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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Parte 2: O Velho Testamento demonstra como Deus tem preservado sua palavra



Parte 2: O Velho Testamento demonstra como Deus tem preservado sua palavra


Deus não somente prometeu preservar as Escrituras para as gerações futuras. Ele também deu uma demonstração convincente para provar que ele tem mantido e manterá sua promessa. Esta demonstração é o Velho Testamento.

Œ Observe os paralelos na base dos dois Testamentos.

Ambos os testamentos foram dados por inspiração de Deus.

Para ambos os testamentos, já citamos Escrituras mostrando que o Espírito Santo deu a homens inspirados as próprias palavras que eles deveriam escrever.

Ambos os testamentos foram coligidos, copiados, circulados, estudados e traduzidos através dos anos.

Alguns críticos têm questionado a exatidão do Novo Testamento, porque foi escrito por diferentes homens em lugares diferentes. Os escritos foram coligidos gradualmente e qualificados como sendo canônicos, então foram traduzidos para outras línguas. Alguns dizem que não podemos ser confiantes de que tudo isto tenha sido feito com exatidão, uma vez que homens não inspirados foram envolvidos.

Mas o mesmo pode ser dito do Velho Testamento como do Novo. Ambos os Testamentos foram escritos gradualmente, coligidos, copiados e listas de livros canônicos foram desenvolvidas. Ambos foram traduzidos para que pessoas de outras línguas pudessem conhecê-los. Por exemplo, a Septuaginta é uma tradução do Velho Testamento, do hebraico para o grego, o que foi feito vários séculos antes do tempo de Jesus.

Se for aceito que o Velho Testamento foi preservado cuidadosamente através destes métodos usados, quem pode duvidar de que o Novo Testamento tenha sido preservado cuidadosamente, se os mesmos métodos foram usados para isso?

Ambos os testamentos tinham a intenção de servir como um padrão de autoridade até para as futuras gerações.

Citamos as Escrituras mostrando que Deus pretendia que o povo mantivesse os escritos inspirados, estudasse-os, obedecesse-os, e os passasse às gerações futuras. O próprio motivo pelo qual as pessoas copiassem, circulassem e traduzissem as Escrituras era para que elas pudessem estar disponíveis para as pessoas que necessitassem delas.

Ambos os testamentos passaram através de gerações nas quais novas revelações foram acrescidas, e gerações em que as pessoas negligenciaram as Escrituras.

Algumas pessoas dizem que não podemos estar certos de que hoje temos Novos Testamentos exatos, porque faz muito tempo desde quando havia homens inspirados vivos para confirmá-los. Outros afirmam que partes do Novo Testamento podem ter sido pervertidas ou perdidas durante as gerações quando as pessoas geralmente negligenciaram a Bíblia ou foram culpadas de espalhada apostasia.

Mas o Velho Testamento também passou através de muitas gerações quando o povo geralmente negligenciou a Bíblia ou foi culpado de apostasia generalizada. Muitas gerações se passaram nas quais nenhum profeta viveu e nenhuma Escritura foi escrita. Especificamente, passaram-se mais de 400 anos desde o tempo em que o Velho Testamento foi escrito, até o nascimento de Jesus.

Se pode ser mostrado que o Velho Testamento foi cuidadosamente preservado a despeito destes problemas, quem pode duvidar de que o mesmo não será verdadeiro para o Novo Testamento?

Ambos os testamentos contêm promessas de que Deus os preservaria.

Já citamos passagens onde Deus prometeu, tanto para as Escrituras do Velho Testamento como para as do Novo Testamento, que ele as preservaria para sempre. O que ele prometeu para um testamento, também prometeu para o outro. Neste sentido, o Novo Testamento é tão “Escritura” plena como o é o Velho Testamento.

Agora, se podemos demonstrar claramente que Deus de fato manteve sua promessa e cuidadosamente preservou o Velho Testamento por múltiplos séculos, certamente temos que concluir que ele tem cumprido, e do mesmo modo cumprirá sua promessa de preservar toda a Bíblia, incluindo o Novo Testamento. Assim, consideremos a evidência da preservação, por Deus, do Velho Testamento.

 A história do Velho Testamento antes do nascimento de Jesus.

Os escritos do Velho Testamento começaram cerca de 1400 a. C. (todas as datas nesta parte são aproximadas). Podemos traçar a história destas Escrituras através de todo o resto do período do Velho Testamento até o tempo de Cristo e seus apóstolos. Podemos ver se elas foram cuidadosamente preservadas ou não, e esperava-se que as pessoas continuassem a usá-las como autoridade inspirada.

Josué 1:7-8 — 40 anos depois que Moisés escreveu, Deus ordenou a Josué que meditasse dia e noite nas palavras de Moisés, e que as observasse e obedecesse sem variação. Os escritos tinham sido preservados cuidadosamente, estudados e obedecidos como um padrão de autoridade.

Josué 23:2,6 — Cerca de 60 anos depois que Moisés escreveu, Josué morreu. Mas ao morrer, ele incumbiu Israel de manter exatamente tudo o que Moisés escreveu. As Escrituras ainda eram cuidadosamente preservadas e tinham que ser estudadas e obedecidas como a lei de Deus.

1 Reis 2:3 (cerca de 960 a.C.) — Cerca de 400 anos depois que Moisés escreveu, Davi encarregou Salomão de manter os mandamentos de Deus como estavam escritos na lei de Moisés. As Escrituras eram ainda exatas e tinham autoridade.

2 Crônicas 34:14-19,29-31 (cerca de 605 a.C.) — Cerca de 800 anos depois de Moisés, Josias encontrou o livro da lei de Moisés. Ele restaurou a adoração e o serviço de Deus executando os mandamentos encontrados escritos ali.

Observe que a Escritura ainda era exata e com autoridade, ainda que tivessem sido preservadas durante séculos e ainda que o povo de Deus tivesse-a negligenciado e estado em apostasia durante muitos anos. Entretanto, tudo o que era necessário para restaurar o serviço fiel a Deus era simplesmente praticar o que estava escrito no livro (veja cap. 35; 2 Reis 22:23.)

Neemias 8:1-3,8 (cerca de 450 a.C.) — Talvez uns 900 anos ou mais depois de Moisés, o povo de Israel novamente restabeleceu o serviço de Deus na Palestina. Isto ocorreu em seguida uma apostasia tão grande que o levou ao cativeiro em Babilônia. Contudo, a Escritura ainda estava tão cuidadosamente preservada que poderia ser entendida e obedecida como autoridade (veja 8:13-18; 9:3).

Deus estava, claramente, mantendo sua promessa de preservar a palavra escrita. Além do mais, ele continuou a esperar que as pessoas a estudassem e honrassem como uma revelação inspirada mostrando como deviam padronizar suas vidas.

Ž A atitude de Jesus e seus discípulos com a Escritura do Velho Testamento.

