado contra o homem e Deus – e, muitas vezes, contra os filhos.

Conseqüentemente, criar os filhos na disciplina e admoestação do Senhor (Efésios 6:4) envolve negar a si. Por exemplo, criar os filhos para o céu leva tempo. O egoísmo rouba esse tempo precioso de muitos filhos – sob um pseudônimo, para ter certeza. Ocupado demais, cansado demais, para falar e responder perguntas, para ler a Bíblia, para orar com eles, para levá-los aos cultos. Mas, talvez o que seja pior são aqueles filhos que sofrem porque os pais egoístas dividem o lar em vez de negar a si. É quase impensável que alguns negociariam uma família boa pelo prazer próprio; por uma garrafa, por um amante, pelos "bons tempos". No entanto, continua a acontecer, até em alguns que alegam ser cristãos. Dessas formas, e de outras até ainda mais sutil, o egoísmo é um grande destruidor de lares. Que Deus possa nos ajudar a removê-lo das nossas vidas.

por: Dan S. Shipley

Deus odeia o divórcio



Deus odeia o divórcio

“Vou me divorciar, mas não pretendo me casar de novo.” Ouvimos estas palavras com cada vez mais freqüência. Geralmente quem diz isso está pensando que Deus dá o direito de divorciar, mas condena o segundo casamento. Entretanto, a verdade é que o divórcio em si é pecaminoso a não ser que seja por causa de relações sexuais ilícitas.

Considere Mateus 19:3-6. A pergunta originalmente feita a Jesus pelo fariseus não era a respeito de casar de novo, mas a respeito do divórcio: “É lícito ao marido repudiar a sua mulher por qualquer motivo?” A resposta de Jesus àquela pergunta: “Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem”. Foi somente após mais perguntas que Jesus discutiu o problema de casar de novo e do adultério.

Considere Malaquias 2:16. “Porque o SENHOR, Deus de Israel, diz que odeia o repúdio”. Mesmo sob a antiga aliança Deus não aprovava o divórcio indiscriminado. É provável que as “lágrimas” do versículo 13 que "cobriam o altar" e que causaram o Senhor a recusar sua oferta, eram as lágrimas daqueles que tinham sido deixados injustamente.

Considere Mateus 5:32. “Qualquer que repudiar sua mulher, exceto em caso de relações sexuais ilícitas, a expõe a tornar-se adúltera”. Observe as palavras, “a expõe”. Este escritor entende que esse versículo ensine que aquele que se divorciar de sua esposa a coloca numa posição de tentação a cometer o adultério, e compartilha da culpa quando ela comete adultério. Por outro lado, se a deixar por causa de relações sexuais ilícitas, deixa-a legitimamente, e não compartilha de nenhuma culpa em qualquer adultério que ela possa vir a cometer.

Considere 1 Coríntios 7:10. “Ora, aos casados, ordeno, não eu, mas o Senhor, que a mulher não se separe do marido”. Observe a palavra “ordeno”. O versículo seguinte (7:11) não nega nem anula esta ordem, mas simplesmente reconhece que alguém pode desobedecer a ordem do Senhor (nesse caso ele está pecando – 1 João 3:4), e ele cita as opções se desobedecer. O Senhor não somente ordena que o marido e a esposa vivam juntos, mas os ordena que satisfaçam as necessidades físicas um do outro (1 Coríntios 7:3-5) e que amem um ao outro (Efésios 5:25; Tito 2:4-5).

Se um cônjuge num casamento falhar nesse sentido, o outro deve ainda ser obediente a Deus, procurando ser a pessoa fiel que Deus queria que fosse no relacionamento do casamento. O pensamento sobre o divórcio ou a separação nunca deve passar pela cabeça a não ser que relações sexuais ilícitas ocorrerem. Nós não estamos sugerindo que o divórcio em si é “adultério”, mas estamos dizendo que o divórcio por qualquer motivo sem ser relações sexuais ilícitas é pecado. Os cristãos não devem ser influenciados pelos padrões soltos que prevalecem no mundo em que vivem.

por: Bill Hall

Une-se um a outro



Une-se um a outro

No começo Deus disse:“deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (Gênesis 2:24). Jesus usou esta base e decretou: “o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mateus 19:6).

Há outras implicações nesta passagem. Uma é que apenas nesta união devotada o relacionamento sexual é uma ligação feita por Deus. Fora desta união, a ligação sexual é uma perversão. Deve ser praticada apenas dentro deste compromisso de permanência. Uma razão, entre várias, é óbvia. Filhos. Deus projetou-os a aprenderem, em vez de serem direcionados pelo instinto como salmões na desova. Isto dá uma dimensão de moral e vontade ao homem, um potencial para a dignidade que não existe em mais nenhum lugar da criação. Ele deve agir de maneira nobre e responsável. Deve ser mais do que uma besta que satisfaz seus impulsos. Ele aprende a tomar responsabilidade moral.

Ignorar este relacionamento e suas obrigações é deteriorar-se moralmente. Filhos não aprenderão o que precisam para serem seres feitos à imagem de Deus. Não aprenderão como ser maridos, esposas e pais.

Às vezes há casamentos onde os cônjuges ocupam a mesma casa, mas há pouca "união" ou “ser um” de fato. Enquanto é melhor do que a separação total, isso é um fracasso. Não estão dando um ao outro o que pode existir entre um homem e uma mulher, e nem seus filhos estão vendo e consequentemente aprendendo sobre a recompensadora ligação inseparável do plano de Deus. Esta deficiência pode ser passada adiante para a geração seguinte, e assim por diante.

Lembra-se das patologias espirituais que vêm de ignorar Deus em nosso dia. Os povos tornaram-se tão focalizados em sua própria satisfação física que perverteram o relacionamento sexual entre o macho e a fêmea. É simplesmente um passatempo prazeroso. Mas o tempo passa e o prazer acaba. Após o êxito em perverter isso, prosseguiram à etapa seguinte da perversão, apoiando a união de pessoas do mesmo sexo. Chegamos a tal ponto que o “casamento” está desvalorizado. Enquanto há uma dor atual em consequência, o pior trauma é o que ainda vem. O que será das crianças que não aprendem as qualidades e responsabilidades morais de ser humano, que aprendem satisfazer somente a seus próprios desejos egoístas? Estas patologias maiores, no pensamento voltado apenas a si, produzem o respeito diminuído para os outros. Enquanto a ênfase máxima em direitos individuais pode parecer ser uma filosofia idealística, a falta de princípios auto-limitante da nobreza e do amor ao próximo, a cultura irá se dividir cada vez mais. É aqui que nossos intelectuais, juízes que desconhecem a vontade de Deus e políticos compradores de votos estão nos levando. Começa na violação desta primeira lei, o homem e a mulher devem “se unir... tornando-se os dois uma só carne”.

Em 1989, três por cento das crianças estavam vivendo com pais “amigados”. Esse número havia dobrado até 1999. Destes, somente 40 por cento estão vivendo com ambos os pais biológicos. Os pais de 60 por cento não estavam mais “vivendo juntos”. O pai (ou mãe), com quem as crianças ficam, está com alguém novo. [Estatísticos dos EUA, mas que refletem as mesmas tendências no Brasil]. A colunista Maggie Ghallagher observa que, já que as responsabilidades do casamento foram rejeitadas, “é duas a três vezes mais provável que as crianças, em tais relacionamentos, verão seus pais irem cada um para o seu lado do que formarem famílias como casados”.

E, mesmo quando os pais não casados permanecem juntos, os “filhos não se saem tão bem quanto aos que são abeçoados com uma mãe e um pai que casaram e permanecem casados." É preciso recordar as palavras de Paulo sobre como os homens antigos tentaram do mesmo modo justificar sua busca egoísta e arrogante do prazer: “se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato. Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos” (Romanos 1:21-22).

Até que o homem volte ao mandamento de Deus, o problema ficará cada vez pior. As crianças crescerão espiritualmente cegas. Os homens jovens dobrados pelo prazer e sem ter um homem verdadeiro em suas vidas para imitar, exalarão suas frustrações. A crueldade reinará. E as mulheres que aceitarem tudo isso sofrerão muito.

por: Dale Smelser

O aspecto esquecido do casamento



O aspecto esquecido do casamento

Na grande controvérsia sobre o casamento, divórcio e novo casamento, tão frequentemente negligenciamos o fato de que o casamento é uma promessa solene – um compromisso de um homem e uma mulher entre si – feita diante de Deus, para toda a vida. Mesmo se não fosse governada pelos decretos especiais dados por Deus (que é), seria pecaminoso quebrar tal aliança.

O conceito de honrar o compromisso é um princípio claramente ensinado em todas as Escrituras. Como um exemplo: “Ainda que uma aliança seja meramente humana, uma vez ratificada, ninguém a revoga ou lhe acrescenta alguma coisa” (Gálatas 3:15). Entretanto, o casamento é muito mais do que uma aliança meramente humana (Mateus 19:6).

Uma vez que o pecado de quebrar tal aliança é cometido, como a pessoa volta para um relacionamento apropriado com Deus? A pessoa, sendo cristão ou não, deve se arrepender do pecado. Isto significa que deve haver uma tristeza segundo Deus (2 Coríntios 7: 9-11) e todo esforço de eliminar todos e quaisquer efeitos negativos causados pelo próprio pecado.

Jesus indicou que mesmo nossas ofertas no altar são sem sentido se nosso irmão tem alguma coisa contra nós (Mateus 5:23-24). Nós devemos resolver estes problemas primeiro. Quanto mais devemos resolver os problemas com aquele com quem nos tornamos uma só carne (Gênesis 2:24).

A família é o bloco fundamental da nossa sociedade. A criação de vida nova é confiada por Deus a uma unidade familiar legítima e apenas a esta unidade. Isso é tão importante que Deus foi bem além das considerações dadas acima para nos fornecer a orientação adicional: Mateus 5:31-32; 19:3-9; 1 Coríntios 7; Hebreus 13:4; etc. Aqueles que pensam em casar-se devem dar a isto uma consideração mais séria.

O casamento é para a vida toda. Se você não puder aceitar este fato, cancele seus planos até que aceite. Aqueles que estão mantendo este compromisso agradecem a Deus pelo seu projeto excelente e reconhecem como são abençoados vivendo dentro da lei de Deus. Esposas, honrem seus maridos; maridos, amem suas esposas (Efésios 5:22-33).

Se você não está vivendo pela lei de Deus, reconheça qual destruição você está trazendo sobre você mesmo, sua familía, e a sociedade. Mais importante, pense sobre seu desrespeito para com Deus. “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Gálatas 6:7).

por: David B. Brown

Ele deixou o filho ir



Ele deixou o filho ir

A história de nosso Senhor sobre um filho pródigo ilustra o amor e a graça de Deus para as pessoas desobedientes. A história é sobre a salvação. É o ponto principal da parábola. Mas não podemos evitar ver outras lições grandes e poderosas. Uma lição aqui é de um pai que deixou seu filho ir. Todo pai luta com isso. Chegará uma hora quando nossos filhos farão decisões e escolhas com as quais nós não concordamos. Pais amorosos tentarão convencer seus filhos a fazer de outra maneira. Às vezes, os filhos já decidiram e simplesmente não serão convencidos do contrário. Os pais podem implorar, repetir, pregar, ameaçar, chorar e orar. O pai na história de Jesus, que representa Deus, deixou o filho ir.

