
Em cada dia engendro
lágrima a lágrima cada olhar.
O meu tempo é tão curto,
não sou negligente
mas sinto-me impotente!
Os sinos tocam e anunciam
a hora e o relógio dita o final do tempo.
Cansado das voltas o relógio
anda com os olhos virados
porque os segundos e os minutos
fazem-no andar em círculos.
A Esperança mostra-me toda a luz,
que vem a galope irradiar o meu futuro.
Ganho tempo nesta centelha divina,
que me augura dias de satisfação.
O tempo é um carro de corridas veloz,
a entrar na competição.
As bandeiras levantam-se anunciando a partida.
Ganho sempre algo valoroso nesta escassez
de tempo, como num filme, viajo e divago
pelas memórias e vou revendo o crescimento
depois de cada dor e doloroso sofrimento.
São as lágrimas outrora perdidas,
que em tempos foram doloridas,
são elas que me estendem passadeiras
na escada da vida.
Somos responsáves pelos sonhos frustrados
e pelas esperanças aliadas nesta vida,
são os dias da minha e da tua história
o caminho do aprendizado rumo à sublimação.
E como não falar da banalidade e superficialidade
dos gestos repletos de negligência e falta de humanidade?
Para essas elevo o meu olhar e sangro uma oração
rasgo o peito em agradecimento e celebro a união.
Este olhar embaciado pelas lágrimas
que me dilaceram a alma vai para ti meu irmão(ã)
Alice Barros
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