Elevo os meus olhos para o céu , de onde vem o meu socorro!

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sábado, 2 de abril de 2011

As parábolas de Jesus: Lições que apagaram as luzes



É preciso dizer claramente que as parábolas foram destinadas a apagar as luzes de algumas pessoas. Estas histórias desconcertavam e incomodavam aquelas almas desonestas que estavam ansiosas por abusar de qualquer pequena verdade que parecesse filtrar até elas (Mateus 13:10-15; Marcos 4:11-12; Lucas 8:10). E não podemos pensar nelas como se fossem iletrados religiosos que eram moralmente depravados. Em seu número estavam as pessoas mais religiosas e aparentemente mais piedosas daquele tempo. Mas tinham projetos que diferiam do de Deus.

Depois que o Senhor ensinou sua grande parábola do Pastor e o aprisco, um discurso que parece ter feito no inverno que antecedeu a primavera de sua morte (João 10:1-18), seus críticos se queixaram de que seu ensinamento era obscuro e confuso e que ele deveria dizer-lhes em linguagem clara se ele era o Cristo ou não. A réplica de Jesus foi direta: Já lhes disse numa centena de modos, mas nenhuma delas será bastante, porque vocês simplesmente não acreditam; e não acreditam porque não são minhas ovelhas (10:24-26). O Filho de Deus não estava interessado em meter pela goela abaixo dos homens descrentes o que eles positivamente não queriam. Este grande Pastor estava chamando somente aqueles que queriam ouvir sua voz e segui-lo (10:27). Para os demais suas palavras seriam apenas palavrório sem significado; não porque o fossem, mas porque seus ouvidos carnais não afinavam com as coisas espirituais.

O mesmo ponto é convenientemente demonstrado por uma ocorrência durante o mesmo inverno: a cura pelo Senhor de um mendigo cego em Jerusalém, junto ao poço de Siloé (João 9). No começo, os críticos de Jesus buscaram febrilmente desacreditar esta cura notável (o homem tinha sido cego de nascença) como sendo uma artimanha. Mas, totalmente impedidos pelo testemunho dos pais do próprio homem, foram reduzidos a argumentar insensatamente que o que todos na cidade sabiam que tinha acontecido, não tinha acontecido realmente porque tinha sido feito no dia errado (no sábado) pelo homem errado (Jesus). Baseados em nada além de obstinação cega e inflexível, eles negavam o inegável. Jesus mais tarde teve de dizer-lhes: "Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não vêem vejam, e os que vêem se tornem cegos" (9:39). Seus críticos judeus, não tão obtusos que nada lhes penetrasse, finalmente pegaram o significado. "Acaso também nós somos cegos?" perguntaram. Ao que o Senhor replicou, "Se fôsseis cegos, não teríeis pecado algum; mas porque agora dizeis: Nós vemos, subsiste o vosso pecado" (9:40-41).

Como já temos observado, as parábolas de Jesus nunca apelavam muito para as pessoas que já se achavam sábias. Elas serviam simplesmente para apagar as pequenas luzes que tais pessoas tinham. Mas isso estava bem, porque o Senhor não o estava chamando, de qualquer modo, e o tempo havia chegado pelo terceiro ano do seu ministério público para afastar os eternos críticos, os curiosos, os freqüentadores habituais descuidados que não tinham real interesse no reino de Deus. Era chegada a hora quando os verdadeiros discípulos tinham que ser reunidos em volta dele e preparados para o inimaginável horror que viria.

Concordando, Edersheim (Life and Times of Jesus the Messiah, Vol. II, pág. 579, 580) classifica as parábolas de Jesus segundo uma escala contínua de crescente hostilidade dos seus oponentes:

As sete parábolas de Mateus 13 sobre a natureza do reino de Deus (no final do segundo ano) foram ditas logo depois que os fariseus tinham recorrido a descartar os milagres de Jesus com a explicação de que eram demoníacos (Mateus 12:22-34).

As parábolas ditas depois da transfiguração (terceiro ano) são encontradas em Lucas, capítulos 10-16 e 18. Estas são sobre o reino, mas têm um impulso admonitório e um tom de controvérsia, em resposta à crescente inimizade dos fariseus.

Há oito parábolas (Mateus 18, 20-22, 24, 25 e Lucas 19) nas quais o elemento controvérsia domina e o aspecto evangelista recua. Elas pegam o tema de julgamento.

A. B. Bruce (The Parabolic Teachings of Christ) as vê também naturalmente divididas em três grupos, mas de acordo com a obra de Jesus como Mestre, Evangelista e Profeta.

As parábolas de ensinamento têm a ver com a obra do Senhor no treinamento dos Doze: parábolas sobre o reino (Lucas 11:5-8 e 18:1-8); e três parábolas que se relacionam com o labor e o galardão no reino: Trabalhadores da vinha (Mateus 20:1-16), Talentos (Mateus 24:24), Minas (Lucas 19:12).

As parábolas de evangelismo incluem aquelas que mostram o amor de Deus pelos pecadores: Os dois pecadores (Lucas 7:40). Ovelha perdida, moeda perdida, filho perdido (Lucas 15). O fariseu e o publicano (Lucas 18:9-14). A Grande Ceia (Lucas 14:16), o Bom Samaritano (Lucas 10:30), o Administrador Infiel (Lucas 16:1). O Credor Incompassivo (Mateus 18:23).

As parábolas proféticas contêm mensagens de julgamento divino e incluem: A Figueira Estéril (Lucas 13:6). Os Lavradores Maus (Mateus 21:33). Casamento do Filho do Rei (22:1). Dez Virgens (25:1). Rico Tolo (Lucas 12:16).

Ainda que a análise de Bruce não seja exata, ela nos dá algumas sugestões úteis sobre como relatar o que Jesus estava tentando fazer durante os meses de encerramento de sua obra, quando tantas forças estavam chegando a uma convergência final.

por: Paul Earnhart

Um convite à alegria



A questão levantada pelos discípulos de João sobre os modos festivos de Jesus e seus discípulos num tempo que eles viam como cheio de tragédia (Mateus 9; Marcos 2; Lucas 5) mais tarde apareceu numa inquirição queixosa do próprio prisioneiro João: "És tu aquele que estava para vir ou havemos de esperar outro?" (Mateus 11:3). Era o grito ansioso de alguém cujos sofrimentos tinham-no aparentemente feito duvidar por um momento do próprio Rei e do reino que ele próprio tinha proclamado. Depois de responder a pergunta de João, Jesus falou de sua incomparável grandeza à multidão reunida e então repreendeu-a, observando que eram pessoas como crianças teimosas em seus jogos, que se recusavam a brincar de casamento ou de funeral (Mateus 11:16-19). João tinha vindo jejuando e vivendo isolado e eles tinham dito que ele era possuído por um demônio. Jesus veio festejando e vivendo livremente entre eles, e tinham se queixado que ele era glutão e comparsa de pecadores!

É inquestionável que Jesus identificava sua missão e sua mensagem como sendo de alegria. Ele é o verdadeiro noivo que nos convidou para uma festa de casamento. Ele veio trazer paz aos perturbados, perdão para os culpados, alegria para os abatidos, liberdade para os escravizados (Isaías 61:1-3). A mensagem e o jejum de João e seus discípulos tinham sido inteiramente apropriados a tempo -- e ainda é -- quando homens e mulheres, em sua teimosia e orgulho, precisam arrepender-se e humilhar-se diante de um santo e justo Deus. Mas não faz sentido para aqueles que se arrependeram em profundo remorso continuar o funeral quando "... o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" chegou (João 1:29).

É irônico que foi o próprio João Batista que antes tinha dito, "Eu não sou o Cristo.... o amigo do noivo que está presente e o ouve muito se regozija por causa da voz do noivo. Pois esta alegria já se cumpriu em mim. Convém que ele cresça e que eu diminua" (João 3:28-30). Por que estavam os discípulos deste próprio João jejuando e lastimando? Porque ainda não tinham crido que Jesus era o Cristo de Deus. Em suas mentes duvidosas, o "noivo" ainda não estava com eles. Diferindo do seu mestre, ainda não tinham chegado a saber e regozijar nele.

Ainda há pessoas que têm dificuldade para passar de João a Jesus. É certamente verdade quanto aos membros do partido "Batista", que defendem seu nome e espírito sectário apelando para João Batista, ao invés de Cristo. Pode ter sido uma vez apropriado ser um discípulo do Batista mas, agora que o próprio Filho de Deus veio, isso é totalmente sem justificação (Atos 19:1-5). João teria sido o primeiro a reprová-lo. Atos 11:26 diz: "foram os discípulos... chamados cristãos".

O mesmo é verdade quanto a todos os que reverenciam homens que falam de Cristo, acima do próprio Cristo. Não há, absolutamente, nenhuma defesa para homens alegremente chamando-se luteranos ou wesleyanos, e outras coisas, ou, mais sutilmente, tranqüilamente estimando pregadores contemporâneos e seus julgamentos acima da pessoa e vontade de Deus. "Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor" (1 Coríntios 1:31; veja 1:11-13).

Mas há um problema, ainda mais fundamental, abordado na resposta de Jesus aos discípulos de João. Jesus disse que estar com ele era ter alegria. Contudo, há cristãos que aceitaram o convite para a festa de casamento do Senhor, mas parece que não estão querendo sair da marcha fúnebre. Eles parecem determinados a viver em perpétua aflição e desespero pelas suas imperfeições e fracassos. O convite do Senhor para comemorar e exultar em sua misericórdia certamente não é chamar para viver com ocasional indiferença pelo pecado, nem é também um chamado para um perpétuo bater nos peitos, uma vez que nos arrependemos e buscamos seu magnânimo amor.

Não é adequado que cristãos vivam na presença do próprio Senhor como povo derrotado e desesperado. Tal comportamento se torna uma injúria contra sua benignidade.

Não é adequado também que o povo de Deus tenha que servi-lo como "escravos indo açoitados para o seu calabouço", cumprindo seu serviço a Ele como um dever oneroso e opressivo. Tal conduta é uma difamação de sua graça, uma acusação que desonra seu amor. Para viver verdadeiramente na feliz companhia do Filho de Deus terá de saber que seu jugo é suave e seu fardo é leve (Mateus 11:30).

Pode não ser possível, na verdade, dominar uma emoção, mas é possível decidir olhar sinceramente para as grandes verdades sobre Deus que, se assim fizermos, nos trarão alegria inevitável. Assim Paulo diz aos filipenses, "Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos" (Filipenses 4:4). Simplesmente, não é certo para os cristãos estarem perpetuamente tristes e desconsolados, quaisquer que sejam suas cargas. Paulo está certo em dizer que há bastante alegria em Cristo para suplantar completamente todas as nossas tristezas. Como o próprio nosso Senhor disse, há algumas coisas que justamente não são adequadas quando estamos vivendo na amável companhia do Rei do universo.

por: Paul Earnhart

O coração verdadeiro!



"Outra, enfim, caiu em boa terra e deu fruto: a cem, a sessenta e a trinta por um. Quem tem ouvidos [para ouvir], ouça" (Mateus 13:8-9). "Mas o que foi semeado em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende; este frutifica e produz a cem, a sessenta e a trinta por um" (Mateus 13:23).

É no coração exemplificado pela terra boa na parábola do semeador que o espírito e o caráter do reino do céu são apanhados e contidos. É aqui que a parábola tem o seu foco. As outras terras — resistentes, inadequadas e improdutivas — nos dizem como fracassar; a terra boa nos diz como ter bom sucesso.