Agora chegamos ao tempo em que Jesus e seus discípulos viveram. Isto foi cerca de 1.400 anos depois que Moisés começou a escrever, e mais de 400 anos desde que a última Escritura do Velho Testamento tinha sido registrada. Estes homens também eram inspirados pelo Espírito Santo. Eles repreenderam claramente os judeus dos seus dias a respeito de qualquer erro de que eram culpados. Com certeza teriam apontado quaisquer problemas nas Escrituras judaicas, se tais problemas existissem.

O que encontramos? Disseram eles que algumas partes necessárias da Escritura do Velho Testamento estavam faltando ou que partes não inspiradas tivessem sido acrescentadas? Disseram eles que as Escrituras não podiam mais ser confiadas como uma revelação precisa da vontade de Deus?

No primeiro século, cópias do Velho Testamento foram amplamente circuladas e estudadas como revelação de Deus.

Lucas 4:16-21 — Na sinagoga de Nazaré, Jesus leu o profeta Isaías e disse que a passagem estava cumprida no próprio Jesus.

Atos 2:28-35 — O tesoureiro etíope estava lendo Isaías. Filipe usou-o como autoridade para ensinar a respeito de Jesus.

Atos 15:21 — Durante muitas gerações, cada cidade tinha uma cópia das Escrituras (de Moisés), que eram lidas na sinagoga a cada sábado. A mensagem ainda era preservada, tinha sido copiada e circulada, e estava sendo estudada e citada como autoridade. Acreditavam Jesus e seus apóstolos que este era o tratamento adequado da Escritura?

Homens inspirados citaram as Escrituras do Velho Testamento, e esperaram que as pessoas estudassem-nas e respeitassem-nas como revelação acurada e como autoridade de Deus.

Mateus 4:4,7,10 — Jesus citou as Escrituras para vencer as tentações de Satanás.

Mateus 15:1-9 — Jesus citou o Velho Testamento como sendo o mandamento de Deus, e repreendeu aqueles que não o obedeciam.

Mateus 22:29-33 — Jesus repreendeu o povo por não conhecer as Escrituras. Ele então citou Moisés, dizendo que Deus tinha dito isso “a vós” (o povo nos dias de Jesus). Ainda que esta passagem tivesse sido escrita certa de 1300 anos depois, Jesus ainda esperava que o povo de seus dias a entendesse e respeitasse como a mensagem de Deus a eles.

1 Coríntios 10:11; Romanos 15:4 — Paulo disse que as Escrituras do Velho Testamento foram escritas para ensinamento e admoestação do povo de seus dias, ainda que ele vivesse muitos séculos depois que as passagens tinham sido escritas.

Atos 17:11 — Os crentes de Beréia tinham mentes nobres, porque eles queriam examinar as Escrituras e determinar se lhes estava ou não sendo ensinada a verdade.

Evidentemente, Jesus e seus apóstolos esperavam que o povo visse a Escritura como a autoridade a ser estudada e respeitada como revelação de Deus, ainda que tivessem passado tanto como 1300 anos. Isto implica necessariamente que as Escrituras tinham sido preservadas cuidadosamente. Tudo isto é exatamente como estamos dizendo que as Escrituras deveriam ser vistas e usadas hoje em dia.

Homens inspirados apelaram para a autoridade do Velho Testamento para confirmar seu próprio ensinamento.

Lucas 24:27,44-46 — Jesus declarou que ele cumpriu Moisés e todos os profetas, e os Salmos. Aqui Jesus apela para todo o Velho Testamento como autoridade.

Atos 17:2-3 — Paulo demonstrou que Jesus era o Cristo raciocinando com o povo sobre as Escrituras.

João 5:39,45-47 — Jesus disse que Moisés e as Escrituras testificavam dele. (Observe que Jesus e seus apóstolos ensinavam que o evangelho substituiria o Velho Testamento como mandamentos de Deus para seu povo, mas isto era porque a Velha Lei tinha cumprido seu propósito e Deus tinha sempre pretendido substituí-la — Hebreus 8:6-13; 10:1-10; Romanos 7:2-7; Colossenses 2:14,16; Gálatas 3:23-24; etc. Em nenhum ponto eles afirmaram que a razão pela qual a lei deveria ser substituída fosse porque seu registro escrito tivesse ficado perdido ou pervertido em conteúdo.)

Homens inspirados usaram a evidência baseada em minúcias das Escrituras.

Mateus 22:31-32 — Tendo repreendido os homens por serem ignorantes das Escrituras, Jesus provou a ressurreição porque Deus disse, “Eu sou o Deus de Abraão...” (veja Gálatas 3:16). A prova de Jesus era baseada numa citação de Moisés, na parte mais antiga das Escrituras. Ela dependia da exatidão da palavra escrita em tempo de verbo e não teria significado nada se tivesse havido qualquer possibilidade de que a palavra escrita se tivesse tornada inexata.

É evidente que homens inspirados viam as Escrituras como a acurada revelação de Deus, e eles esperavam que outras pessoas em seus dias fizessem o mesmo. Mas, lembre-se de que esses homens reprovaram todos os pontos em que os judeus do seu tempo estavam em erro. Tivesse havido qualquer erro nas Escrituras dos judeus, esses homens inspirados certamente lhes teriam dito isso. Em vez disso, eles citaram as Escrituras e as respeitaram como autoridade de Deus.

Mas o Novo Testamento foi escrito, copiado, circulado, traduzido e preservado exatamente do mesmo modo que o Velho Testamento tinha sido. Deus descreveu o Novo Testamento como “Escritura”, exatamente como ele fez com o Velho Testamento. Ele claramente afirmou que o Novo Testamento seria usado como prova escrita de sua vontade para o homem, exatamente como o Velho Testamento tinha sido. Ele prometeu preservar o Novo Testamento, exatamente como ele tinha prometido preservar o Velho Testamento.

Se Deus preservou cuidadosamente o Velho Testamento durante múltiplos séculos até os dias de Jesus, em cumprimento de suas promessas, quem pode duvidar de que Deus preservou do mesmo modo toda a Bíblia através dos séculos até hoje? Todos os que crêem no poder de Deus deverão aceitar hoje a Bíblia como a palavra de Deus e deverão usá-la como o padrão de autoridade absoluto e infalível para ensinar a vontade de Deus para nossas vidas.

por: David Pratte

Parte 3: O cumprimento da promessa de Deus para preservar sua palavra



Parte 3: O cumprimento da promessa de Deus para preservar sua palavra


Aceitamos nossa Bíblia moderna como sendo um registro acurado da palavra de Deus por causa de nossa fé no poder de Deus e em suas promessas de preservar sua palavra. O cumprimento real destas promessas a respeito do Novo Testamento, contudo, tinha que ocorrer depois que o Novo Testamento foi compilado. Examinando as cópias antigas das Escrituras, podemos apreciar como Deus cumpriu totalmente sua promessa de preservar sua palavra.

Œ Evidência moderna do texto original da Escritura.

Hoje em dia não temos nenhum "autógrafo" ou manuscrito original da Bíblia na própria grafia dos autores. Mas, como mencionado antes, os homens copiaram cuidadosamente, citaram, circularam e traduziram a palavra de Deus através dos anos. Como resultado, hoje temos volumes de evidência para estabelecer o que os textos originais disseram.