“Certo homem tinha dois filhos; o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe. E ele lhes repartiu os haveres. Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente” (Lucas 15:11-13)

Frequentemente os pais se culpam pelas escolhas insensatas que seus filhos fizeram. Eles se perguntam, “Talvez fomos rígidos demais?” ou “Talvez lhes demos liberdade demais?” O filho mais novo de Lucas 15 cometeu alguns erros grandes. Alguém ousaria culpar Deus pelas escolhas que este filho fez? Deus foi um pai ruim? Deus foi rígido demais? Uma das coisas mais difíceis a fazer é deixar um ente querido arcar com as consequências das escolhas que fez.

É preciso aprender a responsabilidade. Há consequências pelas escolhas. Pode observar que o Pai não correu atrás do seu filho em Lucas 15. Nem mandou dinheiro para ele quando estava humilhado e acabado. O rapaz aprendeu uma lição. Ele percebeu que a vida em casa era melhor do que a aventura no pecado e aprendeu que seu pai era um amigo gracioso e benevolente, isso porque seu pai o deixou ir.

Deixar ir

● Deixar ir não significa parar de se preocupar, significa que não posso fazer pela outra pessoa.

● Deixar ir não significa me isolar da pessoa, é o reconhecimento de que eu não posso controlá-la.

● Deixar ir não é capacitar, mas é permitir que aprenda com as consequências.

● Deixar ir é admitir a impotência, que significa que o resultado não está nas minhas mãos.

● Deixar ir não é cuidar de, mas se preocupar com.

● Deixar ir não é consertar, mas é dar apoio.

● Deixar ir não é estar no meio organizando todos os resultados, mas é permitir que os outros causem seus próprios resultados.

● Deixar ir não é ser protetor, é permitir que o outro enfrente a realidade.

● Deixar ir não é negar, é aceitar.

● Deixar ir é temer menos e viver mais.

–por Roger Shouse

“Eu não a amo mais!”



“Eu não a amo mais!”

Um homem de 40 anos, sofrendo a clássica “crise da meia idade”, sentou-se pra falar com um evangelista sobre os seus problemas. Ele explicou como o seu casamento de 20 anos não o satisfazia nem o completava mais. Enfim, ele chegou a “questão principal”. “Eu simplesmente não a amo mais”, ele disse. “O que posso fazer?”

Após um breve momento de reflexão, o evangelista disse decididamente, “Como eu vejo a situação, você tem apenas uma opção.” O homem ficou atento esperando. O evangelista iria sugerir um divórcio? Ele estaria livre para correr atrás do estilo de vida excitante da geração mais nova que ele havia começado a admirar? Qual era o conselho do evangelista? “Parece pra mim que a única coisa que lhe resta fazer é arrepender-se e começar a amá-la novamente.”

Com muita frequencia ouvimos de casais casados que reclamam que “perderam o amor”. Isso é triste-- porém acontece. A verdadeira questão é: O que se pode fazer quando perceber que tal situação existe? A Bíblia ainda diz a mesma coisa que sempre disse. Os maridos devem amar suas mulheres (Efésios 5:25) e as esposas devem amar os seus maridos (Tito 2:4).

Por favor notem que não são apenas sugestões – são mandamentos. Falhar em amar seu companheiro é cometer pecado! E o pecado sempre exige arrependimento para que tenha perdão. Tomem cuidado. Não confundam o amor mandado com a paixão melosa e boba de um adolescente imaturo. É muito mais que isso. É um amor sacrificador que busca o interesse do amado mais do que o de si mesmo. É o tipo de amor que Jesus nos mostrou (Efésios 5:2).

por: Greg Gwin

A alegria do casamento



A alegria do casamento

Há poucas semanas, fui ao casamento de um jovem casal. Então, no dia seguinte, fui a uma festa de cinquenta anos de casamento de outro casal.

O primeiro evento foi caracterizado pela expectativa. O casal estava brilhando com otimismo, esperando os anos que viriam. Foram faladas palavras de instrução pelo evangelista, orações pela direção de Deus foram oferecidas por eles, e todos os desejaram o bem.

Por outro lado, o aniversário de casamento foi caracterizado pela reflexão. Havia fotos à mostra que passavam pela vida do casal. Uma cópia da certidão de casamento de 50 anos atrás também estava à mostra para todos verem. "Eu me lembro de quando…" foi ouvido frequentemente naquela tarde.

Apesar de diferentes em muitos aspectos, a alegria era a emoção que dominava ambos os eventos. A alegria pelo que virá e a alegria pelo que já ocorreu. As cerimônias de casamento e festas de aniversários de casamento são ocasiões naturais de grande comemoração porque o casamento em si está no meio de tantas alegrias da vida. É a fonte da qual muitas das experiências mais satisfatórias fluem, como o nascimento dos filhos, a criação dos filhos e ver o nascimento e crescimento de netos e bisnetos. Mesmo os acontecimentos mais mundanos da vida se tornam especiais quando são compartilhados com um parceiro que ama.

É, portanto, uma emoção que nem todos associam mais com o casamento. Com mais ou menos metade dos casamentos hoje terminando com processos de divórcio e brigas pela guarda dos filhos, a dor se tornou a emoção que muitos associam com o casamento.

Porém, não é assim que Deus planejou. Apesar de todos os casamentos terem pontos difíceis, Deus deseja que a união do casamento seja fonte de grande alegria. "O que acha uma esposa acha o bem e alcançou a benevolência do Senhor" (Provérbios 18:22).

A razão pela qual o casamento encontra dificuldades na nossa sociedade é que as diretrizes básicas de Deus pelo casamento foram jogadas fora. Sem Deus direcionando o casamento, há pouca esperança pela alegria nele. Sem Deus guiando o casamento, nem é provável que dure. "Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam..." (Salmo127: 1).

Por isso que os dois eventos em relação a estes dois casais foram tão refrescantes para mim. Eles ofereciam a esperança de que se as pessoas aplicarem a vontade de Deus ao seu casamento, como o tinha feito o casal que estava comemorando o aniversário de casamento, então pode funcionar. E não só irá funcionar, mas funcionará maravilhosamente trazendo muita alegria a tantos outros. Eu acredito que assim será o caso do casal jovem cujos votos testemunhei no mesmo final de semana pelo simples fato de que eles também tem um compromisso profundo com o Senhor.

A alegria no casamento depende não de sentimentos românticos nem de prosperidade econômica nem de sorte. Se você terá ou não alegria no seu casamento dependerá de se você e seu esposo estiverem dispostos a se submeterem a vontade de Deus. Ele criou o casamento e ele tem a chave para encontrar e manter a alegria nele.

por: Phillip Mullins

sábado, 9 de abril de 2011

Versículos de Paz na Bíblia!



Não há paz para os ímpios, diz o meu Deus.
Isaías 57:21
e não conheceram o caminho da paz.
Romanos 3:17
Apega-te, pois, a Deus, e tem paz, e assim te sobrevirá o bem.
Jó 22:21
Muita paz têm os que amam a tua lei, e não há nada que os faça tropeçar.
Salmos 119:165
Orai pela paz de Jerusalém; prosperem aqueles que te amam. Haja paz dentro de teus muros, e prosperidade dentro dos teus palácios.
Salmos 122:6-7
Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; eu não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.
João 14:27
Justificados, pois, pela fé, tenhamos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo,
Romanos 5:1
Assim, pois, sigamos as coisas que servem para a paz e as que contribuem para a edificação mútua.
Romanos 14:19
Outros Versículos encontrados:

Tu, porém, irás em paz para teus pais; em boa velhice serás sepultado.
Gênesis 15:15
de modo que eu volte em paz à casa de meu pai, e se o Senhor for o meu Deus,
Gênesis 28:21
Depois chegou Jacó em paz à cidade de Siquém, que está na terra de Canaã, quando veio de Padã-Arã; e armou a sua tenda diante da cidade.
Gênesis 33:18
E respondeu José a Faraó, dizendo: Isso não está em mim; Deus dará resposta de paz a Faraó.
Gênesis 41:16
Respondeu ele: Paz seja convosco, não temais; o vosso Deus, e o Deus de vosso pai, deu-vos um tesouro nos vossos sacos; o vosso dinheiro chegou-me às mãos. E trouxe-lhes fora Simeão.
Gênesis 43:23
Disse José: Longe esteja eu de fazer isto; o homem em cuja mão a taça foi achada, aquele será meu servo; porém, quanto a vós, subi em paz para vosso pai.
Gênesis 44:17
Se isto fizeres, e Deus to mandar, poderás então subsistir; assim também todo este povo irá em paz para o seu lugar.
Êxodo 18:23
Também darei paz na terra, e vos deitareis, e ninguém vos amedrontará. Farei desaparecer da terra os animais nocivos, e pela vossa terra não passará espada.
Levítico 26:6
Se ela, pelo contrário, não fizer paz contigo, mas guerra, então a sitiarás,
Deuteronômio 20:12
Não lhes procurarás nem paz nem prosperidade por todos os teus dias para sempre.
Deuteronômio 23:6
Assim Josué fez paz com eles; também fez um pacto com eles, prometendo poupar-lhes a vida; e os príncipes da congregação lhes prestaram juramento.
Josué 9:15
Quando Adoni-Zedeque, rei de Jerusalém, ouviu que Josué tomara a Ai, e a destruíra totalmente (pois este fizera a Ai e ao seu rei como tinha feito a Jericó e ao seu rei), e que os moradores de Gibeão tinham feito paz com os israelitas, e estavam no meio deles,
Josué 10:1
Subi a mim, e ajudai-me; firamos a Gibeão, porquanto fez paz com Josué e com os filhos de Israel.
Josué 10:4
todo o povo voltou em paz a Josué, ao arraial em Maqueda. Não havia ninguém que movesse a sua língua contra os filhos de Israel.
Josué 10:21
Não houve cidade que fizesse paz com os filhos de Israel, senão os heveus, moradores de Gibeão; a todas tomaram à força de armas.
Josué 11:19
Entretanto Sísera fugiu a pé para a tenda de Jael, mulher de Heber, o queneu, porquanto havia paz entre Jabim, rei de Hazor, e a casa de Heber, o queneu.
Juízes 4:17
Porém o Senhor lhe disse: Paz seja contigo, não temas; não morrerás.
Juízes 6:23
Disse-lhe o ancião: Paz seja contigo; tudo quanto te faltar fique ao meu cargo; tão-somente não passes a noite na praça.
Juízes 19:20
E as cidades que os filisteus tinham tomado a Israel lhe foram restituídas, desde Ecrom até Gate, cujos termos também Israel arrebatou da mão dos filisteus. E havia paz entre Israel e os amorreus.
1 Samuel 7:14
Fez, pois, Samuel o que dissera o Senhor, e veio a Belém; então os anciãos da cidade lhe saíram ao encontro, tremendo, e perguntaram: É de paz a tua vinda?
1 Samuel 16:4

Mulher virtuosa na Bíblia!