No relato de Lucas, Jesus identifica a semente lançada na boa terra como aquele que recebe a palavra com "reto coração" (8:15). Esta descrição nada tem a ver com a justiça essencial, ou mesmo com a "boa pessoa", mas com aquela atitude que até o maior pecador pode ter quando confrontado com o evangelho. Isto é o coração, ainda que possa ter sido ímpio, que agora é sincero, aberto, despido de toda hipocrisia. Como disse o Senhor, o chamado do seu reino não é para os justos, mas para pecadores (Lucas 5:32). E pecadores podem, se quiserem, responder honestamente.

Esta explicação não contentará os calvinistas, cuja convicção enganada de que os homens são totalmente depravados e incapazes do bem torna sua aceitação desta simples afirmação de Jesus impossível. Premissas falsas levam a conclusões falsas. Até homens e mulheres ímpios podem decidir ter corações verdadeiros. A diferença é que não continuarão sendo ímpios. Como Jesus observou à elite religiosa em Jerusalém, "... publicanos e as meretrizes vos precedem no reino de Deus" (Mateus 21:31). As vidas dos publicanos e das prostitutas eram inegável e abertamente ímpias, entretanto muitos deles tratavam de si mesmos e do evangelho honestamente. Os escribas e fariseus, em sua hipocrisia, não eram honestos nem consigo mesmos nem com a palavra de Deus. O evangelho do reino é um espelho (Tiago 1:25) e uma sonda (Hebreus 4:12) que expõe as atitudes e os motivos de nossos corações. "Quem é de Deus ouve as palavras de Deus", disse Jesus (João 8:47), e, "Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz" (João 18:37).

De que modo o "bom e reto coração" é bom? Em Mateus, o Senhor diz que eles "ouvem a palavra e a compreendem" (Mateus 13:23). Marcos registra que eles "ouvem a palavra e a recebem" (Marcos 4:20). O coração verdadeiro, então, não somente ouve a palavra do reino, mas, diferente do coração duro (solo da beira da estrada), compreende-a e recebe-a. Tudo isto torna claro que compreender Deus não é tanto um exercício intelectual como é moral. Não é um grande intelecto que afasta os homens do reino, mas um coração pequeno e relutante.

Mas há mais. Lucas acrescenta que os corações verdadeiros "... tendo ouvido de bom e reto coração, retêm a palavra; estes frutificam com perseverança" (Lucas 8:15). Há, no coração bom, em contraste com o coração raso (solo pedregoso), uma dimensão de profundidade e tenacidade. Com este modo de pensar, há uma compreensão genuína do valor do reino e uma disposição a sofrer e investir pacientemente, de modo a possuí-lo. Tal coração chega a compreender "... qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade" do amor, e a ser cheio de "...toda a plenitude de Deus" (Efésios 3:18-19).

Finalmente, os corações "honestos e bons", diferentes dos corações apinhados (terreno espinhoso), produzem frutos que dão colheita, isto é, eles cumprem o propósito de Deus em suas vidas. O que esse "fruto" abrange tem sido assunto de muita discussão. Lucas diz que tais corações produzirão "cem vezes" (8:8), ou simplesmente "produzirão fruto" (8:15).

Desde que é o propósito de Deus que seus filhos sejam "conformes à imagem de seu Filho" (Romanos 8:29), o fruto a ser produzido precisa, pelo menos, se referir ao fruto da vida transformada, o fruto do arrependimento (Mateus 3:8), "o fruto do Espírito" (Gálatas 5:22-23), "... o fruto pacífico, ...fruto de justiça" (Hebreus 12:11), "... o fruto de lábios que confessam o seu nome" (Hebreus 13:15). Comentando outro versículo em que Jesus fala da fecundidade de seus discípulos (João 15:2), Hendriksen diz "Estes frutos são bons motivos, desejos, atitudes, disposições, palavras, atos, partindo da fé, em harmonia com a lei de Deus, e feitos para a sua glória" (The Gospel of John, p. 298). Assim, não nos surpreendemos ao ouvir Paulo se referir ao modo como este coração repleto de frutos abunda para com outros "frutificando em toda boa obra" (Colossenses 1:10), em misericórdia e compaixão para com os necessitados (Romanos 15:28) e em comunhão com aqueles que pregam o evangelho (Filipenses 4:17).

por: Paul Earnhart

Renovadas todas as coisas



A parábola do fermento nos relembra que Deus enviou seu Filho ao mundo não somente para perdoar, mas para transformar. Uma coisa tão imensa como a cruz nunca foi destinada meramente a providenciar misericórdia para nosso passado pecaminoso, deixando-nos os mesmos orgulhosos, egoístas e concupiscentes que éramos antes. Temos que ser mudados, e sobre essa transformação esta pequena parábola nos diz muito.

Antes de tudo, é uma transformação que precisa vir de fora. Arquimedes, o grego que descobriu o princípio da alavanca, certa vez observou, "Dêem-me um ponto de apoio e moverei o mundo". Este é o problema. O "mundo" precisa desesperadamente ser movido, mas não temos ponto de apoio fora dele. O fermento da renovação está além do poder humano e todos os sistemas de auto-ajuda estão condenados, por definição. Somos tão incapazes de reformular nossas vidas sozinhos conforme a justiça de Deus como somos de escapar ao justo julgamento de Deus pelos nossos pecados. Somente o fogo do céu é suficientemente poderoso para efetuar uma mudança tão radical. Pela graça de Deus fomos perdoados, e é por sua graça e poder que finalmente seremos totalmente renovados (Efésios 2:8-10; 3:14,21).

Em segundo lugar, é uma transformação que precisa ser operada por dentro. Muito pensamento político moderno, e mesmo religioso, apóia-se freqüentemente no mito que o homem é moldado pelo seu ambiente e que mudar suas circunstâncias mudará seu coração. A verdade está na direção totalmente oposta. "Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração," adverte Salomão, "porque dele procedem as fontes da vida" (Provérbio 4:23). A vida, seja boa ou má, emana da mente, e vida nova pode vir somente de um coração que foi voltado para novas direções. Portanto, como fermento na maça do pão, o reino do céu dirige seu ataque para dentro, sobre o coração.

Mudança externa feita sem a revolução interna é mera acomodação (Romanos 12:2), e sua superficialidade tira-lhe a estabilidade. Ela se evaporará diante da menor inconveniência. Em contraste, a mudança externa efetuada por um coração mudado é uma verdadeira transformação e sua profundidade dá-lhe uma imutabilidade obstinada (1 Coríntios 15:58). Este tipo de conversão não somente resiste ao domínio externo, mas exerce uma profunda e positiva influência nos outros. O coração é decisivo. Numa parábola intitulada "O Holocausto", Nathaniel Hawthorne pinta uma fogueira onde os homens estão queimando todas as coisas más do mundo. Satanás, observando, fica a princípio atemorizado, mas então ele se reanima e observa, "Ainda não estou desfeito. Eles se esqueceram de jogar o coração humano". Esta é a razão porque à religiosidade herdada, de segunda mão, ainda que verdadeira em forma, sempre faltará realidade e força (2 Timóteo 3:5). A massa nunca será fermentada. A vida nunca será verdadeiramente transformada.

Em terceiro lugar, é uma transformação que precisa tocar o todo de nossas vidas. Nem o menor segmento pode ser excluído, porque nessa lasca fininha se esconderá nossa vontade e nosso modo de ser. Nunca foi diferente. Deus sempre exigiu que os homens o amem e o sirvam na inteireza de seus corações (Deuteronômio 6:4; 11:13; 13:3; Jeremias 29:13).

Em última análise, é Cristo quem é o fermento. Cristo crucificado, sim, e verdadeiramente o Cristo das Escrituras. Mas ainda Cristo, a pessoa entrando pessoalmente por influência de seu notável caráter e vontade em cada recesso de nossos corações. Paulo definiu as riquezas e glória do mistério do evangelho quando ele disse que ele é "Cristo em vós, a esperança da glória" (Colossenses 1:27). O fermento do Filho de Deus entra em nossas vidas quando aceitarmos, não somente seu amor e perdão, mas também seu domínio. Há enorme poder pessoal ao sabermos que ele não tem intenção de nos deixar.

Nossas vidas são mudadas olhando atentamente a glória que há em Jesus (2 Coríntios 3:18). Há duas coisas que veremos olhando na face de Cristo. Primeiro de tudo, o que não somos. Nunca de fato os homens sabem quão profunda sua impiedade tem sido enquanto não olham com honestidade na face de absoluta santidade e justiça, que não viveu em isolamento celestial mas na suja realidade da carne humana. É uma experiência atemorizadora, mas absolutamente necessária para nossa transformação. Como jamais poderemos ser diferentes enquanto não soubermos quão desesperadamente precisamos sê-lo?

A segunda coisa que veremos na face de Jesus é o que podemos ser. Seja quanto for que sua santidade nos fez ver em nossa impureza, seu amor nos encherá ao mesmo tempo com uma visão do que sua graça e poder podem fazer-nos. Temos que ser "transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito" (2 Coríntios 3:18).

E finalmente, precisamos ser no mundo o que Cristo tem sido em nós como o fermento da eternidade, sempre crescendo, expandindo, mudando-nos. As pessoas poderão ver o que pode acontecer com elas observando o que aconteceu conosco (Mateus 5:13-16).

Que a beleza de Cristo se veja em mim,
Todo a sua bondade e amor sem fim!
Oh! Que todo o meu ser possa se converter!
Que a beleza de Cristo se veja em mim!

por: Paul Earnhart

Eles não podiam acreditar!



Marcos diz sobre os discípulos de Jesus,“Estavam de caminho, subindo para Jerusalém, e Jesus ia adiante dos seus discípulos. Estes se admiravam e o seguiam tomados de apreensões. E Jesus, tornando a levar à parte os doze, passou a revelar-lhes as coisas que lhe deviam sobrevir, dizendo: Eis que subimos para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos principais sacerdotes e aos escribas; condená-lo-ão à morte e o entregarão aos gentios; hão de escarnecê-lo, cuspir nele, açoitá-lo e matá-lo; mas, depois de três dias, ressuscitará” (Marcos 10:32-34).

Jesus estava a caminho de Jerusalém para levar seu ministério terrestre à sua conclusão pretendida. A hostilidade nos corações dos principais sacerdotes e dos anciões para ele não era nenhum segredo. A última vez que estava em Jerusalém precedente a esta viagem, seus inimigos haviam tentado em duas ocasiões apedrejá-lo, quando ele proclamou sua divindade. Ele disse aos fariseus: “Em verdade, em verdade eu vos digo: antes que Abraão existisse, EU SOU. Então, pegaram em pedras para atirarem nele; mas Jesus se ocultou e saiu do templo” (João 8:58-59). Nessa mesma visita a Jerusalém, outra vez proclamou sua divindade, dizendo: “Eu e o Pai somos um. Novamente, pegaram os judeus em pedras para lhe atirar” (João 10:30-31). Então João nos diz no versículo 39: “Nesse ponto, procuravam, outra vez, prendê-lo; mas ele se livrou das suas mãos”. Não é de se espantar que seus discípulos estavam maravilhados e assustados enquanto ele continuou a viajar para Jerusalém apesar do perigo que o aguardava lá.

Mas apesar dos apóstolos sentirem a hostilidade dos escribas, dos fariseus e dos sacerdotes em relação a Jesus, e de saber que eles o destruiriam se pudessem, eles não podiam acreditar que Jesus seria preso, condenado e morto.