Temos mais de 4500 cópias manuscritas da Bíblia nas línguas originais.

Alguns destes manuscritos estão completos, outros são fragmentos parciais. Alguns deles estão datados dentro de poucos séculos do tempo dos escritores do Novo Testamento, e uns poucos são datados dentro de poucas décadas do seu tempo.

Temos muitas traduções da Bíblia para outras línguas.

Temos milhares de citações da Escritura encontradas em escritos antigos não inspirados.

De fato, todos os versículos do Novo Testamento, com exceção de uns poucos, poderiam ser reproduzidos destas citações não inspiradas.

Comparada com os escritos de outros autores antigos, nossa evidência para o conteúdo da Bíblia é insuperável. Para outros escritos, "evidência convincente" pode consistir de apenas uns poucos manuscritos datados menos de 1000 anos desde quando os homens viveram. Mas com a Bíblia temos milhares de manuscritos datados menos do que 1000 anos desde quando Jesus viveu, e muitos manuscritos estão datados de menos de uns poucos séculos.

Estes manuscritos foram copiados por homens tais como os "escribas" dos dias de Jesus, que eram fanaticamente precisos em seu trabalho. Eles verificavam seu trabalho contando o número de letras e de palavras, linha por linha, página por página, etc. Nenhum erro era tolerado. Lembre-se de que Jesus freqüentemente discordava destes homens sobre suas explicações das Escrituras, mas ele nunca criticou a exatidão de suas cópias das Escrituras.

 Variações nos manuscritos

Mas o que são os "milhares de erros" que os críticos afirmam existir no texto? Estas são diferenças ou variantes que podem ser encontradas quando manuscritos antigos são comparados uns com os outros. Com todas estas cópias manuscritas, poder-se-ia naturalmente esperar que variantes tivessem penetrado no texto, a despeito dos melhores esforços dos copistas.

Mas a principal razão que temos para tantas variantes é que temos tantos manuscritos com que trabalhar. Por exemplo, se 2000 manuscritos soletram uma palavra de um modo e 2000 outros soletram a mesma palavra um pouco diferentemente, isto é contado como "milhares de variações".

Assim, o próprio volume de evidência que temos é o que leva a um grande número de variantes. Isto deveria ser tomado como evidência apoiando a preservação da Bíblia, em vez de evidência contra ela. Ficariam os críticos mais satisfeitos se tivéssemos muito menos manuscritos e portanto muito menos variações.

Qual é a natureza destas leituras variantes?

1. Grafias diferentes que de modo nenhum alteram o significado do texto.

Estas respondem por tanto quanto a metade dos escritos variantes! Isto seria como a diferença entre Ben-Hadad, Ben-Hadade e Benadade, nas traduções para o português. Nenhum estudante diligente poderia entender erradamente a palavra de Deus por causa de tais variantes.

2. Diferenças na ordem das palavras que de nenhum modo afetam o significado.

Exemplos poderiam ser "o Senhor Jesus Cristo" comparado com "Jesus Cristo, o Senhor". Ninguém poderia ser desencaminhado por tais instâncias. E, devido à estrutura gramatical das línguas, tais variantes na ordem das palavras são enormemente menos significativas em hebraico e grego do que em português.

3. Inserção ou omissão de uma palavra, ou uso de uma palavra diferente, sem que o significado seja afetado.

Exemplos seriam "Deus vosso pai" e "Deus Pai", ou simplesmente "o Pai".

4. Variantes nas quais frases inteiras ou sentenças são inseridas ou omitidas.

Estas parecem ser os problemas reais. Mas, de fato, nenhuma destas variantes afeta nosso entendimento da palavra de Deus, porque o ensinamento nos textos questionados pode ser encontrado claramente ensinado em outras passagens que não são questionadas. Freqüentemente, uma frase questionada (por exemplo, talvez uma frase no relato de Mateus) pode ser encontrada palavra por palavra no relato paralelo que está acima de questão (tal como, talvez, no relato de Marcos).

Em outros casos, o ensinamento pode não ser encontrado palavra por palavra em outro lugar, mas o conceito é inquestionavelmente ensinado em outro lugar. Os homens que estudam estes problemas dizem que estas "variantes significativas" perfazem menos do que um milésimo do texto do Novo Testamento. Se todas fossem postas juntas, ocupariam menos do que meia página. E nenhuma delas afeta o conteúdo total do ensinamento da palavra de Deus!

Sir Frederic Kenyon, que serviu durante 21 anos como Diretor e Bibliotecário Principal do Museu Britânico (que abriga muitos manuscritos antigos significativos da Bíblia), disse: "O cristão pode pegar toda a Bíblia em sua mão e dizer sem medo ou hesitação que ela contém a verdadeira palavra de Deus, passada sem perda essencial de geração em geração através dos séculos." Muitas declarações semelhantes de outros homens como esse podem ser citadas.

(O material desta parte foi coligido principalmente de: How We Got the Bible, por Neil Lightfoot; O Tema da Bíblia, por Ferrell Jenkins; e A Book about the Book, por John Jarrett.)

Ž Os Apócrifos

São chamados Apócrifos sete livros do Velho Testamento, mais algumas partes de outros livros, que são aceitos pela Igreja Católica Romana como sendo inspirados, mas são rejeitados pelos não católicos. Considere estas observações a respeito da inspiração dos Apócrifos.

Não há desacordo quanto a quais livros pertencem ao Novo Testamento.

O desacordo diz respeito aos livros do Velho Testamento. Mas os mandamentos de Deus para os dias de hoje estão no Novo Testamento, não no Velho. Por isso, os Apócrifos têm pouco significado doutrinário. Uma pessoa pode certamente aprender a verdade sobre como ser salva estudando a Bíblia católica, desde que obedeça ao texto do Novo Testamento, não do Velho Testamento (e certamente, não às notas de rodapé não inspiradas que a Igreja Católica acrescentou.)

O Velho Testamento hebraico, aceito pelos judeus tanto hoje como nos dias de Jesus rejeita a inspiração dos Apócrifos.

Este fato também não é disputado. Por exemplo, as Bíblias católicas admitem francamente o seguinte na introdução ao livro apócrifo de 1 Macabeus: "Judeus e Protestantes não consideram estes livros como Escritura Sagrada..." (citado da Nova Edição Católica St. Joseph).

Mas lembre-se de que Jesus e seus apóstolos usaram o Velho Testamento como os judeus da Palestina o aceitavam. Eles ensinaram os judeus pelas Escrituras judaicas e corrigiram os judeus em todos os pontos nos quais os judeus erravam, mas nunca discordaram deles sobre quais livros eles aceitavam das Escrituras. Evidentemente, Jesus e seus apóstolos concordaram com os judeus sobre quais livros aceitar no Velho Testamento. E os Apócrifos não foram incluídos.

Jesus e seus apóstolos citavam repetidamente os livros do Velho Testamento, mas nunca citaram ou apelaram para a autoridade de qualquer livro apócrifo.