Toda mulher sábia edifica a sua casa; a insensata, porém, derruba-a com as suas mãos.
Provérbios 14:1
Álefe. Mulher virtuosa, quem a pode achar? Pois o seu valor muito excede ao de jóias preciosas. Bete. O coração do seu marido confia nela, e não lhe haverá falta de lucro. Guímel. Ela lhe faz bem, e não mal, todos os dias da sua vida. Dálete. Ela busca lã e linho, e trabalha de boa vontade com as mãos. Hê. É como os navios do negociante; de longe traz o seu pão. Vave. E quando ainda está escuro, ela se levanta, e dá mantimento à sua casa, e a tarefa às suas servas. Zaine. Considera um campo, e compra-o; planta uma vinha com o fruto de suas maos. Hete. Cinge os seus lombos de força, e fortalece os seus braços. Tete. Prova e vê que é boa a sua mercadoria; e a sua lâmpada não se apaga de noite. Cafe. Abre a mão para o pobre; sim, ao necessitado estende as suas mãos.
Provérbios 31:10-20
Outros Versículos encontrados:

Agora, pois, minha filha, não temas; tudo quanto disseres te farei, pois toda a cidade do meu povo sabe que és mulher virtuosa.
Rute 3:11
A mulher virtuosa é a coroa do seu marido; porém a que procede vergonhosamente é como apodrecimento nos seus ossos.
Provérbios 12:4
Álefe. Mulher virtuosa, quem a pode achar? Pois o seu valor muito excede ao de jóias preciosas.
Provérbios 31:10
Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.
Gênesis 1:27
e da costela que o senhor Deus lhe tomara, formou a mulher e a trouxe ao homem.
Gênesis 2:22
Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne.
Gênesis 2:24
E ambos estavam nus, o homem e sua mulher; e não se envergonhavam.
Gênesis 2:25
Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais do campo, que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?
Gênesis 3:1
Respondeu a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim podemos comer,
Gênesis 3:2
Disse a serpente à mulher: Certamente não morrereis.
Gênesis 3:4
Então, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, comeu, e deu a seu marido, e ele também comeu.
Gênesis 3:6
E, ouvindo a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim à tardinha, esconderam-se o homem e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim.
Gênesis 3:8
Ao que respondeu o homem: A mulher que me deste por companheira deu-me a árvore, e eu comi.
Gênesis 3:12
Perguntou o Senhor Deus à mulher: Que é isto que fizeste? Respondeu a mulher: A serpente enganou-me, e eu comi.
Gênesis 3:13
Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a sua descendência; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.
Gênesis 3:15
E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a dor da tua conceição; em dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará.
Gênesis 3:16
E ao homem disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei dizendo: Não comerás dela; maldita é a terra por tua causa; em fadiga comerás dela todos os dias da tua vida.
Gênesis 3:17
Chamou Adão à sua mulher Eva, porque era a mãe de todos os viventes.
Gênesis 3:20
E o Senhor Deus fez túnicas de peles para Adão e sua mulher, e os vestiu.
Gênesis 3:21
Conheceu Adão a Eva, sua mulher; ela concebeu e, tendo dado à luz a Caim, disse: Alcancei do Senhor um varão.
Gênesis 4:1

Palavra de Deus na Bíblia (versículos sobre),,,



Palavra de Deus na Bíblia

Escondi a tua palavra no meu coração, para não pecar contra ti.
Salmos 119:11
Para sempre, ó Senhor, a tua palavra está firmada nos céus.
Salmos 119:89
Toda palavra de Deus é pura; ele é um escudo para os que nele confiam.
Provérbios 30:5
Jesus, porém, lhe respondeu: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem.
Lucas 4:4
Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade.
João 17:17
Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça;
2 Timóteo 3:16
Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão de alma e espírito, e de juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.
Hebreus 4:12
Outros Versículos encontrados:

Esta é a palavra que tenho dito a Faraó; o que Deus há de fazer, mostrou-o a Faraó.
Gênesis 41:28
Disse Faraó: Amanhã. E Moisés disse: Seja conforme a tua palavra, para que saibas que ninguém há como o Senhor nosso Deus.
Êxodo 8:10
Respondeu Balaão a Balaque: Eis que sou vindo a ti; porventura poderei eu agora, de mim mesmo, falar alguma coisa? A palavra que Deus puser na minha boca, essa falarei.
Números 22:38
Não acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do Senhor vosso Deus, que eu vos mando.
Deuteronômio 4:2
Não é por causa da tua justiça, nem pela retidão do teu coração que entras a possuir a sua terra, mas pela iniqüidade destas nações o Senhor teu Deus as lança fora de diante de ti, e para confirmar a palavra que o Senhor teu Deus jurou a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó.
Deuteronômio 9:5
Lembrai-vos da palavra que vos mandou Moisés, servo do Senhor, dizendo: O Senhor vosso Deus vos dá descanso, e vos dá esta terra.
Josué 1:13
Eis que vou hoje pelo caminho de toda a terra; e vós sabeis em vossos corações e em vossas almas que não tem falhado uma só palavra de todas as boas coisas que a vosso respeito falou o Senhor vosso Deus; nenhuma delas falhou, mas todas se cumpriram.
Josué 23:14
Eúde aproximou-se do rei, que estava sentado a sós no seu quarto de verão, e lhe disse: Tenho uma palavra da parte de Deus para dizer-te. Ao que o rei se levantou da sua cadeira.
Juízes 3:20
Deus entregou na vossa mão os príncipes de Midiã, Orebe e Zeebe; que, pois, pude eu fazer em comparação ao que vós fizestes? Então a sua ira se abrandou para com ele, quando falou esta palavra.
Juízes 8:3
Quando desciam para a extremidade da cidade, Samuel disse a Saul: Dize ao moço que passe adiante de nós (e ele passou); tu, porém, espera aqui, e te farei ouvir a palavra de Deus.
1 Samuel 9:27
Ao que disse a mulher: Por que, pois, pensas tu tal coisa contra o povo de Deus? Pois, falando o rei esta palavra, fica como culpado, visto que o rei não torna a trazer o seu desterrado.
2 Samuel 14:13
Dizia mais a tua serva: Que a palavra do rei meu senhor me dê um descanso; porque como o anjo de Deus é o rei, meu senhor, para discernir o bem e o mal; e o Senhor teu Deus seja contigo.
2 Samuel 14:17
Quanto a Deus, o seu caminho é perfeito, e a palavra do Senhor é fiel; é ele o escudo de todos os que nele se refugiam.
2 Samuel 22:31
E jurou o rei Salomão pelo Senhor, dizendo: Assim Deus me faça, e outro tanto, se não falou Adonias esta palavra contra a sua vida.
1 Reis 2:23
E disse Salomão: Bendito seja e Senhor, Deus de Israel, que falou pela sua boca a Davi, meu pai, e pela sua mão cumpriu a palavra que disse:
1 Reis 8:15
E o Senhor cumpriu a palavra que falou; porque me levantei em lugar de Davi, meu pai, e me assentei no trono de Israel, como falou o Senhor, e edifiquei uma casa, ao nome do Senhor, Deus de Israel.
1 Reis 8:20
Agora também, ó Deus de Israel, cumpra-se a tua palavra, que disseste a teu servo Davi, meu pai.
1 Reis 8:26
Veio, porém, a palavra de Deus a Semaías, homem de Deus, dizendo:
1 Reis 12:22
Sucedeu pois que, ouvindo o rei Jeroboão a palavra que o homem de Deus clamara contra o altar de Betel, estendeu a mão de sobre o altar, dizendo: Pegai-o! E logo, a mão que estendera contra ele secou-se, de modo que não podia tornar a trazê-la a si.
1 Reis 13:4
Quando o profeta que o fizera voltar do caminho ouviu isto, disse: É o homem de Deus, que foi rebelde à palavra do Senhor; por isso o Senhor o entregou ao leão, que o despedaçou e matou, segundo a palavra que o Senhor lhe dissera.
1 Reis 13:26

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Este nosso frente a frente!



Há um véu por onde trespassam todos os teus sorrisos
que se misturam numa dança dentro do meu olhar
são duas coroas em forma de coração a cintilar
é nesta luz que se desmancha o peito
para o teu e o meu amor abrigar
abertos ou fechados os teus olhos
são Deus silenciosamente comigo a dialogar
falam-te de sonhos guardados no tempo
chegada é a hora de contigo os partilhar
sim amor este nosso frente a frente
em que nos vemos somos nós que nos queremos
e é nesta doce entrega que temos e nos apercebemos
que para amar não basta ter mas o importante é ser
claridade que escreve nas janelas da alma
o anjo que tu és a esperança que em mim fizeste renascer
e nesta doce certeza fecho os olhos e com os teus
voo agora rumo ao azul e plano olhando a taça
de cristal e distribuo os meus e os teus sorrisos.

Alice Barros


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quinta-feira, 7 de abril de 2011

quarta-feira, 6 de abril de 2011

O que é que eu fiz?



O que é que eu fiz?

Vendedores e comerciantes dão a isso o nome de "arrependimento do comprador". É o tipo de coisa que se sente quando se compra um carro novo. Você assinou no espaço reservado para esse fim. Comprometeu-se de fazer prestações durante muitos meses. Então começam a surgir em sua mente as perguntas: "Será que eu não devia ter esperado um negócio melhor?", "Será que me passaram a perna?", "Será que não dava mesmo para ficar com o carro velho?", "E se eu perder o emprego e não conseguir pagar a dívida?", "O que é que eu fiz?".

O mesmo tipo de dúvida pode surgir depois que você fez o maior compromisso da sua vida tornar-se um discípulo de Jesus. Você fez o que era certo? Você foi enganado por algum mestre falso? Você fez realmente o que Deus queria que fizesse? Você está realmente salvo?

É bom reexaminarmos a nossa conversão a Cristo para lembrarmos de "quando no princípio cremos" (Romanos 13:11). Paulo desafiou os discípulos de Corinto: "Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não reconheceis que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados" (2 Coríntios 13:5). Outros foram incentivados a se lembrar "dos dias anteriores, em que, depois de iluminados, sustentastes grande luta e sofrimentos" (Hebreus 10:32). Conheço cristãos que, logo após a conversão, registraram exatamente o que tinham feito, por que tinham feito e como se sentiam por ter feito. Ler tal registro podia ser bem útil para manter viva a lembrança de nossa primeira resposta ao evangelho. Mas, independente das circunstâncias específicas de sua conversão, você no fundo fez o que cada discípulo fez. Há uma uniformidade em todas as nossas experiências. "Há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos" (Efésios 4:4-6). Vamos rever o que fizemos.