Agora, aqui em Marcos, capítulo 10, pela terceira vez, o Senhor tenta fazer seus apóstolos ficarem cientes do que o esperava em Jerusalém – e que faz parte do plano eterno de Deus. Ele já havia contado essas mesmas verdades em Marcos 8:31 e em Marcos 9:31. No entanto, com todos seus avisos prévios, a crucificação e a ressurreição os pegaram de surpresa. Em sua passagem paralela a nosso texto, Lucas diz: “Eles, porém, nada compreenderam acerca destas coisas; e o sentido destas palavras era-lhes encoberto, de sorte que não percebiam o que ele dizia” (Lucas 18:34).

por: Clarence R. Johnson

Os objetivos da evangelização



Os objetivos da evangelização

Aonde recorreremos para obter conselho e instrução acerca da obra de evangelizar o mundo? A comissão apostólica é o ponto de partida. Isso porque ela contém as ordens que Jesus deu aos seus apóstolos escolhidos ao enviá-los ao mundo. Ela apresenta a vontade dele — o que o Senhor de todo o universo queria ver executado no mundo. Embora não sejamos apóstolos, se somos encarregados de alguma outra forma das mesmas responsabilidades, então com certeza podemos encontrar nas ordens que Jesus deu aos discípulos o conselho para nos orientar.

Gostaria de examinar os vários relatos dessas ordens, dadas no decorrer de 40 dias (veja Atos 1:3), para ver o que se pode aprender. Diferentes textos expressam dessa ou daquela forma essas ordens, ressaltando esses ou aqueles aspectos. Mas me parece que as ordens de Jesus podem ser dispostas em três categorias. O que Jesus queria que se fizesse?

O relato de Mateus mostra uma coisa: "Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações..." (Mateus 28:19). A Versão Revista e Corrigida traz "ensinai", mas a palavra grega não é o termo para "ensinar" usado mais tarde no texto. A Versão Revista e Atualizada (2ª Edição) corretamente troca o primeiro "ensinai" por "fazei discípulos". Então, era isso que Jesus queria que se fizesse — ele queria que as nações entrassem num relacionamento pessoal com ele; queria que se tornassem seus discípulos.

Marcos 16:15-16 apresenta o segundo elemento: "Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura". Jesus queria que o evangelho fosse pregado em todo o mundo.

O relato de Lucas (24:44-49), na verdade, não acrescenta nenhuma outra categoria principal. "Arrependimento para remissão de pecados" como o assunto da pregação é apenas uma expressão alternativa da essência do evangelho. As boas novas dizem respeito ao "arrependimento para remissão de pecados". A forma de expressão de Lucas em geral, no entanto, sugere outro ponto ao qual retornarei adiante.

O registro de João contém um relato do envio dos apóstolos (João 20:21-23), mas também aqui não apresenta nenhuma categoria nova. Os apóstolos tinham a autorização para perdoar ou não os pecados —basicamente, declarar as condições para o perdão dos pecados— mas Marcos 16:16 e Lucas 24:47 já mostraram quais pessoas seriam perdoadas e quais não, pelas condições estipuladas por Cristo. Se quiser mais, consulte a pregação dos apóstolos em Atos (Atos 2:38; 3:19; etc.).

A seção de abertura de Atos sobrepõe-se ao desfecho de Lucas e também se refere à incumbência apostólica. Atos 1:8 acrescenta ainda outra categoria: "...e sereis minhas testemunhas...." Não somos, naturalmente, testemunhas como eram os apóstolos (Atos 1:3,21-22). Contudo, se pretendemos realizar a tarefa de evangelizar o mundo atual, devemos estar preparados para enfrentar um mundo incrédulo com o testemunho dos apóstolos no que se refere à ressurreição de Jesus Cristo. Era esse testemunho que deveria levar o mundo a crer (João 17:20; 20:30-31; Romanos 10:17).

Desse modo, para resumir, se você deseja usar os seus talentos a serviço do evangelho, você não precisa saber tudo no mundo. Mas deve ser capaz de explicar o discipulado e fazer discípulos das pessoas. Você precisa compreender o caminho da salvação apresentado no evangelho e ser capaz de explicá-lo. E deve ser capaz de apresentar a defesa que os apóstolos fizeram a favor da ressurreição. Esse resumo, pelo menos, estreita o terreno e mostra as áreas em que o preparo precisa ser feito. Eu lhe direi o que sei sobre essas três categorias em alguns dos artigos que se seguem.

Mas deixei fora dois pontos. Embora não pudessem ser chamadas "ordens" de Jesus, são, na verdade, questões importantes que formam o fundamento da comissão e a tornam inteligível. Além disso, mostram outras áreas de preparo que podem ser úteis.

A primeira é a autoridade do Messias (Mateus 28:18). Quem é esse que dá ordens às pessoas e exige que obedeçam a tudo o que ordena? É o Senhor de todo o universo, que detém toda autoridade, no céu e na terra. Normalmente trabalho com esse aspecto ao mesmo tempo que faço a defesa da ressurreição que demonstra que Jesus era (e é).

Depois observe que o relato de Lucas não trata a comissão como uma ordem, mas a incorpora numa explicação sobre o que está escrito no Antigo Testamento (Lucas 24:44-47). Tanto o sofrimento, a morte e a ressurreição do Messias quanto a pregação de arrependimento e remissão se mostram a serem cumprimento do Antigo Testamento. Isso denota a idéia de um propósito divino, um supremo e "eterno propósito" (Efésios 3:11), e me parece indicar outra área em que devemos nos preparar se quisermos tornar o cristianismo inteligível aos nossos alunos.

Por: L. A. Mott, Jr.

Procuram-se: Discípulos Verdadeiros



"Seguir-te-ei para onde quer que fores." Essas foram as palavras de alguém que veio a Jesus e garantiu ser seu discípulo (Lucas 9:57). Antes de aceitar sua oferta, Jesus informou-o de que o custo do discipulado seria alto. Ele observou que as raposas e as aves têm lares, mas o Filho do Homem não tinha nem lugar para repousar sua cabeça! Aqueles que queriam ser discípulos de Jesus partilhariam suas privações (Lucas 9:58).

Nem todos têm o adequado empenho para serem discípulos de Jesus, para pagar o alto preço do discipulado. Na mesma ocasião, Jesus desafiou outro a segui-lo. O homem pediu permissão para enterrar seu pai, mais provavelmente um pedido para protelar a saída de sua família. A resposta de Jesus, "Deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos" (Lucas 9:59-60), pode parecer insensibilidade, mas seu ponto era que o discipulado precisa ocupar o primeiro lugar em nossos corações. Jesus não estava proibindo o cuidado legítimo com a família (veja Efésios 5:22-25; 6:1-4), mas salientando que nenhuma outra responsabilidade pode impedir o discipulado.

Ainda um outro garantiu ser um discípulo, mas desejava permissão para dizer adeus a sua família, primeiro. Conquanto não fosse um desejo de protelar do mesmo modo, sua atitude evidentemente era muito semelhante à do homem que pediu permissão para sepultar seu pai. Jesus respondeu à sua atitude antes que ao seu pedido real. "Ninguém que, tendo posto a mão ao arado, olha para trás é apto para o reino de Deus" (Lucas 9:61-62). Uma vez que temos começado a servir Jesus, para segui-lo a onde ele nos leva, não há retorno. Precisa-mos voltar nossas costas ao mundo e fixar nossos olhos em Jesus (veja Hebreus 12:1-2). Os hesitantes, os descomprometidos, os vacilantes não podem ser discípulos de Jesus. Não são dignos de ser súditos no reino de Deus.

Não adequados ao reino de Deus. Estas são palavras sóbrias, mas nos informam claramente que Jesus não está apenas procurando quem quer que decida, numa veneta, ser batizado. Ele não está procu-rando os talentosos, os influentes ou os ricos. Ele está buscando indivíduos absolutamente comprometidos a servi-lo. Somos nós adequados para sermos discípulos de Jesus?

por: Allen Dvorak

A Essência Do Discipulado



"Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me" (Lucas 9:23).

Tudo o que tem valor tem seus desafios e responsabilidades. Jesus apresentou este grande desafio a qualquer homem que deseja (thelei, deseja) vir após (erchesthai opis, tempo presente do infinitivo, seguir continuamente, ou buscá-lo). Seguir após Jesus requer o desejo de seguir. Não somos coagidos. Os discípulos de Cristo são voluntários.

Ir após Jesus envolve um compromisso a afastar-se de toda ligação psicológica com o mundo e um reconhecimento das implicações, padrões e condições para submeter-se a Cristo e ser contado entre aqueles que estão em plena relação com ele (veja também Lucas 14:27). Aqui, Jesus articula três conceitos básicos envolvidos em vir após ele. Ninguém será aceito se recusar estas estipulações.

Negar-se a si mesmo

Primeiro, o discípulo de Cristo precisa negar-se a si mesmo. O seguidor de Cristo adota uma nova identidade. Ele põe-se totalmente à disposição de Jesus. Ele abandona e rejeita o eu como o objeto da vida e da ação. Ele não continua mais com os modos de pensar que elevam modelos egoístas e hipócritas de comportamento. Ele denuncia a confiança em si como a fonte da proteção e do cuidado providencial. "... não cabe ao homem determinar o seu caminho, nem ao que caminha o dirigir os seus passos"(Jeremias 10:23; veja Provérbios 14:12). Com Paulo, poderíamos dizer, "Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus meu Senhor ... para ganhar a Cristo e ser achado nele, não tendo justiça própria" (Filipenses 3:8-11).

A negação de si mesmo é repudiar, afastar-se da sua própria independência em favor de submissão a outro. Devemos dizer "sim" a Cristo e "não" ao eu. Isto significa pôr Jesus acima do eu. É mais do que dizer "não" a alguma coisa ou atividade pecaminosa. É dizer "não" à minha própria vontade. O cristão precisa desistir do seu ego, gratificação e aspiração. Paulo disse, "Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Romanos 12:1-2).

Tomar a Cruz

Segundo, o discípulo de Cristo precisa tomar sua cruz. Jesus literalmente tomou sua cruz e carregou-a ao Gólgota. Isso foi o que ele fez por nós. Isso foi seu propósito ao vir aqui. Que faremos por ele? Nosso propósito pela vida será concentrado nele? Desejamos sacrificarmo-nos por ele? Desejamos aceitar uma vida cheia de cruzes, centrada em Cristo e crucificados com ele (Romanos 6:6)? Se for assim, não serei eu mais quem vive, "mas Cristo é que vive em mim, e a vida que eu agora vivo na carne, vivo por fé no filho de Deus que me amou e deu a si mesmo por mim" (Gálatas 2:20; veja também 5:24; 6:14)?

Tomamos figurativamente nossas cruzes quando nos comprometemos a sacrificar tudo pelo nosso Senhor e fazer disso nosso propósito para toda a vida. A discussão aqui não é sobre o sofrimento comum do homem. É sobre o compromisso e sacrifício por Cristo e sua causa. Observe, novamente, a responsabilidade contínua. Temos que fazer isto diariamente. Isto não é sacrifício momentâneo.

Seguir a Cristo

E terceiro, Jesus disse, segue-me. Aqui ele não estava chamando literalmente pessoas para viajar pelas poeirentas estradas da Galiléia com ele. Alguns fariam isso, mas nem de todos isso foi exigido. O sentido é que todos deveriam imitá-lo, obedecê-lo e servi-lo.