Nem mesmo a Igreja Católica exigiu oficialmente que os católicos aceitassem os Apócrifos como canônicos até o Concílio de Trento em 1546 d. C.

O Dicionário Católico por Addis e Arnold (págs. 107-110), conquanto declarando que esses livros são canônicos, contudo admite os seguintes fatos: Î A tradição dos judeus palestinos no tempo de Jesus não aceitava os Apócrifos (lembre-se, Jesus era um judeu palestino que viveu e ensinou entre os judeus palestinos). Ï Os "pais" da igreja defenderam diversos pontos de vista sobre o assunto, e pelo menos um concílio católico manteve que os livros não eram canônicos. Ð Finalmente o Concílio de Trento declarou que os livros deveriam ser aceitos como "sagrados e canônicos" sob pena de anátema.

Existe muitas outras evidências, mas estas são suficientes para mostrar que os Apócrifos não deveriam ser vistos como Escritura verdadeira. E, mais uma vez, não há questão quanto a quais livros devem ser incluídos no Novo Testamento, que temos que obedecer para sermos salvos.

Conclusão

A palavra de Deus tem sido preservada para nós nos dias presentes numa forma que é completa e confiável. Nossa fé na preservação da Bíblia deverá ser baseada na promessa de Deus que ele preservaria sua palavra. Ele tem demonstrado, através da história, que ele tem mantido suas promessas e continuará a fazer isso.

Devemos apelar para as Escrituras como nossa fonte infalível da vontade de Deus. Devemos estudá-las diligentemente, obedecer aos seus preceitos, e ensinar outros a fazer o mesmo. Se esta não tem sido sua atitude para com a Bíblia, insistimos com você para que comece agora a estudá-la e a obedecê-la.

por: David Pratte

A preservação da Bíblia



A preservação da Bíblia

(To see the original English version of this article, click here)

Introdução

As pessoas às vezes cogitam se a Bíblia, como a temos recebido, é um registro acurado da vontade de Deus.

A Bíblia afirma ser uma mensagem que conta como Deus quer que vivamos. Muitas pessoas apelam para a Bíblia como o padrão do certo e do errado na moral e na religião. Mas podemos estar seguros de ter Bíblias que registram com exatidão a palavra de Deus?

Muitos críticos afirmam que "centenas de erros" têm penetrado nas Escrituras durante anos passados. Como resultado, alguns dizem que não precisam obedecer a Bíblia de modo algum. Outros dizem que precisamos de nova revelação, para que possamos conhecer a vontade de Deus nos dias de hoje.

Neste estudo consideraremos a preservação da Bíblia para ver se ela nos tem sido transmitida exatamente através dos séculos.

Foram perdidas partes? Partes inspiradas foram acrescentadas? O significado foi mudado pela tradução?

Nota: Para começar, não está no escopo deste estudo considerar a evidência de que a Bíblia foi inspirada por Deus. Esta questão pode ser respondida por aqueles que sinceramente cogitam, mas temos que apontar outros estudos que tratam desse tópico a tais pessoas. Neste estudo aceitaremos que a Bíblia foi originalmente revelada por Deus e consideraremos somente a questão se ela veio de modo acurado no tempo desde que ele a deu.

por; David Pratte

Por que os justos sofrem?



Assim como Deus manda a chuva, o sol e outras bênçãos tanto sobre os justos como sobre os injustos (Mateus 5:44-45), a Bíblia também ensina que todos (sejam justos ou injustos) têm que sofrer as conseqüências do pecado de Adão e Eva. Gênesis 3 registra o relato da queda de Adão e Eva. As maldições caídas sobre a terra como resultado são relatados em Gênesis 3:16-19. Elas incluem a dor do parto, espinhos e cardos, comer o pão "no suor do rosto", e, finalmente, morte. Estas maldições são universais. Todos estão sujeitos a dor, tristeza, infelicidade e a morte que são o resultado, não da crueldade ou indiferença por parte de Deus, mas da introdução do pecado no mundo.

A pessoa que está preocupada com o sofrimento dos justos precisa ler o livro de Jó. Ele era um homem rico a quem Deus tinha abençoado abundantemente. Jó 1:8 nos conta a estima de Deus por este homem: "Perguntou ainda o SENHOR a Satanás: Observaste o meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, tememnte a Deus e que se desvia do mal."

Não há questão sobre se o subseqüente sofrimento de Jó era castigo por algum pecado grave. O livro constitui, na maior parte, de uma discussão que Jó tinha com seus "amigos", que tentavam convencê-lo de que ele estava recebendo retribuição por alguma maldade dele. Mas não somente Jó era inocente de qualquer pecado resultando em seu sofrimento incomum, mas é-nos dito mais tarde que "Em tudo isto Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma" (Jó 1:22). O sofrimento acontece a jovens e velhos, bons e maus. Algumas pessoas parecem ter mais do que sua conta de calamidade, enquanto outras aparentemente escapam com pouca adversidade. A maioria de nós provavelmente cai em algum lugar entre estes dois extremos.

A adversidade, conquanto atribuída a um Deus cruel e injusto, realmente pode beneficiar-nos de muitos modos se estivermos determinados a servir o Senhor.

O sofrimento nos prova. Lemos sobre uma tal provação, em Gênesis 22, que deve ter sido desagradável para Abraão. Mas ele passou a provação e o resultado foi a promessa de grandes bênçãos através de sua herança, que beneficiaria toda a terra (leia os versículos 1 a 18).

Deus estava permitindo que Jó fosse experimentado com as aflições pelas quais Satanás o atormentou. Jó passou na prova e lemos, "Assim, abençoou o Senhor o último estado de Jó mais do que o primeiro..." (Jó 42:12).

Não nos foi prometida grande riqueza material se passássemos nas provas de adversidade, mas nos foi assegurado que o Senhor cuidará de nós (Mateus 6:33), e que colheremos recompensas maiores do que a riqueza deste mundo.

O sofrimento nos fortalece. Quem não ouviu uma pessoa mais velha contar os "tempos duros" que enfrentou? Alguns falam de suas experiências para atravessar a Grande Depressão. Alguns relatam os contos pungentes da desgraça. Outros falam de tragédia pessoal que teve que ser suportada. Por que freqüentemente as pessoas têm orgulho dos tempos traumáticos em que viveram? É porque elas sabem que isto é evidência de um caráter e uma constituição fortes, que talvez foram forçadas sobre eles pelas suas adversidades. Converse com qualquer pessoa de riqueza ou alta posição que "abriu seu próprio caminho." Os tempos sobre os quais terá mais prazer em lhe falar são "naquele tempo quando eu não estava tão bem como agora." Elas gostam de recordar a luta, a dureza e a labuta que os colocaram onde estão. A maioria destas pessoas não trocaria estas experiências por nada, porque sabem que foram as próprias durezas que suportaram que lhes deram a força de caráter que agora possuem.