A seqüência de acontecimentos essenciais na conversão é identificada em Romanos 10:10-17: pregar, ouvir, crer, invocar a Jesus e confessá-lo como Senhor. Padrão semelhante encontra-se em 1 Coríntios 15:1-4; o evangelho foi pregado e aceito; salvou; está sendo guardado. Esse evangelho de que todos ouvimos começa com a péssima notícia de que estamos perdidos por causa de nossos pecados contra Deus (Romanos 3:23; 6:23). Jesus deu sua vida sem pecado em sacrifício para pagar os nossos pecados (Hebreus 9:14). Cremos no testemunho das testemunhas que escreveram sobre a sua vida, seus ensinos, sua morte e sua ressurreição (João 20:30-31). Fomos atraídos a ele pela história da cruz (1 Coríntios 1:18). Nós o amamos porque ele nos amou primeiro (1 João 4:19). Lamentamos ter pecado e nos voltamos a uma nova vida, em que aprendemos de Jesus e o servimos. Por sua ordem, fomos batizados, enterrando o velho e ressurgindo para uma novidade de vida em Cristo (Marcos 16:16; Romanos 6:3-4). Concordamos em observar todas as cosas que ele mandou (Mateus 28:19-20).

Fizemos o mesmo que fizeram 3.000 pessoas ao ouvir o apóstolo Pedro pregar o evangelho em Jerusalém (Atos 2). Fizemos o que o eunuco etíope fez quando Filipe lhe ensinou sobre o Cordeiro que foi levado ao matadouro (Atos 8:27-40). Fizemos o que Saulo de Tarso fez quando descobriu a verdade sobre Jesus (Atos 9; 22; 26). Fizemos o que Cornélio e sua família fizeram (Atos 10); o que Lídia e sua família fizeram (Atos 16:12-15); o que o carcereiro e sua família fizeram (Atos 16:25-34); o que muitos coríntios fizeram (Atos 18:8). Nossas histórias são todas iguais. Todos viemos a Cristo.

Rever o que fizemos fortalece a nossa fé naquilo que foi feito para nós. Deus nos "fez idôneos à parte que vos cabe da herança dos santos na luz. Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do filho do seu amor, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados" (Colossenses 1:11-14). Passamos "da morte para a vida" (João 5:24). "Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus" (1 João 3:1).

por: Steve Cawthon

Continue com o Senhor!



Continue com o Senhor

[Nota do redator: Começamos neste número uma série de artigos, escritos por diversos cristãos, dirigidos aos recém-convertidos. O propósito destes artigos é ajudar o novo cristão entender o seu papel, compreender mais sobre os desafios da nova vida e ser vitorioso nas batalhas do dia-a-dia. Que Deus abençoe cada novo discípulo com oportunidades para crescer na graça e no conhecimento do Senhor e Salvador.]

Parabéns! Você tomou a melhor decisão da sua vida S seguir a Jesus Cristo. Bem-vindo à família de Deus.

Como ocorre em qualquer família, a chegada de um novo membro é um momento importante e de grande alegria. Nos dias que se seguem, haverá muito aprendizado, crescimento, muitos desafios, perigos, lutas, surpresas, oportunidades e uma valorização cada vez maior do Senhor que lhe salvou.

Há muitos anos, quando a igreja de Jerusalém soube que algumas pessoas de Antioquia tinham-se tornado discípulos de Cristo, enviou para lá um irmão chamado Barnabé, a fim de os ajudar. Barnabé tinha sido apelidado "filho da exortação", porque ajudava muito os outros irmãos (Atos 4:36). "Tendo ele chegado e, vendo a graça de Deus, alegrou-se e exortava a todos a que, com firmeza de coração, permanecessem no Senhor" (Atos 11:23). Agora, é possível que você pense ser desnecessária essa exortação. Por que um cristão, salvo do pecado e da morte e esperando a alegria eterna do céu, iria até mesmo pensar em se afastar do Senhor? Mas Jesus ensinou na parábola do semeador que alguns de seus seguidores cairiam em momentos de tentação e outros deixariam de segui-lo por causa dos cuidados desta vida (Mateus 13:1-23). "Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé . . . " (1 Timóteo 4:1). Assim, lemos na história da igreja do primeiro século que pessoas como Barnabé e Paulo viajaram bastante "fortalecendo a alma dos discípulos, exortando-os a permanecer firme na fé; e mostrando que, através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus" (Atos 14:22).

Embora saibamos da necessidade de avisá-lo de alguns perigos que você enfrentará e deixá-lo a par da possibilidade de cair: "Quanto a vós outros, todavia, ó amados, estamos persuadidos das coisas que são melhores e pertencentes à salvação, ainda que falamos desta maneira" (Hebreus 6:9). Ainda que haja perigos para os quais devemos nos preparar, há também a disposição dos filhos de Deus auxílio e fortalecimento. Promete-se "a vida eterna aos que, perseverando em fazer o bem, procuram glória, honra e incorruptibilidade" (Romanos 2:7).

Quando 3.000 pessoas aceitaram a palavra e foram batizadas em Jerusalém no Dia de Pentecostes, "perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações" (Atos 2:42). Elas tinham muito que aprender e estavam ansiosas para crescer em Cristo. Esperamos que essa seja a sua atitude.

Os vários artigos nesta e futuras revistas foram escritos especialmente para os novos convertidos por pessoas que amam a verdade e amam os seus irmãos em Cristo. Escrevemos sobre alguns assuntos importantes que, cremos, o instruirão e incentivarão "a perseverar na graça de Deus" (Atos 13:43).

por: Steve Cawthon

Posso me manter fiel?



Sentados num banco em meio a um conjunto habitacional, a conversa ficou séria.

- O que lhe impede de obedecer ao evangelho? - perguntei.

As lágrimas começaram a rolar pelo seu rosto.

- Simplesmente não creio que possa fazer o que o Senhor espera de mim - respondeu ele.

- Você tem razão! - eu disse. - Não por si só, mas com o Senhor do seu lado, você pode!

Raciocinamos juntos um pouco mais, e naquela mesma noite ele decidiu tornar-se cristão.

Um acontecimento isolado? Creio que não. Aliás, esse quadro se repete freqüentemente e reflete o medo que muitos carregam no coração. "Se me tornar cristão, poderei permanecer fiel?" "Será que vou conseguir terminar o que tiver começado?" "Será que vou conseguir pegar e não largar?" "Será que algum dia ficarei mais forte e serei mais útil no reino?"

Em Miquéias 7:8 lemos: "Ó inimiga minha, não te alegres a meu respeito; ainda que eu tenha caído, levantar-me-ei". Isso é decisão! Salomão escreveu em Provérbios 24:15-16: "Não te ponhas de emboscada, ó perverso, contra a habitação do justo, nem assoles o lugar do seu repouso, porque sete vezes cairá o justo e se levantará". Isso se chama determinação!

As Escrituras estão repletas de admoestações aos cristãos para se manter firmes e procurar não cair. Pedro adverte-nos para não sermos "arrastados pelo erro desses insubordinados" e cair "da vossa própria firmeza" (2 Pedro 3:17). Você já observou pedreiros erguendo um edifício de vários andares, andando de uma viga para outra, centenas de metros acima do chão? Eles devem sempre ter o cuidado de não perder o equilíbrio, escorregar na direção errada e cair. O nosso adversário, o diabo, usa toda tentação que ele pode conseguir e todo engano imaginável para fazer-nos cair. Assim, Pedro nos admoesta: "Sede sóbrios e vigilantes" (1 Pedro 5:8). Precisamos ser como esses pedreiros S precisamos prestar atenção em onde andamos, estar atentos. Por quê? Ninguém está tentando empurrar o pedreiro de cima do andaime, mas ainda assim ele precisa tomar cuidado! Satanás está sempre tentando nos tirar de cena. Precisamos todos ser sóbrios e vigilantes e fazer todo o possível para não cair.

As pessoas boas às vezes são surpreendidas num pecado (Gálatas 6:1). Em nossa vida cristã, aprendemos bem rápido que, embora procuremos não cair e tropeçar, isso acontece. Essa descoberta pode ser esmagadora, se não tomarmos cuidado. O que devemos perceber é que homens como Noé, Abraão, Moisés, Davi e Pedro foram homens bons. Ainda assim, todos pecaram, e alguns flagrantemente. Ter ciência de que ninguém está totalmente livre do pecado ajuda-nos a enxergar as coisas pela perspectiva correta (1 João 1:7-9).

A questão é: "Quando você tropeçar e cair, o seu inimigo ficará satisfeito?" Se desistimos e ficamos prostrados, sim. O nosso inimigo se orgulhará e se vangloriará de ter derrotado o propósito de Deus em nossas vidas, qual seja, glorificar a Deus. Mas ele não pode regozijar-se se escolhemos nos levantar da queda, confessar os nossos pecados e pedir perdão (1 João 1:9). Satanás ficou contente com o rei Saul quando este caiu e não se ergueu dos seus pecados, mas, quando Davi caiu, a alegria de Satanás foi apenas momentânea, porque Davi voltou a si e reconheceu o seu pecado (Salmo 51:1-3).

Vemos muitos por quem Satanás está se alegrando. Depois que eles obedeceram ao evangelho de Cristo e começaram a nova vida, Satanás não desistiu. Ele usou todo expediente sedutor possível até descobrir exatamente aquele que lhes serviria de isca. Ele teve êxito em convencer: "Viu, vocês não conseguem viver isso; é melhor desistir." E foi o que fizeram! Mas também vimos aquele a quem Satanás derrubou, mas não conseguiu manter caído. Sim, pecou, mas se levantou novamente.

Satanás não pode alegrar-se com um filho de Deus que odeia seus pecados, confessa-os e clama pela misericórdia de Deus! Alguns começam a vida cristã decididos a serem perfeitos. Quando eles não conseguem se manter nesse nobre ideal, acham-se hipócritas se continuarem reunindo-se com a igreja e ajudando na obra do Senhor. O que eles não conseguem enxergar é que hipócritas são as pessoas insinceras. As pessoas humildes e penitentes, embora fracas às vezes, não são hipócritas! Davi diz em Salmo 103:14: "Pois ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó". Não, Deus não deixa de ver as nossas imperfeições, mas ele entende que as tenhamos. E foi sabendo disso que foi impulsionado a enviar o seu Filho para morrer na cruz em nosso lugar. Que coisa boa para se pensar!

Se Deus tivesse dado a cada um de nós só uma oportunidade, ou mesmo duas, jamais conseguiríamos. Temos um sumo sacerdote misericordioso, bem como um Pai de perdão, e realmente não há desculpas para qualquer um de nós jamais desistir (Hebreus 4:14-16).

por: Bill Fairchild Jr.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

O Espírito Santo no Propósito de Deus



O Espírito Santo possui todas as características de uma pessoa e é um dos membros da divindade. Mal se começa a ler a Bíblia e já se percebe que o Espírito está associado com Deus e é um ser poderoso. O Pai, o Filho e o Espírito Santo desempenharam, cada um, um papel na criação (Gênesis 1:1-2; João 1:1-3; Colossenses 1:16).

Uma das funções principais do Espírito Santo no projeto divino de redenção é a obra de revelar e confirmar a mensagem de Deus ao homem. Sem a obra do Espírito, não seria possível que o homem se salvasse. O que o homem pode aprender com Deus na criação material é importante, mas é muito limitado; jamais alguém poderia saber a vontade de Deus apenas observando a criação (Romanos 1:18-20). No restante deste artigo resumiremos a obra do Espírito Santo na revelação e na confirmação da Palavra de Deus ao homem.