Novamente, o verbo implica em busca contínua. Pedro disse que Jesus nos deixou como exemplo que deveríamos "seguir seus passos" (1 Pedro 2:21). Sua autoridade está implícita no mandamento. Ele é o guia, o rei. A concordância com este encargo está necessariamente de acordo com os dois anteriores. Seguir a Cristo implica desistir do eu e iniciar o rumo próprio, um rumo de sacrifício, para a vida toda. Estamos dispostos a isso? Desafie-se com o grande desafio que Jesus pôs diante de nós todos.

por: C. G. "Colly"Caldwell

A cara da amizade




“Mas Jacó insistiu: Não recuses; se logrei mercê diante de ti, peço-te que aceites o meu presente, porquanto vi o teu rosto como se tivesse contemplado o semblante de Deus; e te agradaste de mim” (Gênesis 33:10).

Ninguém nunca veio a Deus com penitência verdadeira sem descobrir que o bem-vindo de Deus era a de um amigo. Tendo se recusado a viver de acordo com as leis do reino do nosso Criador, sabemos que a justiça exige que sejamos banidos de sua presença. Como rebeldes contra o seu amor, estamos certos em temer as consequências de nossa rebelião. Mas a maravilha do caráter de Deus é a graça pelo qual ele é capaz e está disposto a fazer-nos os seus amigos novamente.

Jacó tinha toda a razão de temer a vingança de Esaú, o irmão do qual ele havia tomado o lugar tão enganosamente antes de fugir para Harã. Enquanto ele voltava para Canaã, Jacó preparou muitos presentes, esperando aplacar a raiva que ele supunha que ainda ardia no coração de seu irmão. Contrária a todas as expectativas, Esaú estava ansioso em se reconciliar. “Então, Esaú correu-lhe ao encontro e o abraçou; arrojou-se-lhe ao pescoço e o beijou; e choraram” (Gênesis 33:4). Os presentes de Jacó não eram necessários, insistiu Esaú, porém Jacó implorou que fossem aceitos como demonstração da sua gratidão pela graça que lhe foi demonstrado. Jacó sabia que ele não tinha direito a amizade nem de Deus nem de seu irmão. Que o rosto do seu irmão estava amistoso era tão inesperado quanto o fato dele ter sido permitido sobreviver a sua luta com Deus na noite anterior. Lentamente, Jacó estava crescendo na sua compreensão de Deus. Ele estava aprendendo que aqueles que lutarão pelo que é certo e lidarem de forma realista com os seus pecados sempre podem esperar um bem-vindo amistoso na presença de Deus. E Jacó viu algo desta graça na expressão de seu irmão: “Porquanto vi o teu rosto como se tivesse contemplado o semblante de Deus, e te agradaste de mim” (Gênesis 33:10).

Quando recuperamos os nossos sentidos e buscamos a Deus honestamente com arrependimento, também descobriremos que ele é “Benigno e misericordioso é o Senhor, tardio em irar-se e de grande clemência” (Salmo 145:8). Como traidores, merecemos ser banidos da sua presença. Mas tal é o amor do nosso Pai que ele está ansioso em nos dar as boas vindas ao lar.

Este, este Deus que adoramos,
Nosso amigo fiel e imutável.
Cujo amor é tão grande quanto o seu poder,
E conhece nem medida nem fim.
(Joseph Hart)

por: Gary Henry

Buscar o coração de Deus



“Já agora não subsistirá o teu reino. O Senhor buscou para si um homem que lhe agrada e já lhe ordenou que seja príncipe sobre o seu povo, porquanto não guardaste o que o Senhor te ordenou” (1 Samuel 13:14).

A grandeza de caráter que distinguiu Davi de Saul não foi pelas circunstâncias externas de Davi nem nos seus atributos natos, mas na disposição escolhida pelo seu coração. Ele era um homem que buscava o coração de Deus. Quais atributos são sugeridos nesta frase incrível? Não há dúvida que a essência do caráter de Davi poderia ser descrita de várias maneiras, mas a história de sua vida indica, pelo menos, os seguintes requisitos, se for para sermos do mesmo calibre espiritual que ele.

Devemos genuinamente respeitar a vontade de Deus. Como um homem de fé, podia contar com Davi para confiar implicitamente na sabedoria de Deus, cumprir as instruções de Deus fielmente, e depender humildemente da ajuda de Deus. Ele mostrou o seu respeito pela pessoa de Deus levando a vontade de Deus com toda a seriedade, e esta disposição não é menos necessária por nós que por ele. É inútil almejar o caráter de Deus se você não estiver disposto, como Davi estava, a se mexer ao comando de Deus.

Devemos reverentemente arrepender-nos do pecado. A integridade de Davi nunca é vista mais claramente que naquelas ocasiões em que ele era confrontado com o fato do pecado em sua vida. Da mesma forma que ele entendia a necessidade da tristeza piedosa, Davi também compreendeu como aceitar a correção e fazer correções reais na sua conduta. Quando ele fez algo errado, fez o que era certo a respeito dos seus erros.

Devemos recusar resolutamente a desistir de buscar a Deus. Como toda outra pessoa que já verdadeiramente entrou na arena, Davi conhecia o gosto das lágrimas da derrota. Porém uma coisa sempre podia ser dita em relação a ele: ele se levantou toda vez que foi derrubado. Levaria mais desencorajamento do que existe em todas as regiões do inferno para fazer com que um homem de tal coração desistisse de buscar a Deus. Jesus disse: “onde está teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mateus 6:21), e a vida de Davi é uma ilustração heróica deste princípio. As coisas que profundamente desejamos determinam o nosso caráter. Desejamos ser um povo que busca o coração de Deus, realmente e verdadeiramente? Então devemos, nos nossos próprios corações, desejar e valorizar os tesouros de sua vontade mais que as lembrancinhas do nosso próprio humor.

O coração de um homem está certo
quando ele quer o que Deus quer.
(Thomas Aquinas)

por: Gary Henry

"Senhor, Ensina-nos a Orar"



"De uma feita, estava Jesus orando em certo lugar; quando terminou, um dos seus discípulos pediu; Senhor, ensina-nos a orar como também João ensinou aos seus discípulos" (Lucas 11:1).

A oração é importante. Todos os que querem seguir o Senhor sabem que a oração é parte essencial da vida do discípulo. Entretanto, poucos oram e muitas vezes, quando oramos, parece que lutamos para nos expressarmos a Deus. Embora possa parecer que a oração deveria vir a nossa boca como uma expressão confortável de nossa fé e confiança em Deus, ela freqüentemente parece difícil, talvez ineficaz.

Os primeiros seguidores de Jesus observaram seus hábitos de oração. Eles o viram freqüentemente procurando um lugar deserto para falar com seu Pai. Numa ocasião dessas, eles pediram sua ajuda. Também desejamos comunicar- nos com Deus como seu filho estava fazendo. "Senhor, ensina-nos a orar" (Lucas 11:1).

Jesus fez como eles pediram. Ele os ensinou como orar, tanto por suas palavras como por seu exemplo. Ele orava freqüentemente, fervorosamente e com grande fé naquele que estava ouvindo aquelas orações. Através do exemplo de sua vida, ele está ainda nos ensinando a orar.

Palavras de oração

A resposta imediata de Jesus ao pedido dos apóstolos é encontrada em Lucas 11:2-4

Então, ele os ensinou: Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; o pão nosso cotidiano dá-nos de dia em dia; perdoa-nos os nossos pecados, pois também perdoamos a todo o que nos deve. E não nos deixes cair em tentação.

Nem esta oração, nem a semelhante encontrada em Mateus 6:9-13, são destinadas a repetição palavra por palavra. Jesus não estava ensinando palavras para serem memorizadas e recitadas; ele estava ensinando a orar. Ele deu um exemplo que mostra que tipo de coisas devemos incluir em nossas orações. Devemos:

1. Reverenciar e glorificar a Deus: "Pai, santificado seja o teu nome". Grandes orações de grandes homens e mulheres são sempre proferidas com grande respeito a Deus. Quando Moisés, Ana, Davi, Daniel, Neemias e outras importantes personagens da era do Velho Testamento oraram, começaram com declarações de genuína reverência a Deus, como criador e comandante do universo.

2. Buscar a vontade de Deus: "Venha o teu reino". A oração não é um instrumento para manipular Deus para que faça nossa vontade. Aqui, Jesus orou pelo reino de Deus, sabendo que esse reino só poderia vir com todo o seu poder através da avenida de sua própria morte. Aqui, como na oração agonizante no Getsêmani, Jesus colocou a vontade do Pai acima de seus próprios interesses: "Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres" (Mateus 26:39). Quando vemos a oração como nada mais do que uma oportunidade de fazer pedidos a Deus, colocamos a vontade do servo indevidamente acima da vontade do Senhor. Deveremos sempre procurar fazer a vontade de Deus.

3. Reconhecer nossa dependência de Deus para as necessidades físicas: "O pão nosso cotidiano dá-nos de dia em dia". Esta não é uma exigência de abundância e riqueza. Jesus nem praticou, nem ensinou a noção materialista de que o discípulo pode "dizer e exigir" o que quer na oração. Diferentemente das orações de certas pessoas hoje em dia, que se aproximam de Deus como pirralhos mal criados exigindo tudo o que querem, Jesus mostrou aqui uma dependência de Deus para as necessidades básicas da existência diária. Precisamos de Deus todos os dias.

4. Reconhecer nossa depen-dência de Deus para as bênçãos espirituais: "Perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a todo o que nos deve. E não nos deixeis cair em tentação". Encontramos algumas lições valiosas no versículo 4. Primeiro, precisamos do perdão. As palavras de João 8:7 e Romanos 3:23 nos recordam nossa culpa. Pecamos. Necessitamos do perdão. Só Deus tem o direito e o poder para perdoar (Marcos 2:7). Segundo, precisamos perdoar. Nossa comunhão com Deus é condicionada a várias coisas, incluindo-se como tratamos as outras pessoas. Quem se recusa a perdoar outro ser humano simplesmente não será perdoado por Deus (Mateus 6:14-15; 18:15-35). Terceiro, precisamos do auxílio de Deus para que não pequemos. Deus não é apenas um guarda-livros registrando os pecados cometidos e apagando-os depois. Ele tem poder para nos auxiliar a derrotar o inimigo. Paulo garantiu que há um jeito de escapar de cada tentação (1 Coríntios 10:13). Jesus "é poderoso para socorrer os que são tentados" (Hebreus 2:18). Ele nos deixou um exemplo perfeito de obediência para encorajar nossa fidelidade (1 Pedro 2:21-24). Na hora de sua mais difícil tentação, Jesus voltou-se para seu Pai em oração fervorosa. Depois daquelas orações ele saiu do Getsêmani preparado para suportar o poder das trevas, e sofreu o ridículo e a morte para cumprir a vontade de seu Pai. Jesus encontrou o auxílio necessário quando apelou para seu Pai, em oração.

Exemplos de oração

Pouco é registrado das palavras específicas com que Jesus orou. Podemos aprender muito simplesmente observando quando, onde e por quê Jesus orou.

1. Quando Jesus orou? Ele orou em horas de grandes provações, tais como o exemplo já citado de suas orações no Getsêmani, poucas horas antes de sua morte. Ele orou momentos antes de grandes decisões. Lucas 6:12-16 conta o dia em que Jesus escolheu os doze homens aos quais seria dada a responsabilidade de levar o evangelho ao mundo. Note o que ele fez antes de selecioná-los; "Retirou-se para o monte, a fim de orar, e passou a noite orando a Deus" (Lucas 6:12). Ele orou antes de grandes obras. Quando Jesus se preparou para ressuscitar Lázaro dentre os mortos, ele primeiro se dirigiu ao seu Pai, em oração (João 11:41-43). Ele orou quando sua obra terminou (João 17:4).