Devemos ser fortalecidos espiritualmente pelo sofrimento porque sabemos que Deus "...não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar" (1 Coríntios 10:13). Cada vez que você passa por uma provação, você está um pouco mais forte. Isto não somente o capacitará a enfrentar outras tentações contra as quais você irá contra, mas também lhe dará capacidade para ajudar melhor e encorajar outros que possam enfrentar dificuldades semelhantes.

O sofrimento nos humilha. Em 2 Coríntios 12:4-10 aprendemos que Paulo tinha uma enfermidade com o propósito de ajudá-lo a manter sua humildade e também para que outros não o exaltassem acima da conta. Na adversidade percebemos que nossa única segurança e força verdadeira estão em Jesus Cristo. Por nós mesmos não temos a força e a auto-suficiência das quais gostaríamos de vez em quando de nos exibir. Paulo disse: "Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte" (2 Coríntios 12:10).

Acima de tudo, lembremo-nos de que nossa meta não é uma vida ditosa, despreocupada, nesta terra. Antes, estamos labutando e algumas vezes sofrendo para que possamos atingir o lar celestial que Jesus Cristo foi preparar para nós. Que as tentações, adversidades, perseguições, tristezas e dores nesta vida nos dêem uma mais profunda ânsia e apreciação pela esperança que fica diante de nós se formos cristãos e fiéis ao Senhor.

"Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós" (Romanos 8:18). Torne-se um cristão para que possa ter esta alegria e paz de consciência.

por: Tom Moody

Evidências: A documentação da Bíblia



Há atualmente muitos que têm a impressão de que as Bíblias que temos hoje em dia não são fiéis aos documentos originais. Além do mais, há alguns que ainda pensam que os seus vários livros não foram escritos quando esses próprios livros declaram ter sido escritos. Algumas pessoas pensam que os Evangelhos, por exemplo, não foram relatos de testemunhas oculares como declaram ser, mas são antes narrativas míticas escritas muito mais tarde de modo a estabelecer a doutrina dos cristãos. Perseguindo este tipo de questão, não estamos tentando estabelecer se a Bíblia é inspirada, mas se é autêntica: se o texto é fiel ao original, e se os livros originais foram escritos quando eles declaram ter sido. Neste artigo, olharemos para algumas das evidências que podem nos ajudar a responder a este tipo de questão.

Para se entender a evidência para a Bíblia, é necessário ter-se uns poucos conhecimentos. Primeiro, sabemos que a Bíblia é uma coleção de livros escritos num período de alguns séculos por aproximadamente 40 diferentes autores. Estes livros são divididos em duas seções principais, que chamamos o Velho e o Novo Testamento. Há um período de centenas de anos entre a escrita do último livro do Velho Testamento e o primeiro livro do Novo Testamento. Os estudiosos que se ocupam das questões relacionadas com a autenticidade da Bíblia aplicam a ela exatamente os mesmos testes que aplicam a todos os documentos antigos (ainda que tendam a aplicá-los um pouco mais rigorosamente a um livro que se declara ser inspirado por Deus). Estes testes cobrem uma variedade de assuntos, incluindo tanto evidência interna quanto externa. Evidência interna é a que pode ser determinada olhando-se dentro das páginas dos próprios livros. Evidência externa inclui evidência arqueológica e científica, evidência histórica e cultural, e evidência do manuscrito, que é um documento escrito à mão. Para nossos propósitos correntes, um manuscrito é um documento escrito antes do advento do processo de impressão mecânico (cerca de 1450 d.C.). Por causa das circunstâncias da escrita da Bíblia, o estudo da evidência do manuscrito é geralmente dividida em duas áreas separadas, uma para cada Testamento. No interesse do espaço disponível, examinaremos alguma evidência somente do Novo Testamento.

Primeiro, é interessante notar que os mais antigos manuscritos do Novo Testamento, ainda em existência, datam mais proximamente do tempo da autoria do que é o caso com outros livros antigos. Os mais antigos manuscritos dos escritos de Heródoto, por exemplo, datam aproximadamente de 1300 anos depois de sua morte; e isto não é incomum em livros antigos. Em contraste, há um fragmento do Evangelho de João na Biblioteca da Universidade John Rylands, em Manchester, Inglaterra, que é datado de cerca de 125 d.C. Uma vez que os estudiosos geralmente concordam que João escreveu seu Evangelho numa data mais tardia (entre 60 e 90 d.C.) do que os outros três escritores do Evangelho, este fragmento é especialmente significante. Mais ainda, há um fragmento do Evangelho de Mateus encontrado entre os manuscritos do Mar Morto, datando de antes de 68 d.C. – menos do que 35 anos depois da morte de Jesus! Somando-se a estes, há manuscritos contendo o Evangelho de João, a Epístola aos Hebreus, e a maioria das Epístolas de Paulo, datadas de cerca de 200 d.C. Há manuscritos de todos os quatro evangelhos, bem como outros livros do Novo Testamento, de 200 e tantos d.C. E na sala de manuscritos da Biblioteca Britânica está o manuscrito chamado Sinaiticus, que é datado de 350 d.C., o qual contém o Novo Testamento inteiro. Concluindo, a evidência do manuscrito aponta para a conclusão de que o Novo Testamento foi escrito quando ele declara ter sido escrito: entre cerca de 50 a 100 d.C.

Mas as datas dos vários manuscritos não são o único fator importante. A mera quantidade deles é nada menos do que impressionante. Os mais antigos manuscritos do Novo Testamento foram escritos em papiro, que é relativamente frágil e sujeito a deterioração, nisso não diferindo do papel. Se você viu um recorte de jornal de data tão recente como 1970, percebeu que ele mostra sinais de deterioração depois de apenas 30 anos. Com isto em mente, é uma maravilha que qualquer dos antigos manuscritos em papiro do Novo Testamento tenha sobrevivido a um período de 1500 anos ou mais. De fato, há cerca de 80 de tais manuscritos. E estes são apenas o princípio. No quarto século d.C., o pergaminho substituiu o papiro como o principal meio para cópias da Bíblia. Há próximo de 3000 manuscritos de pergaminho do Novo Testamento Grego, datando do quarto século até o décimo quinto século, quando a imprensa passou a dominar. Em contraste, temos apenas uma cópia manuscrita dos Anais de Tácito, que viveu certa de 55 a 120 d.C., a mesmíssima era dos escritos do Novo Testamento.

Até aqui, em nossa discussão, olhamos somente para os manuscritos do Novo Testamento em Grego, que é a língua na qual foram originalmente escritos. Somando-se aos gregos, há também uma grande quantidade de manuscritos que são versões, traduções para outras línguas. O simples fato que o Novo Testamento foi traduzido é impressionante quando consideramos que era muito incomum traduzir livros no tempo antigo. E o Novo Testamento não foi traduzido somente uma vez, nem foi muito tempo depois da escrita que as traduções começaram a aparecer. A Bíblia foi traduzida independentemente tanto para o Latim como para o Siríaco, algo entre 100 e 150 d.C. Foi traduzida para o Copta (um dialeto egípcio) nos anos 200, para o Armênio e o Georgiano nos anos 400, etc. No todo, há 5000 manuscritos do Novo Testamento ainda em existência. Com tão grande número de manuscritos, foi inevitável que aparecessem variações entre eles. A questão que fica, então, é a extensão e a significância destas variações. Para responder a esta questão, primeiro consideraremos mais alguns fatos a respeito das versões.