O Espírito Santo e o Antigo Testamento

Pedro informa-nos que a mensagem dos profetas do Antigo Testamento não teve origem nos próprios homens. Os homens, segundo ele, foram "movidos pelo Espírito Santo" para falar (2 Pedro 1:20-21). Os profetas do Antigo Testamento foram movidos, orientados ou levados pelo Espírito Santo para dizerem exatamente o que Deus queria que dissessem e no exato momento que ele desejava. Vários textos no Antigo Testamento declaram que o Espírito Santo participou ativamente na revelação da vontade de Deus naquela época. Davi disse: "O Espírito do Senhor fala por meu intermédio, e a sua palavra está na minha língua" (2 Samuel 23:2). Após retornarem do exílio babilônico, os levitas recontaram em oração as bênçãos que o Senhor tinha dado a Israel. Eles diziam: "E lhes concedeste o teu bom Espírito para os ensinar . . . e testemunhaste contra eles pelo teu Espírito por intermédio dos teus profetas" (Neemias 9:20, 30). O profeta Zacarias disse que as pessoas "fizeram o seu coração duro como diamante, para que não ouvissem a lei, nem as palavras que o Senhor dos Exércitos enviara pelo seu Espírito, mediante os profetas que nos precederam" (Zacarias 7:12). Observe que Deus enviou as suas palavras por seu Espírito por meio dos profetas.

O Espírito Santo e o Novo Testamento

Na noite anterior à crucificação, Jesus informou os apóstolos que retornaria ao céu e pediria ao Pai que lhes enviasse o Espírito Santo para servir-lhes de guia (João 14-16). Ele disse: "O Espírito da verdade . . . vos guiará a toda a verdade" (João 16:13). Será que essa promessa foi cumprida? Os escritores do Novo Testamento afirmaram reiteradas vezes que sim.

Paulo disse que o mistério "em outras gerações, não foi dado a conhecer aos filhos dos homens, como, agora, foi revelado aos seus santos apóstolos e profetas, no Espírito". Ele afirma ter escrito o que foi revelado e podia ser entendido pelos santos (Efésios 3:3-5). Paulo disse que os dominadores deste século não entendiam a sabedoria de Deus. Aliás, segundo ele, as coisas que Deus preparou para o homem nem mesmo tinham entrado no coração do homem. Ele disse que "Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as cousas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus" (1 Coríntios 2:10). Paulo ressaltava que as palavras que ele proferia eram "ensinadas pelo Espírito" (1 Coríntios 2:13).

Esses versículos deixam claro que o Espírito Santo havia então revelado a vontade de Deus ao homem. Outras referências mostram que a revelação está completa. Leia 2 Timóteo 3:16-17; 2 Pedro 1:3-4; Judas 3.

O Espírito Santo Confirmou a Palavra

A palavra falada pelos apóstolos foi confirmada por sinais, maravilhas, milagres e dons espirituais. Imediatamente antes de Jesus subir ao céu, ele deixou a grande comissão aos apóstolos (Marcos 16:15-16). O evangelho tinha de ser pregado para que o homem pudesse crer, ser batizado e ser salvo. Jesus disse: "Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem: em meu nome, expelirão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se alguma cousa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados" (Marcos 16:17-18). O objetivo desses sinais é explicado no versículo 20. À medida que os apóstolos saíam a pregar, o Senhor cooperou com eles, "confirmando a palavra por meio de sinais que se seguiam".

O Espírito Santo não apenas guiava os apóstolos para toda a verdade, mas confirmava a palavra que proferiam por meio dos milagres. Esses milagres limitaram-se ao período apostólico. Quando a revelação da vontade de Deus se completou e a palavra foi escrita (logo antes de 70 d.C.), a palavra já tinha sido confirmada (Hebreus 2:3-4). Cada sinal ou milagre que é necessário já foi escrito (João 20:30-31). A palavra está completa e não há necessidade de haver sinais miraculosos hoje.

Conclusão

O Espírito Santo esquadrinhou a mente de Deus e revelou por meio dos apóstolos e dos profetas tudo o que precisávamos saber sobre o maravilhoso projeto de redenção de Deus. Por meio do que foi revelado, podemos ser salvos tanto agora quanto para sempre.

por: Ferrell Jenkins

A Revelação de Deus: Uma Vista Panorâmica da Bíblia



A Revelação de Deus:

Uma Vista Panorâmica da Bíblia

Deus criou o homem como um ser inteligente para ter comunhão com ele. De todas as criaturas, o homem é o único feito à imagem de Deus (Gênesis 1:27). Desde a criação, Deus tem desejado que escolhamos imitá-lo e estar com ele. Para fazer isso, precisamos saber quem ele é e o que ele deseja de nós. É por isso que Deus nos deu a Bíblia. Ela é a revelação de Deus para nos equipar para toda a boa obra (2 Timóteo 3:16-17). Ela começa com a história da criação, para nos mostrar o quanto Deus nos ama e o quanto ele quer que estejamos com ele. Ela também nos mostra o quanto ele odeia o pecado e a desobediência, as barreiras que nos separam de nosso Criador.

Duas Grandes Divisões: O Velho E O Novo Testamentos

A Bíblia é dividida em duas partes maiores, conhecidas como o Velho Testamento e o Novo Testamento. O Velho Testamento fala sobre a criação do homem e de suas lutas sem sucesso contra o pecado. Ele nos ajuda a ver o que é o pecado e a entender suas conseqüências, mas não revela completamente a solução (Romanos 3:19-23). O Novo Testamento dá a resposta ao problema do homem na pessoa de Jesus Cristo (Romanos 1:16-17). Apesar de que algumas pessoas ainda o rejeitem, ele é o único meio de salvação (Atos 4:11-12).

Referimo-nos a essas partes da Bíblia como testamentos ou alianças, porque elas mostram como Deus revelou sua vontade a diversas pessoas em diferentes épocas. O Velho Testamento é principalmente sobre o povo de Israel, os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó. Deus os escolheu como nação especial e fez um pacto com eles. Ele comunicou-lhes a lei no Monte Sinai e a entregou por intermédio de Moisés, seu servo fiel. Essa aliança foi dada para proteger o povo do mal enquanto ilustrava, muito claramente, a conseqüência mortal do pecado. Sem a informação que nos é dada no Velho Testamento, seria difícil entender as palavras de Paulo: "... porque o salário do pecado é a morte..." (Romanos 6:23). Hoje, entendemos muitas coisas importantes no Velho Testamento. Aprendemos sobre a natureza do Deus verdadeiro que governa o futuro e nunca quebra suas promessas (Romanos 15:1-4). Observamos os perigos da desobediência (1 Coríntios 10:1-13). Encontramos alguns detalhes do plano perfeito de Deus quando ele prepara o envio de seu Filho para nos salvar (João 5:39).

Mas o Velho Testamento não foi destinado a ser a palavra final. Deus enviou mensageiros para entregá-lo, mas já estava preparado para enviar seu próprio Filho para dar a revelação completa e final de sua vontade para todos os homens (Hebreus 1:1-2). Jesus prometeu aos apóstolos que eles seriam guiados pelo Espírito Santo "... a toda a verdade..." (João 16:13). Eles serviram como "vasos de barro" para comunicar a verdade a todos os homens (2 Coríntios 4:7; Colossenses 1:23). Eles a escreveram nos livros que agora temos, denominado como Novo Testamento, e declararam que a fé havia sido entregue "... uma vez por todas... aos santos" (Judas 3). Ninguém tem o direito de acrescentar a esta revelação ou pregar qualquer outra doutrina (Gálatas 1:6-9). É errado ir além do que nos foi revelado na palavra de Cristo (1 Coríntios 4:6; 2 João 9).

Para nos ajudar a entender e apreciar a mensagem da Bíblia, consideremos brevemente o conteúdo dos 66 livros dos quais ela se compõe. Se você é um estudante novo, estas notas o ajudarão a saber um pouco sobre o contexto de cada livro. Se você já estudou cuidadosamente toda a Bíblia, estas observações o ajudarão a relembrar a beleza e a unidade de sua mensagem.

O Velho Testamento: 39 Livros Apontando para o Cristo

Podemos dividir o Velho Testamento em quatro categorias de livros.

Œ Cinco Livros da Lei, Também Conhecidos como o Pentateuco

Gênesis fala da criação do universo e de sua corrupção pelo pecado. Esse livro começa a contar como Deus enviaria um descendente de Abraão para salvar os homens de seus pecados. Êxodo continua a história da família de Abraão, conhecida como o povo de Israel. Depois de quatro séculos no cativeiro egípcio, esse povo foi salvo por Deus e eleito como seu povo especial. Esse livro conta o começo de sua jornada em direção à terra prometida de Canaã, e registra os mandamentos que Deus deu a Moisés e aos israelitas no Monte Sinai. Os próximos três livros, Levítico, Números e Deuteronômio continuam a mesma história, terminando com a morte de Moisés pouco antes do povo entrar na terra prometida.

 Doze Livros de História

Após a morte de Moisés, Josué conduziu o povo na conquista da terra que Deus tinha entregue a eles. Depois que Josué morreu, o Senhor usou uma série de Juízes para salvar os israelitas, repetidamente, das conseqüências de seu próprio pecado. O pequeno livro de Rute é uma linda história do amor e da lealdade ocorrida nesse período de tempo. 1 Samuel é um livro de transição no qual lemos sobre o fim do período dos juízes e sobre o começo da monarquia em Israel. 2 Samuel, 1 e 2 Reis e 1 e 2 Crônicas falam dos reis que reinaram sobre os descendentes de Abraão. Alguns foram muito bons e piedosos, mas alguns foram tiranos egoístas. O povo seguiu seus líderes ímpios e persistiu na idolatria. Deus foi paciente durante longo tempo, mas finalmente usou forças estrangeiras para derrotar e levar o povo em cativeiro. Esdras, Neemias e Ester falam desse cativeiro e também como Deus libertou o povo e permitiu-lhe voltar à sua própria terra.

Ž Cinco Livros de Sabedoria

"O temor do Senhor é o princípio do saber…" (Provérbios 1:7). Essa é a mensagem ressaltada através dos cinco livros que chamamos livros de sabedoria ou poesia. Jó é um livro sobre o sofrimento. Pessoas justas sofrem, sim, e nem sempre sabem o porquê. Mas, podemos sempre confiar em Deus quando enfrentamos dificuldades. Os Salmos são cânticos de louvor que foram usados freqüentemente no templo ou na adoração individual. Eles glorificam a grandeza e a misericórdia de Deus. Provérbios são breves afirmações de sabedoria prática. Aqui aprendemos como conviver com outras pessoas e a importância de se preparar para a eternidade. Eclesiastes fala da busca de um homem pelo significado da vida, e conclui que não há significado nenhum longe do Criador. Cântico dos Cânticos é uma história de amor. Uma mulher jovem precisa escolher entre o conforto com um homem rico e o amor completo de um pobre.