2. Onde Jesus orou? Embora as orações de Jesus nunca fossem limitadas pelo tempo ou pelo espaço, é claro que ele freqüentemente procurou um lugar e uma hora livre e sem interrupções para falar com seu Pai em oração. Ele freqüentemente subiu a montes, ou saiu para um jardim, e tipicamente escolheu a noite ou o amanhecer, quando haveria menos distração com o mundo apressado. Tais hábitos eram tão típicos da vida de Cristo que Judas sabia exatamente onde encontrá-lo embora só estivesse estado em Jerusalém poucos dias (João 18:1-3).

3. Por que Jesus orou? As circunstâncias das orações de Jesus sugerem motivos imediatos para oração: tentações, provações, tristeza, momentos decisivos, etc. Mas estes são realmente apenas o reflexo de uma razão maior pela qual Jesus orou. Jesus valorizava sua comunhão com o Pai. Como alguém que entendia melhor do que qualquer outro homem jamais entendeu o privilégio de andar com Deus, Jesus queria manter essa íntima relação com seu Pai. Tendo a escolha entre multidões de homens e seu Pai, Jesus freqüentemente escolheu a companhia de Deus. Quando tinha que escolher entre o sono e a oração, Jesus encontrava o profundo rejuvenescimento de que necessitava, não no descanso físico, mas na conversa espiritual com seu Pai.. Estas orações de Jesus nos ensinam algumas lições muito valiosas sobre o privilégio de sermos chamados filhos de Deus.

O que os discípulos aprenderam?

Os apóstolos pediram instruções sobre como orar. Jesus deu-lhes mais do que palavras, quando mostrou um exemplo consistente de fé em suas orações. Teriam eles aprendido? Dois breves episódios na parte inicial do livro de Atos mostram que eles aprenderam a importância da oração.

Depois que Pedro e João foram perseguidos e passaram algum tempo na prisão por causa de sua pregação, eles encontraram outros cristãos e oraram juntos com confiança, pedindo coragem para continuar sua obra (Atos 4:23-31). Sua citação da poderosa mensagem do Salmo 2 mostra que eles entenderam que o poder da oração é encontrado no poder daquele que ouve essas orações: o Deus que se assenta nos céus.

Quando confrontados com as necessidades físicas das viúvas na igreja de Jerusalém, os apóstolos reconheceram a importância desse serviço e guiaram a igreja na seleção de homens adequados para cuidar do assunto. Mas note, no texto, a razão pela qual os próprios apóstolos não desviaram sua atenção: "E, quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra" (Atos 6:4). O cuidado das viúvas não era para ser negligenciado, mas os apóstolos cuidadosamente reservaram tempo em suas vidas para a oração. Eles tinham aprendido bem a importante lição do exemplo de Jesus e de seus hábitos de oração.

por: Dennis Allan

DEUS



A personagem principal da Bíblia é Deus. O maior mandamento da Bíblia é amar a Deus. O mais alto privilégio que um homem pode ter é conhecer a Deus. Os homens, por outro lado, tendem a ficar preocupados com "religião", mas raramente pensam naquele que deveria ser a fonte e a meta da religião. É impossível ressaltar demais a importância de conhecer a Deus. Jesus disse: "E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste" (João 17:3). O conhecimento de Deus é o começo da sabedoria (Provérbios 9:10). Numerosos textos salientam a importância de conhecer a Deus: Oséias 4:1; 6:6; Jeremias 9:23-24; Colossenses 1:9-10; 1 Coríntios 15:34; 2 Tessalonicenses 1:7-8; etc.

Há limitações em nosso esforço para conhecer a Deus. Os homens não podem ver a face de Deus (Êxodo 33:18-23). Isto significa que o homem não somente não pode enxergar a aparência física de Deus, mas significa também que nesta vida jamais poderemos totalmente conhecer a Deus. "Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria, como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos e quão inescrutáveis os seus caminhos!" (Romanos 11:33). Nossas limitações, contudo, não deverão impedir-nos de conhecer a Deus o quanto pudermos.

"Exaltar-te-ei, ó Deus meu, e Rei; bendirei o teu nome para todo o sempre. Todos os dias te bendirei, e louvarei o teu nome para todo o sempre. Grande é o Senhor e mui digno de ser louvado; a sua grandeza é insondável. Uma geração louvará a outra geração as tuas obras, e anunciará os teus poderosos feitos. Meditarei no glorioso esplendor da tua majestade, e nas tuas maravilhas" (Salmo 145:1-5).

A Natureza de Deus

Deus nos contou, nas Escrituras, suas muitas qualidades: 1. Deus é eterno. "Antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus" (Salmo 90:2). "Ao único Deus, nosso Salvador, mediante Jesus Cristo, Senhor nosso, glória, majestade, império e soberania, antes de todas as eras, e agora, e por todos os séculos. Amém" (Judas 25). É difícil até mesmo imaginar um ser que sempre existiu e sempre existirá, eterno e imutável. Tudo o mais teve um começo, terá um fim e sempre está mudando. 2. Deus tudo sabe. As perguntas de Deus a Jó, em Jó 38-39, mostraram a imensa diferença entre o entendimento dos homens e sua própria infinita sabedoria. Às vezes, a sabedoria de Deus é tão mais alta do que a nossa que, realmente, ela parece-nos loucura (1 Coríntios 1). Nestes casos é essencial confiar na sabedoria de Deus. Nós, como meras criaturas, não temos nenhum direito de desafiar a vontade de Deus. 3. Deus tem todo o poder. Ele é, freqüentemente, descrito como "Todo-poderoso". Que grande e espantoso Deus! Deus impera sobre tudo. "Sabei que o Senhor é Deus: foi ele quem nos fez e dele somos; somos o seu povo, e rebanho do seu pastoreio" (Salmo 100:3). Esta é a razão mais fundamental para obedecer a Deus. Ele nos possui; ele tem o direito de mandar e imperar. Foi-nos dada por Deus a capacidade, porém não o direito, de desobedecer.

Deus revelou-se por suas ações. A própria criação mostra a grandeza e a magnificência de Deus. Nosso sol é um dos 100 bilhões de estrelas em nossa galáxia da Via Láctea. Há cerca de 100 bilhões de galáxias, de acordo com as estimativas recentes. Nossa galáxia tem a largura de cerca de 100 mil anos-luz. Um ano-luz mede cerca de 9 trilhões de quilômetros. A distância média entre galáxias vizinhas é de 10 milhões de anos-luz. A magnitude da criação está absolutamente além de nossa compreensão. A libertação, por Deus, de seu povo do Egito também o revelou. Quando Moisés e Arão se aproximaram, pela primeira vez, do Faraó, que era provavelmente o mais poderoso homem do mundo, com a ordem de Deus para que deixasse os israelitas saírem, ele reagiu com desprezo: "Quem é o Senhor para que lhe ouça eu a voz, e deixe ir a Israel?" (Êxodo 5:2). Deus respondeu à pergunta do Faraó com um curso em dez lições. Quando se completou a décima praga, os egípcios imploraram aos israelitas que saíssem. O poder do monarca da mais poderosa nação da terra era nada diante de Deus.

Deus nos deu retratos seus nas Escrituras. João, por exemplo, viu o Cristo glorificado. Ele então registrou o que viu, para ajudar-nos a ver Cristo em nossas próprias mentes. Tente imaginar o que João viu: "Voltei-me para quem falava comigo, e voltado, vi sete candeeiros de ouro, e, no meio dos candeeiros, um semelhante a filho de homem, com vestes talares, e cingido à altura do peito com uma cinta de ouro. A sua cabeça e cabelos eram brancos como alva lã, como neve; os olhos, como chama de fogo; os pés, semelhantes ao bronze polido, como que refinado numa fornalha; a voz como a voz de muitas águas. Tinha na mão direita sete estrelas, e da boca saia-lhe uma afiada espada de dois gumes. O seu rosto brilhava como o sol na sua força. Quando o vi, caí a seus pés como morto. Porém ele pôs sobre mim a sua mão direita, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último, e aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos, e tenho as chaves da morte e do inferno" (Apocalipse 1:12-18). Pense no efeito que esta visão teve sobre o resto da vida de João. Ele, provavelmente, nunca passou nem mesmo um dia sem ser profundamente influenciado pelo Cristo exaltado que ele havia visto. Medite neste ser com olhos de fogo, com uma voz como o estrondo de uma cachoeira, com os pés como se fossem de bronze em brasa, com poder para reduzir a cinzas tudo no seu caminho. Imagine um ser gigantesco para segurar 7 estrelas com uma só mão! Veja o brilho de sua face, que luzia como o sol! Não admira que João caiu como morto; quem poderia ter força para ficar em pé, depois de ver tal ser esmagador? Se pelo menos pudéssemos ver Cristo deste modo, nossas vidas também seriam profundamente afetadas.

Nossa Resposta a Deus

Cada vez que as Escrituras mencionam que homens encontraram a Deus, lemos que eles caíram diante dele em temor e reverência (veja Isaías 6). Aqueles que chegam a entender a natureza de Deus, como é apresentada nas Escrituras, também o respeitarão e se humilharão diante dele. "Por isso, recebendo nós um reino inabalável, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus de modo agradável, com reverência e santo temor; porque o nosso Deus é fogo consumidor" (Hebreus 12:28-29). Um olhar de Deus nos faz ver nossa pequenez, nossa fraqueza, e nosso pecado, e chegamos a respeitar e temer a Deus de muitos modos.

1. Temos que ser reverentes quando falamos sobre Deus. Deus é o maior, o mais espantoso, e o mais santo ser no universo. Jamais devemos falar de Deus por brincadeira; não devemos sequer falar dele negligentemente; e não devemos nunca tomar seu santo nome em vão. Freqüentemente pessoas dizem, "Ó meu Deus" ou "Ó meu Deus do céu", sem pensar. Quando pessoas tratam o nome de Deus irreverentemente é porque nunca perceberam a grandeza do Deus cujo nome elas usam tão levianamente. 2. Temos que ser reverentes quando falamos a Deus. A magnificência de Deus deverá certamente levar-nos a adorá-lo. Mas as experiências infelizes de homens como Nadabe e Abiú, Saul, Davi e outros (Levítico 10; 1 Samuel 13; 15; 2 Samuel 6) deverão nos advertir da necessidade de adorar a Deus da maneira exata como ele ensina. Adorar a Deus com os lábios, enquanto a mente se distrai, e adorar a Deus de acordo com fórmulas e modelos inventados pelos homens é expressamente proibido (Mateus 15:8-9). 3. Temos que ser reverentes quando ouvimos as palavras de Deus. Em Neemias 8, Esdras lia a lei desde manhã cedo até o meio dia, enquanto todo o povo, de pé, ouvia atentamente. Eles, então, estavam querendo obedecer, em cada detalhe, a palavra que lhes era lida. Quando eles descobriram o modelo de Deus para a festa dos tabernáculos, eles o seguiram, ainda que a festa tivesse sido negligenciada pelos judeus por mil anos. Por causa da grandeza de Deus, sua palavra é mais importante do que centenas de anos de tradição religiosa. Onde estão aqueles que respeitam a Deus o bastante para seguir cuidadosamente suas instruções, ainda mesmo que elas pareçam estranhas ou fora de moda?