Cada uma das traduções, naturalmente, começou uma nova tradição. Por exemplo, quando fizesse cópias da Bíblia em Armênio, o copista geralmente não teria acesso ao manuscrito grego do qual a tradução original foi feita. Assim, ele teria que copiar diretamente da própria tradução armênia. E do mesmo modo, ao fazer mais tarde revisões da tradução: os revisores teriam que ir buscar a armênia existente, junto com quantas edições Gregas eles tinham disponíveis para eles; mas não teriam acesso ao manuscrito do qual a tradução tinha sido feita originalmente. E é assim com cada uma das línguas para as quais a Bíblia foi traduzida. Então, quando olhar para a tabela anexa, tenha em mente que cada uma das linhas verticais representa uma linha separada de transmissão. Ao determinar a exatidão do texto, então, os estudiosos modernos podem comparar cópias do Novo Testamento em um número de diferentes línguas, representando diferentes culturas e diferentes pontos de vista religiosos.

Quando consideramos as grandes diferenças entre as várias culturas representadas pelas traduções antigas, e o grande número das doutrinas variantes existentes nas religiões dessas culturas, esperaríamos haver tremendas diferenças nos textos bíblicos. Mas esse não é o caso. Ao contrário, mesmo com o enorme número de manuscritos e a diversidade das línguas, aproximadamente 85% do texto do Novo Testamento nem mesmo é questionado: em outras palavras, não há discordância entre os manuscritos para esta porção do texto. Quanto aos 15% para os quais existem interpretações variantes entre os manuscritos, a maioria dessas interpretações variantes é facilmente reconhecida como falsa, simplesmente por causa da esmagadora evidência dos manuscritos contra elas. Quanto à pequena porção restante, a maioria das interpretações variantes que não são facilmente descartadas como não autênticas, são tão insignificantes que não mudam substancialmente o significado das passagens nas quais elas ocorrem (ver nota 4). De fato, o renomado estudioso da Bíblia F. J. A Hort estima que as variações “substanciais” (aquelas que afetam o significado da passagem) afetam apenas um milésimo do texto (veja nota 2). E, ainda nestas poucas instâncias onde o sentido da passagem é afetado ela interpretação variante, o ensino atual da escritura continua incontestado.

Em conclusão, podemos notar que a evidência do manuscrito para o Novo Testamento é verdadeiramente avassaladora. Se abordarmos o assunto objetivamente, temos que admitir que toda a evidência do manuscrito aponta para a veracidade e autenticidade dos livros. Foram escritos quando declaram ter sido escritos, e por quem eles declaram ter sido escritos. E mais ainda, o texto que temos hoje é fiel aos documentos originais. Qualquer declaração, então, de que “a Bíblia foi mudada”, ou que “os Evangelhos foram escritos gerações depois do fato” é demonstrável como falsa. Em conseqüência, qualquer argumento ou doutrina construídos sobre uma tal declaração se desintegra. Sempre que pegamos uma tradução literal da Bíblia, temos em nossas mãos uma versão substancialmente apurada de alguns documentos antigos autênticos e muito importantes.

por: Jim Robson

Obras citadas
1 - International Standard Bible Encyclopedia. G. W. Bromily, redator geral. 1988. Wm. B. Eerdmans Publishing Co. Vol. IV, p. 818.
2 - Kenneth L. Chumbley. The Gospel Argument For God. 1989. Página 26.

A ciência da fé



“Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis...” (Romanos 1:20).

O debate evolução-criação é freqüentemente pintado como sendo “ciência versus fé”. Isto é enganoso, pois presume que a macroevolução seja um fato científico, e presume que a fé não tem base em evidência concreta. É uma afirmação preconceituosa, pois eleva a ciência e rebaixa a fé por modos que evitam a investigação honesta. Queremos considerar a natureza religiosa da evolução, a natureza da fé bíblica e tentar determinar se a fé é razoável ou não. Argumentamos que o assunto evolução-criação não é sobre ciência versus fé. Antes, qualquer crença sobre o modo como as coisas eram no passado exige fé de alguma forma. Queremos saber como a fé desempenha um papel tanto na evolução como na criação.

A natureza religiosa da evolução

No sentido mais amplo, uma religião é algo que faz surgir devoção, zelo e dedicação de seus adeptos. Ela geralmente envolve um código de ética e filosofia. É uma visão do mundo, uma tendência através da qual se vê toda a vida.

A evolução é, realmente, o principal ocupante da religião secular conhecida como “humanismo”, uma filosofia que não deve ser confundida com “humanitarianismo” (ser bom para as pessoas, etc.). Humanismo é um sistema de crença que é desprovido de Deus, considerando os humanos como objetos puramente naturais. É um ponto de vista religioso porque ressalta zelosamente o progresso humano e os padrões éticos e morais através de meios naturais. Seu deus é a própria natureza (ou mesmo a humanidade). Compare isto com o que se pode ler em Romanos 1:18-32. Observe como aqueles desta passagem põem Deus fora de suas mentes, e então se voltam para servir (adorar) a criatura antes que o Criador. Isto se torna a base para eles fazerem tudo o que queiram fazer.

A tendência humanista é vista em Humanist Manifestos I e II. Estes documentos apresentam, em essência, o credo humanista. Ela nega explicitamente Deus, argumentando que a crença no sobrenatural é “ou insignificante ou irrelevante para a questão da sobrevivência ou realização da raça humana. Como não-teístas, começamos com humanos e não com Deus, com a natureza e não a divindade. A natureza pode, na verdade, ser mais larga e profunda do que agora conhecemos; quaisquer novas descobertas, contudo, apenas aumentarão nosso conhecimento do natural” (Kurtz 16). Observe como, começando sem Deus, cada explicação para tudo é naturalista. Não têm espaço para Deus em seu pensamento. Contudo, é a partir desta visão do mundo que eles estabelecem seus próprios padrões éticos e morais pelos quais pensam que todos deveriam viver.

Se não há nada sobrenatural que seja significativo ou relevante, então eles precisam de algum modo para explicar como os humanos e o universo vieram a existir. Entra a teoria da evolução. Ele fornece um “meio intelectual” pelo qual podem responder a tais questões, rejeitar a crença em Deus e estabelecer seu próprio sistema ético. Se somos meramente o resultado do acaso, processos naturais, então devemos ter capacidade e liberdade para buscar qualquer coisa e tudo que nos faz “felizes”. Isto é tudo o que o humanismo é, e a evolução dá o mecanismo para ser capaz de pensar deste modo.