 Dezessete Livros de Profecia

Os livros restantes do Velho Testamento são mensagens enviadas por vários pregadores inspirados, conhecidos como profetas. Eles estão relacionados no mesmo período de tempo coberto pelos livros de história, e a maioria deles fala sobre os descendentes de Abraão. Esses livros incluem referências ocasionais ao futuro, especialmente profecias sobre a primeira vinda de Jesus Cristo. Os primeiros cinco desses livros, por serem eles geralmente mais longos, são conhecidos como os profetas maiores. Isaías escreveu cerca de 700 anos antes de Cristo e usou a queda de Israel (a maioria dos descendentes de Abraão) para advertir Judá (as tribos restantes) que precisavam arrepender-se. Jeremias veio cerca de 100 anos mais tarde e deu as advertências finais de Deus ao povo rebelde de Judá antes de sua queda. Ele também escreveu Lamentações, um livro de luto por causa da destruição de Jerusalém. Ezequiel e Daniel estavam entre os cativos de Judá. Eles instaram o povo a arrepender-se e assegurou-o de que Deus o resgataria de seu cativeiro.

Os 12 livros restantes do Velho Testamento são chamados Profetas Menores, porque são mais breves. Sua mensagem não é menos significativa. Alguns deles foram escritos por volta do tempo das quedas de Israel (Amós, Oséias e Miquéias) e de Judá (Sofonias e Habacuque). Joel adverte o povo de Judá quanto à necessidade de arrependimento. Jonas e Naum falam das conseqüências dos pecados do povo de Nínive e Obadias adverte os edomitas sobre sua punição iminente. Os últimos três profetas do Velho Testamento (Ageu, Zacarias e Malaquias) encorajaram o povo que havia retornado do cativeiro a servir a Deus fielmente.

O Novo Testamento: 27 Livros que Mostram como Seguir a Jesus

Podemos dividir o Novo Testamento também em quatro categorias maiores, baseadas no conteúdo dos livros.

Œ Quatro Livros Sobre a Vida de Cristo

Os primeiros quatro livros do Novo Testamento são relatos biográficos que registram a vida e o ensinamento de Jesus na terra. Cada livro (Mateus, Marcos, Lucas e João) salienta pormenores diferentes da vida do Senhor. Para melhor entendimento, eles devem ser estudados juntos.

 Um Livro Sobre a Obra dos Cristãos Primitivos

O livro de Atos fala das obras dos cristãos primitivos (especialmente Pedro e Paulo) durante cerca de 30 anos depois da morte e ressurreição de Jesus.

Ž Vinte E Uma Cartas aos Cristãos

Paulo escreveu a maioria delas. Ele enviou diversas cartas a igrejas (Romanos, 1 e 2, Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1 e 2 Tessalonicenses) e outras a alguns indivíduos cristãos (1 e 2 Timóteo, Tito e Filemom). Não sabemos quem escreveu Hebreus, um livro extremamente valioso mostrando a supremacia de Cristo. Quatro discípulos de Cristo escreveram as cartas restantes que foram identificadas pelos nomes de seus autores: Tiago, 1 e 2 Pedro, 1, 2 e 3 João e Judas.

 Um Livro de Profecia

O livro de Apocalipse foi escrito para confortar os cristãos perseguidos com a convicção que Cristo seria vitorioso sobre todos os seus inimigos. Esse livro nos ajuda a ver Cristo como ele verdadeiramente é: poderoso e triunfante sobre Satanás e seus aliados! Ele nos assegura que nós, também, podemos ser vitoriosos sobre o mal.

O Desafio para Estudar a Bíblia

Desde Gênesis até Apocalipse, a Bíblia é uma mensagem do amor de Deus por nós. Devemos estudá-la diligentemente todos os dias para que cresça o nosso entendimento de como glorificar nosso Criador e Redentor.

por: Dennis Allan

Evidência da Inspiração das Escrituras



Evidência da Inspiração das Escrituras

A Bíblia é um livro cheio de instruções para uma vida bem sucedida, mas há muitos livros que oferecem conselho semelhante. O que torna a Bíblia diferente ou distinta, entre tais livros? A Bíblia proclama ser a Palavra de Deus, uma revelação divina!

A Bíblia tem tido uma enorme influência na História do homem. Ela continua sendo o livro mais freqüentemente traduzido. É inquestionável que a Bíblia seja amplamente acreditada como sendo a Palavra de Deus, um livro divinamente inspirado. Mas qual evidência existe para apoiar esta crença? Seria sem fundamento esta fé? O que podemos oferecer à pessoa que tem dúvidas sobre a inspiração da Bíblia?

A inspiração é a influência do Espírito Santo sobre os escritores da Bíblia, para que as coisas que eles escreveram sejam exatamente o que Deus desejou revelar ao homem. A Bíblia declara ser o produto da inspiração. Paulo escreveu, "Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra" (2 Timóteo 3:16-17). Aos Coríntios, ele escreveu que o Espírito Santo revelou as verdadeiras palavras que ele e outros usaram para ensinar a Palavra de Deus (1 Coríntios 2:10-13). Pedro afirmou que os profetas do Velho Testamento também falaram como foram levados pelo Espírito Santo (1 Pedro 1:11-12; 2 Pedro 1:20-21). Os próprios profetas declararam que estavam falando as palavras de Deus (por exemplo, Jeremias 1:2, 4, 9).

A questão da inspiração da Bíblia é fundamental. Se a Bíblia é simplesmente um produto dos homens, então ela não tem mais autoridade do que qualquer outro padrão moral que o homem possa inventar. Por outro lado, se ela é na verdade a Palavra de Deus, então o padrão moral que ela apresenta é a expressão da autoridade de Deus.

Profecia Cumprida: Evidência de Inspiração

Há, naturalmente, muitas evidências da origem divina da Bíblia, mas a mais forte é a profecia cumprida, que é, em essência, a assinatura de Deus em seu livro, uma indicação inigualável de que ela é sua obra.

n O homem não pode conhecer o futuro; somente Deus pode predizer a História ou os acontecimentos. Somente Deus, pela sua onisciência, pode predizer com minúcias o que acontecerá a centenas de anos no futuro! Através do profeta Isaías, Deus emitiu o seguinte desafio aos falsos deuses adorados pelos homens: "Trazei e anunciai-nos as cousas que hão de acontecer; relatai-nos as profecias anteriores, para que atentemos para elas e saibamos se se cumpriram; ou fazei-nos ouvir as cousas futuras. Anunciai-nos as cousas que ainda hão de vir, para que saibamos que sois deuses; fazei bem ou fazei mal, para que nos assombremos, e juntamente o veremos" (41:22-23; veja também 42:8-9; 44:6-8). Deus indicou que a capacidade de predizer o futuro era um sinal de verdadeira divindade.

n A Bíblia predisse os destinos de nações e cidades. O Velho Testamento está repleto de minuciosas profecias a respeito da vinda do Messias: a natureza de seu nascimento, a vida e a maneira de sua morte.

n Se apenas Deus pode predizer o futuro e a Bíblia contem profecia cumprida, então a Bíblia é claramente a obra de Deus, um livro inspirado.

De acordo com o Velho Testamento, a profecia cumprida era um dos sinais de um verdadeiro profeta, um guiado por Deus. Por outro lado, profecia falhada é o sinal de um falso profeta (Deuteronômio 18:20-22).

Critérios de profecia

n Os assim chamados psíquicos freqüentemente fazem predições sobre o futuro, mas a maioria, se não todos, não consegue passar. Muitas vezes tais predições são claramente "palpites" sobre eventos futuros, baseados nos eventos correntes. A profecia não é o resultado de cálculo matemático, nem a projeção da sabedoria política ou científica, nem mesmo uma conjectura feliz. A profecia é a predição de eventos além do poder natural de um homem para prever.

n Obviamente, uma profecia precisa ser feita antes que o evento aconteça. Quanto mais tempo passar entre a profecia e seu cumprimento, é menos provável que a profecia seja meramente um "palpite" treinado sobre o futuro. Talvez se possa imaginar quem será o próximo presidente do Brasil, mas predizer hoje quem será o presidente do Brasil no ano 2090 seria uma verdadeira profecia!

n A profecia precisa ter um cumprimento claro, isto é, é preciso que se seja capaz de ver uma relação clara entre a profecia e o evento que supostamente a cumpre. Alguns homens fazem "profecias" que são enquadradas numa tal linguagem geral que permita o cumprimento por um grande número de eventos futuros, antes que por um algum evento explícito. A linguagem da profecia precisa não ser ambígua nem enganosa, para que seu cumprimento seja claramente reconhecível.

Um exemplo de profecia cumprida: Ezequiel e Tiro

zequiel profetizou durante o período de 592-570 a. C. Além de outras nações e cidades, ele profetizou contra Tiro, uma cidade costeira da Fenícia. Ezequiel predisse que:

l Muitas nações subiriam contra Tiro (Ezequiel 26:3)

lOs muros de Tiro seriam derrubados e a cidade completamente varrida (26:4)

l O local da cidade se tornaria um lugar para os pescadores estenderem suas redes (26:5,14)

lOs escombros de Tiro seriam atirados ao mar (26:12)

l Tiro jamais seria reconstruída (26:14)

O cumprimento destas profecias é surpreendente! Ezequiel identificou Nabucodonosor, rei da Babilônia, como aquele que atacaria a cidade de Tiro e a destruiria (26:7). Nabucodonosor assediou esta cidade na praia do Mar Mediterrâneo de 585 a 572 a. C. e quando, finalmente, rompeu as portas da cidade, ele descobriu que o seu povo, na maior parte, tinha evacuado a cidade por navio e fortificado outra cidade numa ilha a cerca de um quilômetro da costa. Nabucodonosor destruiu a cidade da terra firme (572 a.C.), mas foi incapaz de destruir a cidade da ilha. Estes acontecimentos não são, talvez, muito admiráveis porque aconteceram não muitos anos depois das profecias de Ezequiel. Contudo, a história de Tiro não tinha terminado.

O império medo-persa substituiu o dos babilônios e, por sua vez, o general grego Alexandre, o Magno, capturou o território dos persas. Depois de vencer Dario III na Ásia Menor, Alexandre se mudou para o Egito e conclamou as cidades fenícias a abrirem suas portas (332 a. C.). A cidade na ilhota de Tiro se recusou e por isso Alexandre assediou-a e começou a construir uma ponte flutuante com 60 metros de largura, desde a praia até a ilha. Ele usou os escombros da velha cidade de Tiro, limpando completamente o terreno, para fazer sua "estrada" levando-a até a cidade na ilha. Depois de um cerco de sete meses, ele tomou a cidade. Sua fúria contra os tírios foi grande; ele matou 8.000 dos habitantes e vendeu outros 30.000 para a escravidão.

Muitas cidades antigas, que foram destruídas de tempos em tempos, foram reconstruídas, mas nenhuma cidade jamais foi reconstruída no antigo local de Tiro. O terreno, até mesmo hoje, é usado por pescadores para estender suas redes para limpar, remendar e secar.

Como teria sido possível a Ezequiel saber o que Alexandre, o Magno, faria para capturar a cidade de Tiro 250 anos mais tarde? Nenhum homem poderia ter previsto com tal pormenor o futuro incomum de Tiro; profecias como estas são claramente a obra de Deus.