Ver nosso grande Deus, pela fé, deverá mudar nosso ponto de vista sobre a importância das coisas nesta vida. Abraão viveu sua vida inteira como um peregrino, porque ele considerava que seu verdadeiro lar era no céu (Hebreus 11:8-16). Moisés sacrificou a posição, as riquezas e os prazeres do Egito por uma vida de escárnio, pobreza e sofrimento, porque ele viu o Rei invisível (Hebreus 11:23-27). Grandes homens de Deus, através da Bíblia, sofreram horrores inenarráveis com alegria, porque eles estavam ancorados pela sua fé no Senhor: "Outros, por sua vez, passaram pela prova de escárnios e açoites, sim até de algemas e prisões. Foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos ao fio da espada; andaram peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos, maltratados (homens dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, pelos montes, pelas covas, pelos antros da terra" (Hebreus 11:35-38). Nós, também, temos que ver o céu como nosso lar, nossa vida como dedicada a Cristo, e nossos desejos como inclinados para as coisas lá de cima (Filipenses 3:20-21; 1:20-21; Colossenses 3:1-4). As promessas populares que muitas igrejas fazem de prosperidade material e boa saúde soam ocas depois que experimentamos, pela fé, a verdadeira glória do Senhor.

A verdadeira religião não é seguir as vazias formas de adoração nem a mera bondade para com os próprios vizinhos. A verdadeira religião começa e termina com o conhecimento de Deus. A verdadeira religião é a vida profundamente moldada pela reverência ao grande e glorioso Deus do céu. Que possamos conhecê-lo e temê-lo!

por: Gary Fisher

Fé que Move Montanhas!



"Porque em verdade vos afirmo que, se alguém disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar no seu coração, mas crer que se fará o que diz, assim será com ele” (Marcos 11:23; veja Mateus 17:20; 21:21; 1 Coríntios 13:2). Muitos se recusam a confiar nesta ousada promessa de Jesus. Alguns dizem que Deus já não responde a orações nesta maneira, mas o texto não indica que essas promessas fossem limitadas àquela época. Outros dizem que isto aconteceria se tivéssemos bastante fé, mas que dificilmente alguém conseguiria conjurar tanta fé. Este ponto de vista contradiz o texto: primeiro, Jesus ressaltou, em Mateus 17, que uma pequena quantidade de fé (do tamanho de um grão de mostarda) poderia conseguir; e segundo, esta perspectiva tira a ênfase do poder do Senhor para responder, e a focaliza no poder de crer da própria pessoa. Se não vemos esta promessa como atingível, perdemos o importante auxílio do Senhor.

Jesus não está se referindo a montanhas literais, mas a obstáculos maiores e mais poderosos. As montanhas são usadas simbolicamente na Bíblia para descrever forças poderosas (Isaías 2:2), tarefas enormes (Zacarias 4:7), e barreiras impenetráveis (Isaías 41:14-16; Zacarias 14:4). O texto clássico sobre a remoção da montanha se refere à obra de João Batista, reestruturando radicalmente as vidas das pessoas para preparar para a vinda de Cristo: “Todo vale será aterrado, e nivelados, todos os montes e outeiros; o que é tortuoso será retificado, e os lugares escabrosos, aplanados” (Isaías 40:4). As mudanças na paisagem, que João efetuou por sua pregação, foram muito mais fundamentais do que um equipamento para mover terra poderia cumprir.

Deus remove montanhas quando seu povo pede com fé. Ele pode afastar montanhas de avareza, egoísmo, inveja, ódio e sensualidade. Ele pode remover as barreiras que inibem nosso crescimento espiritual e que retardam a expansão de sua palavra. Jamais nos sintamos limitados pelo que nossa débil força própria pode fazer; Deus pode mover montanhas!

por: Gary Fisher

Parábolas de Crescimento (1)



Mateus 13:1-30,36-43


“Vamos dar uma grande festa e então, quando as pessoas vierem para se divertirem, podemos ensiná-las sobre Jesus.”

“O reino de Deus vai conseguir o domínio do mundo quando Jesus voltar e conduzir seus exércitos contra as forças do mal de Gogue e Magogue (Rússia e China),”

“Como pode Jesus estar reinando hoje em dia quando há tantas pessoas más no mundo?”

Tais afirmações revelam mal-entendidos sobre o reino de Deus, que existe hoje assim como existia no primeiro século. O ensinamento de Jesus em Mateus 13 é o remédio certo para esses erros do presente como daquele tempo.

A parábola dos solos

Alfred Edersheim afirma que não é difícil imaginar Jesus numa ensolarada manhã de primavera, “sentado na proa de um barco, enquanto aponta aos seus ouvintes a rica planície em frente, onde o trigo novo, ainda no primeiro estágio de seu crescimento, está prometendo colheita.” (Life and Times of Jesus the Messiah, livro 3, página 586).

A partir dessa paisagem verde, Jesus falou da semente caindo em quatro tipos de terra: na beira da estrada, rochosa, espinhosa e boa. Cada solo representa um tipo diferente de pessoa e sua reação à palavra de Deus. W. F. Adeney descreve aqueles da beira da estrada, solo rochoso e com espinhos, como pessoas que respondem ao evangelho com indiferença, fervor sentimental e mundanismo sufocante (Pulpit Commentary, 26). O solo bom representa aqueles que aceitam a palavra e produzem quantidades variadas de frutos.

Aplicações

ŒA natureza espiritual do reino. A extensão do reino não depende de conquistas políticas ou militares no Oriente Médio, ou em qualquer outra parte do mundo, mas da simples aceitação da palavra de Deus em corações bons e honestos de todo lugar. Aqueles que querem notícias sobre o reino de Deus devem consultar suas Bíblias e os relatos dos pregadores do evangelho espalhados pelo mundo e não as informações da mídia sobre o Oriente Médio.

A semente (a palavra, Lucas 8:11) é suficiente para converter aqueles do “solo bom.” Esforços para ganhar “convertidos” com festas patrocinadas pela igreja, aulas de inglês, atividades esportivas, pintura de casas, etc., revelam uma obsessão doentia pelo crescimento numérico. Enquanto mostramos amor a todos, devemos deixar claro que nossos esforços de evangelização se focalizam na verdadeira semente, a palavra de Deus. Táticas de chamariz, isto é, usar algo como isca, e depois substituí-lo por outra coisa, são meios nunca apreciados, seja quando envolvem vendas de automóveis ou a pregação do evangelho!

A Parábola do Joio

A palavra de Deus e a influência dos fiéis não são as únicas sementes lançadas no mundo. Na parábola do joio, Jesus indica que não devemos surpreender-nos com a existência do mal, mas confiar em Deus para eliminar esse mal na colheita final. Essa parábola envolve um inimigo (representando Satanás) que semeia joio (um tipo de grama com sementes venenosas) num campo de trigo. O joio (representando o povo mau e sua má influência) é deixado crescer pelo proprietário do campo junto com o trigo, mas será separado e queimado na colheita.

Alguns têm aplicado mal essa parábola à disciplina da igreja, mas não tem nada a ver com a disciplina coletiva. Jesus disse que o campo representa o mundo (versículo 38), e não a igreja local. Outras passagens (1 Coríntios 5; 2 Tessalonicenses 3) ensinam que a congregação deve separar-se dos membros rebeldes.

A verdadeira aplicação

Œ O reino existe e floresce apesar da presença do mal. Aqueles que se queixam de que o reino não poderia existir agora, por causa da presença do mal em nosso mundo, se esquecem do ensinamento dessa parábola simples. Outros textos, tais como Salmo 110:2, retratam o Messias reinando no meio de seus inimigos. I Coríntios 15:25 afirma que Cristo reinará “até que haja posto todos os inimigos debaixo dos pés”. A aceitação do governo de Cristo ajuda-nos a brilhar como luzes no meio de uma geração desonesta e perversa (Filipenses 2:15).

 Não devemos tentar remover o mal por meio da força. Nossas armas não são carnais (2 Coríntios 10:4). Não há lugar, no Novo Testamento, para guerras “santas” ou até mesmo guerras políticas. Os cristãos podem combater melhor o mal com vidas puras e com a proclamação em amor do evangelho.

îŽ Haverá condenação eterna para os ímpios. Ainda que o caminho dos transgressores seja duro neste mundo, sua destruição final será no fim do tempo e nas justas mãos de Deus.


por Gardner Hall

Parábolas de Crescimento (2)



Mateus 13:31-35,44-46; Marcos 4:26-29



A preocupação com o “crescimento” nas culturas ocidentais geralmente envolve uma fascinação por números e estatísticas. As empresas gostam de mostrar com tabelas e gráficos as vendas e a clientela crescentes. Jesus fala do crescimento em seu reino, não porém o tipo de crescimento que pode ser medido com gráficos, mas antes crescimento interno dos discípulos e uma influência que ultrapassa as estatísticas.

O Reino Crescerá!

O Grão de Mostarda, o Fermento e a Semente que Cresce

O grão de mostarda que Jesus tinha em mente na sua parábola (Mateus 13:31-32) era provavelmente a mostarda preta, uma árvore que cresce até uma altura de aproximadamente 5 metros. “Entre os rabinos, um ‘grão de mostarda’ era uma expressão comum para qualquer coisa muito pequena” (ISBE, vol. 3, pág. 2101). Era uma verdadeira maravilha que uma árvore bastante grande para que as aves repousassem em seus ramos pudesse sair de uma tão pequena semente.

W. F. Adeney (Pulpit Commentary) aponta três aspectos do crescimento do reino que podem ser vistos na parábola do grão de mostarda;

Œ Parece pequeno no começo: poucos, nos dias de Jesus, poderiam ter imaginado como ele e seu grupo não promissor de apóstolos viraria o mundo de cabeça para baixo dentro de poucos anos (Atos 17:6) e finalmente mudaria o curso da história mundial com suas palavras inspiradas.

 Contém o centro da vida: uma pequena pedra não tem vida e não gerará nada. Para a semente de mostarda produzir uma grande árvore precisa conter a maravilhosa fonte de vida. Ainda que a palavra de Deus pareça insignificante para alguns, ela contém a fonte da vida espiritual que determina uma transformação radical na vida dos que crêem.

Ž Tem grande desenvolvimento: ao pensar no desenvolvimento do reino alguns raciocinam em termos sectários e concentram a atenção no crescimento do número de indivíduos associados numa aliança de igrejas. O reino, porém, não tem nada a ver com uma associação de igrejas locais; antes, envolve o domínio de Cristo nos corações dos indivíduos. Portanto, o desenvolvimento do reino pode ser melhor visto não em crescimento estatístico numa “Lista de Igrejas”, mas nas mudanças poderosas nos indivíduos que são libertados de vidas vazias e egoístas, para se tornarem potências para o bem no mundo.

A parábola do fermento mostra o modo penetrante pelo qual o reino influencia tudo o que toca. Quando o fermento do reino está em nossos corações, colegas de trabalho ou da escola perceberão a influência fermentante provindo desse em nossas vidas.

A parábola da semente que cresce, em Marcos 4:26-28, salienta o maravilhoso crescimento do princípio básico do reino. Assim como os maravilhosos segredos da vida estão além de nossa compreensão, assim também está a ação da palavra de Deus no coração de uma pessoa.

O Grande Valor da Cidadania

Parábolas do Tesouro Escondido e da Pérola Preciosa

A parábola do tesouro escondido se refere àqueles que, sem procurá-lo, encontram o reino por acaso, percebem seu grande valor e voluntariamente sacrificam tudo para obtê-lo. A parábola da pérola de alto preço se relaciona com aquele que buscou diligentemente a verdade, encontra-a e sacrifica tudo para obtê-la.