Os evolucionistas geralmente argumentam que há necessidade de separação entre religião e ciência. Contudo, eles parecem ansiosos por usar sua ciência “como uma base para pronunciamentos sobre religião. A literatura do Darwinismo é cheia de conclusões anti-teístas, tais como que o universo não foi projetado e não tem propósito, e que nós humanos somos o produto de processos naturais cegos que não se preocupam nada conosco. E mais ainda, estas afirmações não são apresentadas como opiniões pessoais mas como implicações lógicas da ciência evolucionista” (Johnson 8-9). Eis porque há um tal debate sobre o relato da criação em Gênesis. O que Gênesis descreve contradiz claramente a agenda evolucionista.

Humanistas e evolucionistas são religiosos no seu zelo em evangelizar o mundo, “insistindo que mesmo não-cientistas aceitam a verdade de sua teoria como uma questão de obrigação moral” (Johnson 9). Então, ainda que não exista Deus no pensamento evolucionista e humanista, seus devotos seguidores ainda têm uma filosofia religiosa básica que afeta suas vidas tanto quanto as de qualquer um que creia em Deus. Assim, a questão não é realmente se crêem ou não em Deus, mas em qual “deus” eles confiam.

O que é a fé?

Muitos que pensam que há uma contradição entre ciência e fé definem a fé como sendo “crença inquestionável” ou “crença sem evidência”. Isto pinta a fé como sendo cega, às vezes crendo mesmo em algo quando existe evidência para mostrar que esta crença é errada. Tal fé dizem ser “comum em contextos religiosos” (Burr e Goldinger 533). Isto pode descrever a fé de alguns, mas é este o quadro da fé que nos é dado na Bíblia? De modo nenhum; de fato, tal visão da fé escapa da verdade seriamente.

Na Bíblia, a fé pode ser definida como completa confiança, confidência ou segurança. “Crença” é, talvez, uma das melhores palavras para descrever a fé. Ela vai além de simplesmente crer em alguma coisa. Muitos crêem em coisas, mas não querem pôr sua confiança em suas crenças. Isto não é fé. A verdadeira fé é atingida quando as pessoas sabem no que crêem, porque crêem nisso, e são devotados a agir por suas crenças. Tiago 2:14-26 mostra que tal ação é necessária de modo a exercer a fé que agrada a Deus. Quando a verdadeira fé existe, ela permanece como o embasamento para a esperança, e dá os meios pelos quais podemos ser agradáveis a Deus (Hebreus 11:1,6).

É um conceito enganoso pensar que toda fé seja desprovida de evidência. A fé não exige que se seja uma testemunha ocular de tudo o que é acreditado, mas deverá apoiar sobre evidência adequada. Por exemplo, tenho fé em que minha mãe seja realmente minha mãe física. Eu não verifiquei isto cientificamente, mas a evidência é tal que não seria razoável eu pensar de outro modo. Há testemunhas oculares e documentos como evidência. Agora, eu confio que isto seja verdade, mas não é fé cega de modo nenhum. Eu também tenho fé em minha esposa. Eu confio que quando ela promete fazer alguma coisa, ela o fará. Eu não testemunhei tudo o que ela sempre tem feito, mas seu registro é tal que eu deverei ter fé nela. Isto não é crença sem evidência, mas tampouco eu posso verificar cientificamente esta fé.

Quando se trata de fé em Deus como Criador, acreditamos que a evidência é tal que garante a resposta de fé, ainda que não possamos cientificamente provar tudo sobre Deus. Na Bíblia, muitos exemplos mostram um apelo à evidência de modo a confirmar uma declaração e promover fé. Leia João 10:37-38 e Mateus 11:2-5. O próprio Jesus apelou para o que poderia ser visto e ouvido. Ninguém estava pedindo a outros que acreditassem sem evidência. A fé bíblica não é ingênua.

Então, o que tudo isto tem a ver com o conflito sobre a evolução? Primeiro, mostra que a representação disto sendo uma contradição entre “fé e ciência” é falsa. Admitimos que a fé é envolvida em crer na criação, mas isto não nega ou contradiz o estudo científico. Segundo, contudo, é a necessidade de entender que a prática da ciência em si envolve um grau de fé. Aqueles que aceitam a teoria evolucionista o fazem na base da fé. Eles acreditam que têm evidência ao pensar do modo como o fazem, e baseados nisto eles põem sua confiança em suas teorias.

A ciência em si é baseada em certas pressuposições, tais como a realidade da verdade, a capacidade da mente humana de perceber adequadamente o mundo e a idéia de que os números e a linguagem têm significado verdadeiro. Estas coisas não podem ser comprovadas cientificamente, por isso um certo grau de fé precisa ser exercido. Mais ainda, o próprio sistema evolucionista exige crença.

Todo o conceito de que a vida começou sem inteligência e que tudo existe e chegou ao estado presente através de um processo não dirigido é uma crença. Não pode ser cientificamente verificado nem falsificado. A idéia de que a vida começou em alguma substância como uma sopa e então gradualmente evoluiu para se tornar animais terrestres, depois como criaturas voadoras, é uma crença. Precisa-se “confiar” que esta crença seja verdadeira, pois nunca foi cientificamente comprovada.

O assunto, então, não é se a fé está ou não envolvida na batalha sobre criação e evolução; a fé está envolvida. O assunto é a própria evidência, e como esta evidência tem que ser interpretada. Como esta evidência é interpretada depende da fé e da tendência que se tem. A questão real então cai para qual fé, ou qual tendência, é a mais razoável para se ter.

A fé é razoável?

A fé é uma parte essencial da vida diária. Confiamos em que as coisas operarão normalmente, e passamos o dia com tal confiança. Contudo, raramente pensamos nela nestes termos. Pense nisso. Quando comemos uma refeição, não confiamos naqueles que a prepararam? Se comprarmos alguma coisa no mercado e a comermos, não estaremos confiando que aqueles que a fizeram e a colocaram ali não a envenenaram? Quando um dos pais ou esposo põe uma refeição na mesa, quem não confia que um deles não pôs nela algo que nos matará? Não confiamos em outros membros da família quando vamos para a cama à noite? Confiamos que nossos amigos, nossos empregadores e outros são o que são. Não fazemos normalmente qualquer investigação científica, mas geralmente cremos e pomos nossa fé em outros diariamente. Ficaríamos loucos se não fizéssemos isso.

Quando entro no meu carro e giro a chave, eu confio em que ele funcionará. Se não, eu posso ficar irritado e começar a dizer que é um veículo “infiel”. Há, ainda, um exercício de fé. Temos sucesso, empenhamo-nos em atividades e vivemos nossas vidas com crenças e com fé. É razoável viver deste modo? Mais uma vez, imagine como seria se não vivêssemos deste modo. Seria o caos, o desespero e a paranóia. De fato, argumentaríamos que não é razoável não viver deste modo.

Quando se trata de fé em Deus, percebemos que não podemos provar cientificamente tudo, mas isto não muda a natureza razoável de nossa fé. A evidência existe, e confiamos nela (veja Salmo 19:1). A fé é razoável quando apresentada com a evidência de um Criador.