As profecias contra Tiro são apenas um exemplo entre muitas que poderiam ser citadas. Por exemplo, Isaías predisse que Jerusalém e o templo seriam reconstruídos por ordem de Ciro, o persa, que permitiria aos israelitas regressarem do cativeiro (44:28 - 45:13). Quando Isaías fez estas profecias cerca do ano 700 a. C. a cidade de Jerusalém e o templo ainda estavam em pé, o reino do sul de Judá ainda não tinha sido levado em cativeiro, e os assírios eram a potência mundial. Ciro não libertaria os cativos de Judá antes do ano 536 a.C., 160 anos mais tarde, e entretanto Isaías o chamou pelo nome!

Também foi Isaías quem profetizou que o Messias nasceria de uma virgem, 700 anos antes que isso acontecesse (Isaías 7:14; Mateus 1:22-23). O profeta Miquéias, que viveu no mesmo tempo que Isaías, predisse o lugar de nascimento do Messias, observando que seria a pequena cidade de Belém, no sul, não a Belém do norte (Miquéias 5:2; Mateus 2:1, 5-6). Como poderiam estes homens ter predito estas coisas sobre o Messias a menos que Deus os estivesse guiando?

Conclusão

Bíblia contém algumas profecias que satisfazem os critérios antes mencionados de verdadeira profecia e deste modo demonstram a natureza inspirada das Escrituras? Os exemplos já citados respondem essa questão com um sonoro "sim"!

Talvez alguém diga, "Deveríamos aceitar a Bíblia como inspirada sem necessidade de qualquer evidência. A fé não exige evidência." Com tal tipo de raciocínio, aceitaremos virtualmente qualquer livro que se declare ser revelação divina! Se a Bíblia não é a palavra de Deus, como declara, então não é um bom livro. É uma tentativa para enganar.

Por outro lado, se a profecia cumprida confirma a origem divina da Bíblia, então ela é obra de Deus e contém um padrão moral com autoridade para nossas vidas, governando a conduta de todos que queiram viver eternamente na presença de seu Criador. A evidência, a profecia cumprida, está disponível para nosso estudo. O que você concluirá sobre a Bíblia?

por: Allen Dvorak

O Que a Bíblia Diz? O Que Quer Dizer "Escrituras"?



O Que a Bíblia Diz?

O Que Quer Dizer "Escrituras"?

As palavras "escritura" e "escrituras" são usadas freqüentemente no Novo Testamento para descrever os livros inspirados por Deus. Paulo fala da importância destes livros em 2 Timóteo 3:16-17 S "Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra." Jesus não excluiu nenhuma parte do Velho Testamento quando ele falou sobre as Escrituras. Não somente os livros de Moisés, mas também os Salmos e Profetas foram considerados Escrituras (Lucas 24:27,44,45). Ele afirmou que os judeus erraram por causa da ignorância das Escrituras (Mateus 22:29).

As Escrituras do Antigo Testamento foram importantes, mas as palavras de Jesus e seus mensageiros são mais importantes ainda: "Se, pois, se tornou firme a palavra falada por meio de anjos, e toda transgressão ou desobediência recebeu justo castigo, como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação? A qual, tendo sido anunciada inicialmente pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram" (Hebreus 2:2-3). Não somente os livros do Antigo Testamento, mas também os do Novo são inspirados por Deus e considerados "Escrituras". Pedro especificamente classificou as cartas de Paulo entre as Escrituras (2 Pedro 3:16).

O fato de que todos os livros da Bíblia são inspirados não quer dizer que todos têm a mesma função. Gênesis 6 é inspirado por Deus, mas ninguém hoje tem obrigação de fazer uma arca como Noé a fez. Da mesma forma, a lei que Deus revelou ao povo de Israel não está mais em vigor. Ninguém hoje é sujeito a ela (Gálatas 3:24-25; Romanos 7:6). Jonas é um livro inspirado, mas não somos obrigados ir para Nínive para pregar. De tais exemplos, aprendemos muito sobre a fé, a obediência, a natu-reza de Deus, etc. Mas nosso serviço hoje deve ser de acordo com a palavra de Cristo. Os livros do Novo Testamento mostram como Jesus andou (João 20: 30-31; Atos 1:1-2) e como nós devemos lhe seguir (1 Coríntios 11:1). Nossa fé se baseia nas palavras daqueles que acompanharam Jesus (João 17:18-20).

Somos incrivelmente abençoados. Temos acesso fácil às palavras que vêm do Deus verdadeiro, o Criador e Sustentador do universo. Conheçamos as Escrituras!

por: Dennis Allan

Parte 1: O plano e o propósito de Deus requerem que ele preserve as Escrituras




Parte 1: O plano e o propósito de Deus requerem que ele preserve as Escrituras


A Bíblia ensina que Deus é todo poderoso e pode fazer qualquer coisa que decidir fazer (Jeremias 32:17, 27; Mateus 19:26; Marcos 14:36; Jó 42:2). Se ele, portanto, decide preservar as Escrituras de modo que o homem não possa destruí-las, ele é perfeitamente capaz de fazer isso. A questão é se ele decidiu ou não preservar as Escrituras.

Œ Deus deseja que todos os homens saibam, creiam e obedeçam a sua vontade.

Considere os seguintes princípios:

Todos os homens são culpados de pecado e precisam de perdão — Romanos 3:23; 6:23; 1 João 1:8, 10.

Deus deseja que todos os homens se convertam do pecado e sejam salvos — 1Timóteo 2:4; 2 Pedro 3:9; Tito 2:11-12.

Jesus morreu para colocar a salvação ao alcance de todos os homens — 1 Timóteo 2:6; Hebreus 2:9; João 3:16; Mateus 11:28-30.

Para serem salvos, os homens precisam ouvir, crer e obedecer ao evangelho — João 6:44-45; 8:24,32; Hebreus 5:9; 2 Tessalonicenses 1:8-9; 1 Pedro 1:22; Romanos 6:17-18; 1:16; 10:14,17.

Assim, Deus deseja que todos os homens aprendam o evangelho para que tenham oportunidade de crer e obedecê-lo — 1 Timóteo 2:4; Mateus 28:18-20; Marcos 16:15-16; Atos 2:38-39; 17:30-31; Lucas 24:47; Colossenses 1:28.

O evangelho, revelado no primeiro século aos apóstolos, está completo, provendo tudo o que é bom e tudo o que necessitamos saber para agradar a Deus — João 14:26;16:13; 2 Pedro 1:3; 2 Timóteo 3:16-17; Atos 20:20,27; Mateus 28:18-20; Tiago 1:25.

Por estas passagens concluímos que todas as pessoas precisam do evangelho, Deus quer que todos tenhamos o evangelho, por isso o evangelho estava completa, acurada e adequadamente revelado no primeiro século. Desde que todos os homens necessitavam daquele evangelho, as pessoas de hoje também precisam dele. E desde que Deus quer que todos o conheçam, podemos estar seguros de que ele o tornará acessível ao povo de hoje. A questão, então, é: Como o evangelho chegou a nós, hoje?

Deus revelou as escrituras para que os homens pudessem conhecer sua vontade.

O Velho Testamento foi inspirado por Deus para ensinar aos homens sua vontade.

Êxodo 24:3,4,7 — Moisés escreveu num livro todas as palavras e ordenanças de Deus que as pessoas tinham que obedecer.

Deuteronômio 28:58-59; 30:9-10— Se as pessoas obedecessem aos mandamentos escritos no livro, elas seriam abençoadas. Se não, elas sofreriam.

Deuteronômio 31:9-13,24-29 — Moisés escreveu a lei e colocou-a onde o povo poderia lê-la no futuro e aprender a temer a Deus e a observar todas as palavras daquela lei.

Jeremias 36:1-4 — Deus ordenou a Jeremias que escrevesse num livro todas as palavras que Deus lhe dera para ensinar Israel a se arrepender.

2 Pedro 1:21 — Os homens santos de Deus falaram conforme foram movidos pelo Espírito Santo.

O Novo Testamento foi do mesmo modo inspirado por Deus para ensinar aos homens a sua vontade.

1 Coríntios 14:37 — O que Paulo escreveu foram os mandamentos do Senhor.

João 20:29-31 — João escreveu para que as pessoas tivessem um registro de testemunho ocular dos milagres de Jesus e, portanto, pudessem crer em Jesus e ter vida em seu nome, ainda que não o tivessem visto pessoalmente (veja 21:24-25).

1 João 1:1-4; 2:1-17 — João escreveu para que as pessoas pudessem ter seu testemunho ocular a respeito de Jesus, pudessem ter amizade com Deus, pudessem saber que não devemos pecar e pudessem ouvir os mandamentos de Deus que deverão obedecer.

Apocalipse 1:1,2,10,11,19; capítulos 2 e 3 — João foi instruído por Jesus a escrever uma mensagem de Jesus e do Espírito para instruir as igrejas da Ásia a respeito da vontade de Jesus para elas (veja 14:13; 19:9; 21:5).

Efésios 3:3-5 — O que Paulo recebeu por revelação do Espírito, ele escreveu para que outros pudessem entender o que ele tinha recebido.

Lucas 1:1-4; Atos 1:1-2 — Lucas escreveu para que o leitor pudesse saber a certeza das coisas que tinham sido ensinadas sobre a vida de Jesus e a igreja primitiva.

Judas 3 — Judas escreveu sobre a salvação e exortou o povo a lutar sinceramente pela fé, a despeito do perigo dos falsos mestres.

1 Timóteo 5:18 — O que é propriamente chamado "Escritura" inclui citações do escrito do Novo Testamento (Lucas 10:7) junto com escritos do Velho Testamento.

2 Pedro 3:15-16 — Pedro classifica os escritos de Paulo junto com "outras Escrituras". Por isso, elas deverão ser tratadas com o mesmo respeito que qualquer outra Escritura.

2 Timóteo 3:14-17 — Toda Escritura (tanto velha como nova) é inspirada por Deus e foi dada para ensinar e instruir os homens para que eles pudessem conhecer todas as boas obras. Assim como os escritos do Velho Testamento foram dados para serem um guia que o povo tinha que seguir para agradar a Deus no seu tempo, assim também o Novo Testamento serve como um guia inspirado na época atual.

Todos os homens, aprendemos, precisam conhecer a vontade de Deus, e Deus deseja que todos os homens tenham essa oportunidade. Para satisfazer esta necessidade, Deus inspirou homens a registrar sua mensagem escrevendo-a nas Escrituras.

Ž Deus quis que as Escrituras guiassem as pessoas das futuras gerações.

A palavra falada beneficia somente as pessoas que imediatamente a ouvem. Não pode ser repetida a outros exceto por memória (com toda a falibilidade e fraquezas que a memória humana envolve). Uma razão pela qual fez as escrituras serem registradas como palavra escrita foi para que a mensagem pudesse ser copiada, circulada e ficasse disponível a outras pessoas, em acréscimo àquelas a quem tinha sido imediatamente dirigida.

Especificamente, Deus queria que a palavra escrita fosse usada para guiar e instruir as gerações futuras das pessoas, mesmo depois da geração na qual tinha sido escrita. Isto tornou necessário preservar a palavra de forma acurada.

As Escrituras do Velho Testamento eram para beneficiar gerações futuras.

Deuteronômio 17:18-20 — Os futuros reis de Israel tinham que copiar a lei de Deus, estudá-la e obedecê-la estritamente, sem variação. Mas note que Israel nem sequer teve um rei até diversas gerações depois disto ter sido falado (versículo 14).