O conceito de sacrificar tudo para obter uma cidadania apreciada é bem conhecido daqueles que têm amigos que são imigrantes recentes num determinado país. Conheço famílias que venderam suas casas e todos os seus bens partindo em viagens perigosas a fim de entrar nesse país e iniciar nova vida. Tenho visto longas filas em certos consulados onde o povo espera por uma entrevista de três minutos com um funcionário consular. Se conseguem ao menos um visto de turista, há muita alegria. Se lhes é negado, há lágrimas e amargura. Viver num país, mesmo ilegalmente, representa uma oportunidade para uma nova vida, esperança e segurança, e milhões sacrificarão quase tudo para conseguir isso.

A cidadania no reino de Cristo nos dá uma nova vida, esperança e segurança além de qualquer coisa que este país jamais possa oferecer! No reino de Cristo sabemos de onde viemos e para onde iremos! Podemos, portanto, enfrentar as batalhas da vida com uma segurança que nos dá a paz que ultrapassa todo entendimento. Essa paz e segurança valem o sacrifício de tudo que possuímos na terra. Que Deus nos ajude a compreendermos a grandeza dos benefícios que ele nos tem dado no reino de seu Filho, e confiarmos neles, para que queiramos “vender tudo o que temos” a fim de mantermos nossa cidadania nesse reino!

por: Gardner Hall

O Desafio de Começos Insignificantes!



"Outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda, que um homem tomou e plantou no seu campo; o qual é, na verdade, a menor de todas as sementes, e, crescida, é maior do que as hortaliças, e se faz árvore, de modo que as aves do céu vêm aninhar-se nos seus ramos" (Mateus 13:31-32). Um dos maiores enganos dos paisagistas amadores é deixar de prever quanto uma árvore crescerá a partir de uma mudinha. Assim é com aqueles que vêem o insignificante começo do reino de Deus e julgam que ele será sempre matéria de pouca conseqüência. Pois, como bem sabemos, não é o tamanho da semente que determina o que ela finalmente se tornará, mas o germe que vive dentro dela.

É esta verdade que Jesus usa para ilustrar o verdadeiro destino de um reino que terá um começo muito pouco prometedor, mas que no fim superará o mundo. Esta é, certamente, a mensagem que homens bitolados, de mente carnal, precisam ouvir, mas é também a palavra confortadora de que necessitam os discípulos do Senhor que acabaram de ser advertidos na parábola do semeador e na do joio, que o reino do céu, longe de ser universalmente recebido, terá que crescer no meio das forças do mal, as quais tentarão, poderosamente, destruí-lo. Este certamente não era o reino da expectativa popular, nem mesmo entre os discípulos mais íntimos de Jesus. O grão de mostarda era o símbolo proverbial de pequenez no mundo antigo judeu (Mateus 17:20). Nesta parábola, Jesus observa que o reino de Deus é como essa semente, pequena e aparentemente inconseqüente, que com o tempo crescerá para ser uma árvore suficientemente grande para abrigar os pássaros. A parábola não está no tamanho do pé de mostarda. Ainda que tenha evidentemente atingido um notável tamanho para uma planta na antiga Palestina, ela obviamente não se comparará com aquelas grandes árvores que às vezes são usadas nas Escrituras como símbolos de reinos poderosos (Ezequiel 17:24; Daniel 4:20-22).

Em vez disso, a parábola focaliza a imensa diferença entre a miúda semente e a planta que cresce dela. O reino do céu, na verdade, não começou de modo impressionante. Isso é ilustrado pelo nascimento excessivamente humilde de seu rei que começou sua vida num estábulo palestino, filho de uma obscura moça camponesa sem nada a seu crédito salvo sua notável piedade e fé. E aquilo que começou tão despercebido não explodiu mais tarde em glória celestial. A criança cresceu para ser um mestre sem um centavo, sem credenciais educacionais, sociais ou políticas. Quão verdadeiro foi o que Isaías disse dele, "não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse" (Isaías 53:2).

A coisa que mais se esperaria e mais ausente desse reino foi a presença de um irresistível poder celestial. O poder veio, mas em formas silenciosas, gentis: a cura dos doentes e a ressurreição dos mortos. Não houve nada que forçasse imediatamente os ímpios a caírem de joelhos ou abatesse os ímpios poderes. A demonstração de poder divino que veio parecia ser amplamente destinada simplesmente a chamar atenção para o Mestre e sua mensagem; levar pessoas a ouvir, a aprender e a segui-lo alegremente (João 20:30-31; Hebreus 2:3-4). Jesus atingiu, durante algum tempo, alguma celebridade e seguidores populares entre os seus conterrâneos, mas no final eles se voltaram contra ele violentamente, assassinando-o sem um olhar para trás. Poder-se-ia admirar que tipo de reino é este que começa assim. E isto é exatamente o que João Batista fez, mesmo antes que isso tudo parecesse terminar com a morte de Jesus. Ele enviou seus discípulos a Jesus, com a pergunta, "És tu aquele que estava para vir ou havemos de esperar outro?" (Mateus 11:3).

Como pôde João Batista fazer tal pergunta? Ele próprio tinha ouvido a voz de Deus troando seu testemunho do céu "Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo" (Mateus 3:17). Ele tinha declarado que Jesus era "o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" (João 1:29).Talvez a explicação se encontre no fato que este espírito livre do deserto que tinha proclamado o iminente aparecimento do reino de Deus estava agora sufocando na prisão de Herodes. Ele tinha, com sua pregação, enchido o deserto judeu com povo, suas expectativas num auge febril, e agora isto! Por que haveríamos de admirar-nos que João, como os discípulos de Jesus, tivesse sonhos de um imediato cataclismo celestial e uma vitória definitiva de Deus? É importante lembrar que aquele, em cujo espírito João Batista veio, tinha também uma vez sido levado a profunda depressão pela chocante reversão de eventos que seguiram sua grande vitória no Monte Carmelo (1 Reis 19). Jesus respondeu a João gentilmente, mas firmemente. "Ide e anunciai a João o que estais ouvindo e vendo: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres está sendo pregado o evangelho. E bem-aventurado é aquele que não achar em mim motivo de tropeço" (Mateus 11:4-6).O senhor não promete a João grandes coisas que viriam logo, nem miríades de anjos precipitando-se do céu para endireitar tudo. Havia apenas as maravilhas de curas e a pregação do evangelho aos pobres, os próprios sinais que Isaías tinha dito que anunciariam a chegada do reino do céu (Isaías 35:5-6; 61:1). E abençoados, ele disse, são aqueles que não encontrarão desapontamento nele ou no seu reino.

por: Paul Earnhart

Corações Expansíveis



O vinho novo do evangelho exige um coração elástico, uma vontade permanente de ver as coisas de novo e uma prontidão para fazer mudanças radicais no pensar e no fazer quando ouvimos Jesus em sua palavra, chamando-nos para segui-lo em novos avanços espirituais. Por esta razão a palavra de Cristo tem que ter novidade perene em si até para o cristão. Ela será sempre ameaçadoramente nova para o mundo incrédulo que tem uma orgulhosa tendência a endurecer suas categorias contra a vontade de Deus. Mas, como os fariseus demonstraram amplamente, não é só o mundo sem religião que resiste ao fermento atemorizador do evangelho, pois nenhuma mente temeu o evangelho tão profundamente como o tradicionalismo religioso entrincheirado.

A fé no Filho de Deus é dinâmica, não estática, e a companhia dele uma aventura sem fim; não porque ele é mutável, mas porque nossa compreensão e aplicação de sua eterna vontade precisam estar sempre crescendo e aumentando. Tudo o que Deus já cumpriu em nossas vidas é somente preparação para o que ele está para fazer. Estamos envolvidos numa transformação importante, cuja meta insuperável é a imagem do próprio Cristo (Romanos 8:29; Efésios 4:13-15). Portanto, nossos corações precisam ser sempre expansíveis, prontos a receber uma nova lição de santidade e pureza. Apenas começamos a ser o que Deus quer que sejamos.

Às vezes, somos tentados a pleitear com nosso Pai pelo fim das mudanças, dos desafios, dos problemas. Queremos apenas sentar-nos e gozar o que já fizemos por algum tempo, sem as dores do esforço das novas crises e dificuldades. O problema é que esta ânsia por descanso pode levar a um endurecimento espiritual que fará da nossa experiência com Deus apenas uma memória. Você pode vê-la em cristãos que estão completamente descomprometidos com os desafios e oportunidades presentes, seu único exercício espiritual sendo um contínuo rearranjo do passado.

A imensidade do que Deus tem em mente para nós é poderosamente afirmada na oração de Paulo pelos efésios: "para que, segundo a riqueza da sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito no homem interior; e, assim habite Cristo no vosso coração, pela fé ... para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus" (Efésios 3:16-19). Não é de admirar que, depois desta incrível petição o apóstolo entregue o assunto nas mãos daquele "que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos" (3:20). Somente Deus poderia conseguir tal maravilha: que por duas coisas, fé e amor, poderemos ser cheios até a plenitude das glórias e poder do eterno Deus. Quanto nosso Pai nos amou!

Mas para sermos cheios de tal plenitude precisamos oferecer a Deus algo mais do que corações rígidos, inflexíveis. Os avanços de ontem em fé e amor são odres velhos. Não serão suficientes para conter os novos entendimentos que estão por vir. Cada novo dia de vida é dedicado a nos ensinar novas lições que nos fazem sentir refrescados no amor de nosso Pai. Precisamos saudar cada uma delas com um coração aberto e desejoso. A grandeza de Cristo não pode ser despejada em odres velhos de personalidades sóbrias, pressuposições fixas, preconceitos endurecidos, e idéias predeterminadas. Quando confrontadas por um profundo entendimento da vontade de Cristo, rígidas e velhas categorias podem, ou resistir e nos tornar em insensíveis ideólogos religiosos, ou romper desastrosamente para a perda de toda a fé. É uma perspectiva amedrontadora.

Uma vez que o Senhor toma residência em nós, um processo dinâmico começa pelo qual todas as coisas são renovadas (2 Coríntios 5:17). Porque é um processo que precisa continuar enquanto vivemos, precisa sempre haver uma borda verde para nós, uma parte vivente e crescente. Não é uma questão de mudar com o tempo, mas de mover-se para mais perto do intemporal. A meta da corrida está imóvel, mas o corredor precisa sempre estar se esforçando para frente, pressionando, correndo esforçadamente em direção a ela (1 Coríntios 9:24-27; Filipenses 3:12-14).

Precisamos por todos os meios evitar de ver esta grande aventura com Cristo como correr em posição, repetindo os mesmos velhos imaturos e inadequados esforços com intensidade sempre crescente. Fazer assim é repetir a loucura de cabeça vazia dos fariseus que, em vez de abrirem-se a um mais amplo entendimento de Deus, se tornavam mais zelosos de suas concepções meio formadas (Mateus 23:23-24). Nunca estamos mais em perigo desta paralisante imobilidade do que quando somos convertidos à igreja, antes que a Cristo. Quase sem sabê-lo, podemos tornar-nos fiéis às concepções que nossos irmãos têm mantido sobre as coisas durante um particular período da História, antes que unir-nos firmemente a Cristo e sua palavra e o que quer que exija novo entendimento, que a vontade divina possa colocar sobre nós. Quando cristãos querem defender coisas erradas porque já têm praticado tais coisas no passado, acabam sendo fiéis ao sistema. Tal mentalidade nos impede de fazer o que devemos no serviço a Cristo. Ser um verdadeiro segudor de Cristo exige um coração flexível, expansível. Cristo e sua vontade não mudam; mas nós precisamos mudar, continuamente.

por: Paul Earnhart

Temos Sempre Bom Ânimo!



(2 Coríntios 5:6)

[Nota do redator: Este artigo apresenta uma posição pouco comum, que pode até discordar de outros artigos que temos publicado ou que publicaremos futuramente. Está incluso aqui, não como a palavra final, nem como alguma declaração doutrinária. O nosso propósito é incentivar o estudo da palavra, e este artigo apresenta argumentos bíblicos dignos de consideração.]

O povo de Deus pode ser encontrado em um destes dois lugares. Todos eles. Até o último deles, solitário. Sem exceção! Ponto final! (Fui bem claro sobre este ponto até aqui?)

Onde são esses dois lugares? Bem, todo filho de Deus está ou sobre a terra esperando para ir e ficar em casa com o Senhor, ou já está em casa com o Senhor. Por essa razão, os filhos de Deus têm "bom ânimo".

Este é o ponto de Paulo aos Coríntios. Ou estamos "em casa no corpo" e "ausentes do Senhor" ou estamos "em casa com o Senhor" e "ausentes do corpo".

O texto

"Temos, portanto, sempre bom ânimo, sabendo que, enquanto no corpo, estamos ausentes do Senhor, visto que andamos por fé, e não pelo que vemos. Entretanto, estamos em plena confiança, preferindo deixar o corpo e habitar com o Senhor. É por isso que também nos esforçamos, quer presentes quer ausentes, para lhe ser agradáveis. Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo" (2 Coríntios 5:6-10).

De bom ânimo

"... portanto, sempre de bom ânimo" (2 Coríntios 5:6,8). O céu não era somente o destino de Paulo. Tinha-se, também, tornado sua motivação. A esperança do céu deu a Paulo a força e a coragem das quais ele necessitava para agüentar e vencer.

A palavra "ânimo" aqui vem do grego "tharhountes". Significa ser ousado e confiante. Uma palavra do grego muito semelhante é "tharseo". Pode ser traduzida como "tomar coragem" ou "tomar ânimo" que significa "não tenha medo!" ou "coragem!".

Isto descreve bem uma das bênçãos que homens e mulheres de fé recebem do Senhor quando permitem que sua fé se torne o que deve ser. Essa fé permite ao cristão dizer "confiantemente" "O Senhor é o meu auxílio, não temerei; que me poderá fazer o homem?" (Hebreus 13:6).

No corpo - fé

"... sabendo que, enquanto no corpo, estamos ausentes do Senhor, visto que andamos por fé, e não pelo que vemos..." (2 Coríntios 5:6-7).

No presente, vivemos pela fé nas promessas de Deus. "Ora, a fé é a certeza de cousas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem" (Hebreus 11:1). A palavra "certeza" significa "evidência" ou "substância, " O que isto significa é que enquanto vivemos pela fé em coisas não vistas, não vivemos por uma fé quimérica, ou seja, não baseada em nenhuma evidência. Nossa fé tem sido substanciada e é razoável, não é cega nem irracional.

A melhor evidência da realidade de nossa fé no que não é visto é o que tem sido visto, especialmente a ressurreição de Jesus da sepultura. Porque ele vive, e foi realmente visto vivo por muitos, temos certeza de que nossa fé é viável (1 Coríntios 15:1-8; 1 João 1:1-3).

Mas ainda é fé, porque ainda não fomos estar com o Senhor. Nem podemos, nestes corpos de carne e osso. Ainda não recebemos as promessas de nosso novo lar. Mas temos como nossa esperança, motivação e destino, um lar com o Senhor, esperando por nós.

Em casa com o Senhor - vista

"... sempre bom ânimo ,... visto que andamos por fé, e não pelo que vemos.... preferindo deixar o corpo e habitar com o Senhor" (2 Coríntios 5:7-8).

Meu estudo das Escrituras leva-me a crer que, quando os justos morrem, vão imediatamente à presença do Senhor, e que têm sido assim desde a ascensão de Jesus ao céu. Antes da morte de Cristo iam para um lugar de espera, mas agora eles vão diretamente a sua presença. Mas não estarão completos até a ressurreição, quando serão reunidos com seus corpos que, por sua vez, serão transformados em corpos espirituais. Agora mesmo, os justos mortos são espíritos desincorporados, ou almas, esperando por seus novos corpos. Contudo, eles estão conscientes na presença do Senhor.

Observe o seguinte:

As Escrituras indicam que quando Jesus se levantou e ascendeu, alguma coisa mudou no estado dos justos mortos. Eles deixaram o Hades e foram conduzidos por Jesus quando ascendeu de volta a Deus (Mateus 27:52-53; Efésios 4:8-10).

Nosso texto, bem como estas outras passagens, indica que, quando morrem, os justos vão estar com o Senhor (Atos 7:59; Filipenses 1:23; Apocalipse 6:9-11).

Quando Jesus retornar, trará consigo as almas dos justos mortos, o que indica que elas já estarão com ele. Nesse tempo, elas serão reunidas com seus corpos que serão mudados num piscar de olhos (1 Tessalonicenses 4:14; 1 Coríntios 15:42-44,50-52).

Então, os justos serão levados por Jesus ao Pai, não mais como corpos desincorporados, mas agora equipados com novos corpos espirituais por meio dos quais poderão gozar plenamente as bênçãos dos redimidos através de toda a eternidade (1 Coríntios 15:24; 2 Coríntios 5:4-5).

Assim, por ora, Paulo esperava que quando morresse sua alma iria estar com Jesus para esperar a ressurreição. Com sua vitória na eternidade garantida e suas lutas encerradas, e na presença de seu Senhor e Salvador, Paulo diz que "estar ausente do corpo e em casa com o Senhor" é algo que ele preferia a permanecer no corpo. Mas, como sempre, nossa atitude deverá ser "não como eu quero, mas como tu queres". Buscamos cumprir o propósito de Deus quando fazemos nossa corrida na terra. Mas quando a vida já fez sua corrida, não seremos desencorajados quando vivemos e morremos pela fé.

Base de nosso bom ânimo

"É por isso que também nos esforçamos, quer presentes quer ausentes, para lhe ser agradáveis. Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo" (2 Coríntios 5:9-10).

Naturalmente, a base de nossa esperança está nas promessas de Deus. Mas conquanto isto seja verdade, é também verdade que estas promessas de um dia estarmos em casa com o Senhor não são incondicionais. São condicionadas à nossa resposta adequada à graça. A escolha de viver ou morrer não nos pertence, mas a escolha do que fazer com nossas vidas sim. Homens e mulheres que têm fé, têm-na como sua ambição de agradar ao Senhor, agora e para sempre.

A palavra "esforçar", que aparece no versículo 9, vem da palavra grega philotimoumenta. É um verbo que significa "visar, honrar, aspirar". Torna-se nosso empenho em agradar ao Senhor pelo nosso viver, percebendo que seremos julgados nessa base. Mas nosso labor se torna um labor de amor quando percebemos que a meta de nossos esforços é um lar com Deus. Quem quer que sugira que aqueles na graça de Deus são julgados por algo diferente dos atos que tiverem praticado no corpo, "bons ou maus", estão em erro (Romanos 2:5-11).

O que isto significa é que precisamos obedecer ao evangelho e continuar a andar na luz. Quando não cumprimos, precisamos arrepender-nos e pedir perdão. Pela graça e amor de Deus, temos certeza de perdão se continuarmos a andar na luz (1 João 1:6 - 2:1).

Mas "andar na luz" não deverá ser problema para alguém que se esforça para agradar ao Senhor em todas as coisas, pois seus mandamentos não são opressivos. De fato, este é o segredo de manter "bom ânimo", andar pela fé, e esperar pelo dia quando a fé se tornará vista. A vida, mesmo durante os tempos mais tempestuosos, é vivida melhor pela fé. Sim, agora se pode encontrar o povo de Deus em dois lugares, mas a hora está chegando quando eles serão todos encontrados num único lugar.

por: Jon W. Quinn

Meu Pai me ama!



As maiores palavras já escritas pelo homem são encontradas na expressão “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira” (João 3:16). Conforme secou a tinta naqueles pergaminhos antigos, as palavras de graça eterna iluminaram a escuridão de um mundo tomado pelo pecado. O discípulo de Jesus – um apóstolo do Cristo – pôs diante de todos os homens o testamento do amor de Deus quando escreveu as palavras da vida eterna no evangelho de João. Declarado com estas simples palavras é amor gratuito e amor gratificante para com aqueles que viriam a conhecer o Filho do Homem.

Estas palavras não vieram do coração nem da vontade do homem. O homem jamais poderia compreender a profundeza do amor que traria o Criador deste mundo para oferecer seu único Filho como uma ovelha sacrificial para um mundo tão cheio de ódio e desespero. Satanás tinha sido vitorioso em cobrir o mundo em escuridão. Os homens conseguiam enxergar apenas a eles mesmos e aquilo que queriam na vida. Satanás havia enchido as mentes dos homens com a escuridão do pecado. Os homens amavam a escuridão porque as suas vidas estavam cheias de maldade.

Na madrugada de um dia, muito tempo atrás, o corpo crucificado de Jesus Cristo foi tomado da sepultura da morte e levantado de novo para a glória. Naquele momento a mensagem que Deus é amor ressoou das montanhas mais altas. O poder de Satanás tinha sido destruído e, como aconteceu com Cristo, os homens agora poderiam levantar novamente para a glória. Esta glória é encontrada no conhecimento do fato que meu Pai me ama.

Eu seu que meu Pai me ama, porque ele deu seu Filho para morrer por mim. “Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós” (1 João 3:16). “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos” (João 15:13). Posso olhar para trás e ver o Filho do meu Pai ser morto, pelo ódio dos homens, numa estaca de madeira e ouvir os gritos daquele Filho na cruz e, no silêncio do meu Pai ouvir, "Eu te amo, Filho”. E quando terminou o sofrimento na cruz, e raiou a manhã daquele dia maravilhoso, posso ver o propósito de seu amor. Meu Pai me amou em preparar uma saída pra mim. Eu, no meu pecado e na minha rebelião, amado por meu Pai!

Foi por causa desta mensagem de amor que a obediência surgiu no meu coração. Como no dia de Pentecostes, a história do amor de Deus ultrapassou um coração cheio do pecado e, em tons desesperados de incapacidade, surge a pergunta, “O que devo fazer?” Mais uma vez, a resposta é o amor de Deus. Em obediência ao amor de Deus, um coração tomado pelo pecado é limpo pelo “lavar regenerador e renovador do Espírito Santo” (Tito 3:5). Deus me ama – eu estou salvo!

Meu Pai ama quando sou perseverante e paciente. O seu amor é visto na sua misericórdia e na graça contínua. “Ora, o Senhor conduza o vosso coração ao amor de Deus e à constância de Cristo” (2 Tessalonicenses 3:5). O amor de Deus é um tesouro no qual posso me firmar na minha obediência e na minha fé. “Porque estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso senhor” (Romanos 8:38,39).

Meu Pai me ama e a minha vida está dedicada à sua vontade. Eu consigo mostrar apenas uma pequena porção do amor, comparado ao amor sem medida do meu Pai: “Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são penosos” (1 João 5:3). “Guardai-vos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna” (Judas 21). Um dia, quando a vida tiver acabado e uma coroa eterna for dada a todos os fiéis de todas as épocas, meu Pai me dará, pelo seu amor eterno, a prometida vida eterna.

por: Kent E. Heaton, Sr