Deuteronômio 31:9-13,24-29 — As palavras da lei foram escritas e colocadas onde pudessem ficar ao alcance do povo. A cada sete anos, depois que Moisés morreu, as leis tinham que ser lidas ao povo para que pudessem lembrar-se delas, seus filhos (que não conheciam as leis) pudessem aprendê-las e todos obedecessem.

Salmo 102:18 — O salmista escreveu "para a geração futura".

Evidentemente, a Velha Lei pretendia ser um modelo ou padrão de autoridade para as gerações futuras. Veremos mais tarde que esta lei foi preservada e estava ainda sendo seguida como lei e autoridade centenas de anos mais tarde, justo como Deus queria.

As Escrituras do Novo Testamento também eram para beneficiar as gerações futuras.

João 20:29-31 — João escreveu para que as pessoas que não tinham visto Jesus ou testemunhado seus milagres pudessem ler o registro do testemunho ocular deles e então crer em Jesus e ter vida eterna. Mas isto significa que o registro foi escrito especialmente para pessoas de hoje como nós.

2 Pedro 1:12-15 — Pedro afirma expressamente que ele escreveu o que ele fez para que as pessoas pudessem ter o registro escrito de seus ensinamentos para lembrá-los no futuro, mesmo depois que Pedro estivesse morto.

2 Pedro 3:1-2 — Ele escreveu especialmente para que as pessoas fossem lembradas dos mandamentos revelados pelos apóstolos de Jesus.

2 Pedro 3:15-16; 1 Timóteo 5:18 — Mesmo no primeiro século, as pessoas estavam estudando os escritos de homens inspirados do Novo Testamento e os estavam citando como autoridades. Em particular, os escritos de Paulo e Lucas eram conhecidos pelo povo a quem outros homens escreveram.

Mais ainda, estes escritos são classificados junto com outra "Escritura", o que mostra porque eles foram sendo circulados e estudados. Eles foram reconhecidos como declarações autorizadas da vontade de Deus, que as pessoas deveriam estudar de modo a obedecer a Deus, do mesmo modo como o Velho Testamento tinha sido (veja 2 Timóteo 3:16-17; Colossenses 4:16; Atos 2:39; Marcos 14:9; 1 Tessalonicenses 5:27).

Quando Deus inspirou homens para escreverem as Escrituras, ele quis que aqueles escritos sagrados fossem usados para ensinar ao povo sua vontade, em outros lugares e em tempos futuros. Isto foi feito com o Velho Testamento, e ele claramente queria que o Novo Testamento fosse usado como o Velho tinha sido a este respeito. Para cumprir este propósito, segue-se que as Escrituras teriam que ser preservadas cuidadosamente pelas gerações futuras.

 Outras fontes de revelação inspirada cessaram.

Deus preferiu revelar sua vontade, não toda de uma vez, mas gradualmente, durante um período de 1500 anos, deste Moisés até o fim do primeiro século. Durante esse tempo, certos homens foram guiados diretamente pelo Espírito Santo, como estudamos, tanto para falar como para escrever a vontade de Deus.

Mas era o plano de Deus que, quando toda sua vontade tivesse sido revelada e registrada, ele findaria os poderes miraculosos pelos quais o Espírito Santo entregaria a mensagem. Por esse tempo, a palavra escrita se tornaria o único meio inspirado que as pessoas teriam para conhecer a mensagem de Deus.

1 Coríntios 13:8-10 — Os dons espirituais cessariam.

Profecias, línguas e conhecimento milagroso são três dos dons miraculosos que o Espírito Santo usou para entregar a vontade de Deus aos homens (12:7-11). Mas há algo mais importante ou "mais excelente" do que estes dons (12:31), e isso é o amor (capítulo 13). O amor é maior do que os dons espirituais porque o amor, a fé e a esperança continuaram a existir (13:13) mesmo depois que os dons espirituais, milagrosos, tinham cessado (13:8).

Estes dons cessariam porque eram "em parte" (13:9), e cessariam quando o que é perfeito, ou completo, viesse (13:10). Observe: "aquele que é perfeito" é contrastado com os dons, que eram em "parte". Em algum sentido, os dons eram parciais e cessariam quando sua natureza parcial fosse feita completa ou fosse substituída pelo que não era parcial.

Em que sentido os dons eram "em parte"? A única explicação que se harmoniza com a Escritura é que os dons, ao tempo em que Paulo escreveu, tinham somente parcialmente completado seu propósito de revelar a vontade de Deus. A revelação foi feita por meio desses dons, e essa obra ainda não estava completa. Mas quando a obra estivesse completa, os dons teriam cumprido plenamente sua tarefa e não mais seriam necessários. Por isso cessariam.

"O que é perfeito", portanto, tem que se referir à revelação completada da vontade de Deus e quando ela toda tivesse sido completa e adequadamente revelada, os dons espirituais cessariam. Mas já aprendemos pelos versículos listados previamente que a verdade foi revelada aos apóstolos do primeiro século, e eles a registraram na Bíblia (Novo Testamento).

A vontade completa de Deus ("a perfeita lei de liberdade" — Tiago 1:25) tinha sido registrada por escrito antes do fim do primeiro século. Quando isso aconteceu, todos os outros meios de revelação do Espírito Santo cessaram, e as Escrituras ou a palavra escrita se tornaram o único meio inspirado que os homens tinham para aprender a vontade de Deus.

Judas 3 - A fé foi uma vez por todas entregue.

Judas instrui-nos a batalhar "pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos". A frase "uma vez por todas" se refere ao que é assim feito para ser de validade perpétua e nunca necessita de repetição (Thayer).

A mesma palavra é usada para se referir à morte de Jesus, que ocorreu somente uma vez, em contraste com os sacrifícios de animais do Velho Testamento, que tinham que ser repetidos continuamente (Hebreus 9:26,28;10:10; 7:26-27; 1 Pedro 3:18). O sacrifício de Jesus foi feito tão perfeitamente que não precisou ser repetido: "uma vez por todas".

Do mesmo modo, o evangelho precisava ser entregue ao povo de Deus somente "uma vez". Quando foi completado, não precisou ser repetido. Podemos do mesmo modo afirmar que o sacrifício de Jesus precisa ser repetido, para afirmar que o evangelho precisa ser entregue por inspiração de homens novamente.

Assim, se Deus quer que o povo tenha o evangelho, mas não é para ser entregue ao povo novamente, segue-se necessariamente que Deus pretendia preservar essa mensagem escrita, que ele entregou originalmente, para que pessoas em todas as eras pudessem tê-la disponível.

Não há apóstolo hoje em dia para entregar a mensagem novamente.

Os apóstolos estavam sempre envolvidos quando qualquer um recebia poder para entregar a mensagem do evangelho, guiados diretamente pelo Espírito Santo. Os próprios apóstolos receberam esse poder no dia de Pentecostes (Atos 1:2-8;2:1-11). Outros receberam tal poder quando os apóstolos pessoalmente impuseram suas mãos neles (Atos 8:14-21;19:1-7). A casa de Cornélio recebeu poder para falar em línguas quando Pedro estava ensinando-os, para que os judeus soubessem que os gentios podiam receber o evangelho (Atos 10:1-11:18). Mas em cada caso, sem exceção, os apóstolos estavam envolvidos sempre que alguém recebeu este poder (veja João 14:26;16:13).

Mas, para ser um apóstolo, tinha-se que ser uma testemunha ocular de Jesus depois de sua ressurreição (Atos 1:21-22;26:16; 1 Coríntios 9:1;15:1-8; João 15:27). Tinha-se também que ter poderes miraculosos para confirmar o apostolado (2 Coríntios 12:12). Mas ninguém, hoje em dia, pode ser uma testemunha ocular do Cristo ressurgido, e ninguém pode fazer sinais miraculosos como os apóstolos podiam fazer.

Portanto, hoje em dia não há apóstolos nem ninguém em quem os apóstolos impuseram suas mãos. Portanto, não há meios pelos quais as pessoas possam receber poderes espirituais e milagrosos guiados diretamente pelo Espírito Santo.

Todos estes fatos nos levam à conclusão necessária que a única fonte inspirada da qual hoje em dia se pode receber a vontade de Deus é somente a Bíblia. Mas as pessoas ainda precisam da verdade e Deus ainda quer que elas tenham a verdade, donde tem que se seguir que ele tem preservado cuidadosamente as Escrituras para nossos dias, para que todos possam conhecer a verdade.

 Deus prometeu preservar sua palavra para os povos de todas as eras.

Estudando o propósito de Deus para as Escrituras, concluímos que Deus deve ter pretendido preservar sua palavra escrita como uma minuciosa revelação de sua vontade para as gerações futuras. Agora, considere algumas passagens que afirmam diretamente que, na verdade, esta era sua intenção.

Deus pretendia preservar as Escrituras do Velho Testamento.

Salmo 119:160,152 — Todas as ordenações de Deus duram para sempre.

Isaías 40:8 — A palavra de Deus não é como uma flor que desabrocha e depois morre. A palavra de Deus permanecerá para sempre.

Isaías 30:8 — As palavras de Deus tinham que ser escritas num livro para que pudessem ser para o tempo vindouro, para sempre, perpetuamente.

Deus também pretendia preservar as Escrituras do Novo Testamento.

João 12:48 — As palavras de Jesus nos julgarão no último dia. Segue-se, necessariamente, que elas têm que durar até o julgamento e têm que estar acessíveis aos homens, para que possamos conhecer o que fazer para nos prepararmos para o julgamento. Mas, hoje, as Escrituras são a única fonte inspirada das palavras de Jesus. Portanto, a justiça de Deus e seu desejo de ver os homens salvos requerem que ele preserve as escrituras através das eras, até o julgamento.

2 João 2 — A verdade estará conosco para sempre.

2 Pedro 1:15 — Pedro escreveu para que, depois que ele morresse, as pessoas fossem capazes de se lembrarem destes ensinamentos "sempre", ou a "todo tempo".

1 Pedro 1:22-25 — Precisamos obedecer à verdade para sermos limpos de nossos pecados e renascermos. A verdade viverá, permanecerá e durará para sempre. Não será como a grama ou uma flor que brota e depois morre. Isto é exatamente o que Isaías 40:8 disse, mas é aplicado aqui ao evangelho. Deus preservará o Novo Testamento justamente como ele o fez com o Velho Testamento.

2 Timóteo 3:16-17 — Temos visto que o Novo Testamento constitui "Escritura", exatamente como o Velho Testamento (2 Pedro 3:15-16; 1 Timóteo 5:18). Assim como Deus preservou as Escrituras do Velho Testamento para que pudessem guiar o povo no conhecimento da vontade de Deus, assim ele deve preservar as Escrituras do Novo Testamento, se ele tem que preparar os homens para "todas as boas obras".

Se cremos que Deus é um Ser Supremo todo poderoso, que sempre mantém suas promessas, temos que crer que ele tem preservado cuidadosamente, nas Escrituras, sua vontade para o homem. É claro que isto é o que ele pretendia fazer. Negar que ele o tenha feito é negar tanto seu poder como sua fidelidade a suas promessas.


por: David Pratte