Não é razoável argumentar que a fé é oposta à ciência, uma vez que a própria ciência exige um grau de fé. Então, a posição razoável é que a fé é parte da vida; onde pomos a nossa fé depende de como vemos a evidência que nos é apresentada.

Em resumo

A fé e a ciência são compatíveis. Devemos evitar vê-las como opostos, e começar a ver como podem trabalhar juntas. Uma não desaprova a outra, ao contrário elas podem ressaltar e ajudar uma a outra.

A crença na evolução realmente tem uma natureza religiosa em si. Muitos seguidores devotos buscam evangelizar outros a respeito dela, e pronunciam coisas negativas sobre a crença em Deus. A evolução é uma parte do humanismo secular, um sistema que é sem Deus. Não deveria, portanto, ser vista como apenas uma outra maneira válida de ver o mundo.

O macro evolucionismo é intrinsecamente oposto à criação.

A fé envolve confiança. Aqueles que crêem num Criador o fazem pela fé, aqueles que acreditam na evolução também têm uma fé. Assim, não é que a ciência seja toda pela evolução, enquanto a religião é apenas crença supersticiosa. A evolução é uma fé, e assim é a criação. Com isto em mente, pode-se por a criação e a evolução em condição de comparação para ver qual é mais razoável. Nossa asserção é que a criação é a posição razoável.

por: Doy Moyer

Discordância entre os cristãos



Foi um momento de entusiasmo quando você obedeceu ao evangelho e começou a vida de filho de Deus. Como o etíope, você seguiu o seu caminho com alegria. Que decepção encontrar discordâncias na família de Deus! Por que elas existem entre os cristãos?

O motivo por que os cristãos discordam é o mesmo que faz os mundanos discordar. A discórdia resulta de divergências no grau de maturidade, de conhecimento, de capacidade e, às vezes, de atitude. Algumas discussões entre cristãos acontecerão pelas mesmas razões que levaram os filhos de Deus do primeiro século a discordar.

O ensino falso ocasiona discordâncias. Pedro advertiu os irmãos que os falsos mestres surgiriam entre eles e ensinariam “heresias destruidoras” (2 Pedro 2:1-2). Não se engane com o falso ensinamento, mas recorde-se “das palavras que, anteriormente, foram ditas pelos santos profetas, bem como do mandamento do Senhor e Salvador, ensinado pelos vossos apóstolos...” (2 Pedro 3:1-3). Não se desvie por ensinos estranhos. A autoridade que você tem é a palavra de Cristo. Conheça a verdade e siga os mestres da verdade. Cuidado para que você não seja desviado “por todo vento de doutrina” (Efésios 4:14).

O orgulho e o desejo de destaque podem ser causas da discordância. Essa postura má foi a razão da discussão mencionada na terceira epístola de João. Diótrefes causou dissensão na igreja com suas “palavras maliciosas”. Quando acontecem situações como essa, “não imites o que é mau, senão o que é bom” (3 João 11). Você começou a sua vida na família de Deus como um seguidor de Cristo. Continue nessa mesma direção. Em vez de ajudar e incentivar alguém que esteja destruindo a igreja do Senhor num desejo para conseguir poder, siga o Senhor. Ame a verdade e o corpo de Cristo mais que a ambição de um amigo ou irmão.

A falta de conhecimento pode causar discordâncias entre os cristãos. Bob Waldron certa vez descreveu corretamente uma aula bíblica contenciosa dos adultos como uma “troca de ignorância”. Haverá discussões em algumas aulas bíblicas e muito disso pode ser por falta de conhecimento da Bíblia ou das definições de palavras. Às vezes, o professor não consegue controlar a sua aula, e permite que um aluno introduza um assunto que quebra a seqüência da aula. Algumas pessoas têm o prazer de “jogar uma idéia para fazer as pessoas pensar”. Geralmente isso resulta em nenhuma solução para o problema apresentado e nenhum aprimoramento do conhecimento bíblico. Você pode ajudar estudando o assunto da lição antes da aula e ajudando o professor a manter os alunos no assunto em questão. Além disso, o seu estudo particular compensará a falta de um bom ensino na aula bíblica. “Não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual a vontade do Senhor” (Efésios 5:17).

Algumas discordâncias ocorrem por causa do pecado de alguém. A discordância entre Pedro e Paulo está registrada em Gálatas 2. A divergência veio do fato de Pedro não agir corretamente naquela ocasião. Essa discórdia é apagada pela correção (Gálatas 2:14; 6:1) e pelo arrependimento. “Se teu irmão pecar [contra ti], vai argüí-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão” (Mateus 18:15).

Métodos divergentes podem ser a causa da discordância. Na viagem missionária que estava por acontecer, Paulo queria que João Marcos ficasse para trás, mas Barnabé achou que seria melhor levá-lo (Atos 15:36-41). Nenhum dos lados cedeu, mas cada um agiu como achava melhor. A contenda foi resolvida quando as partes envolvidas tomaram rumos diferentes e homens diferentes.

Romanos 14 apresenta uma situação semelhante. Nesse texto, a ação do irmão diz respeito só a ele mesmo. Nenhum dos irmãos em causa estava errado. Eles discordam e ainda assim podem ter comunhão. Um come carne, e o outro se recusa a fazê-lo. O Senhor ensinou a não se desprezarem nem julgarem um ao outro (Romanos 14:3). Cada um percebe que vive “para o Senhor” e deve prestar contas a ele (Romanos 14:7-12). Ambos agem coerentemente com a própria consciência (Romanos 14:22-23).

A questão apresentada em Romanos 14 não deve ser confundida com o ensino falso de 2 Pedro 2. O mestre falso o era porque ensinava uma doutrina que traria condenação (2 Pedro 2:1), e agia perniciosamente. A prática em Romanos 14 não é nem imoral nem destrutiva para a alma. Permita que os irmãos tenham posturas diferentes dependendo da sua consciência, mas rejeite o ensino que prejudica a causa de Deus e as almas dos homens.

As discrepâncias surgem. Não deixe que isso o desanime, mas continue com o Senhor.

por: Robert H. Bunting

Não paz, mas espada



“Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim...” (Mateus 10:37).

Em 1972, eu não tinha nenhuma idéia do real significado desse versículo; tampouco percebia o tipo de sacrifício que exigiria de mim nos anos por vir. Eu cresci na fé presbiteriana. A tolerância religiosa tinha sido pregada em meu lar desde que eu me conheço por gente. Lembro-me de várias discussões em torno da mesa de jantar sobre a virtude de ter uma mente aberta; e mente aberta para um presbiteriano significava jamais questionar as crenças de outra pessoa. Afinal de contas, seria o cúmulo da arrogância presumir que você tivesse um entendimento melhor das Escrituras do que o seu próximo! A própria idéia de desafiar essa doutrina estava simplesmente fora de questão. Assim, os presbiterianos não tinham nada com que se preocupar em Mateus 10:34-38. Todos estavam salvos. Tudo estava em paz!

Comecei a sentir que havia exceções quando comecei a ficar de olho no vizinho mórmon. Meu pai deixou absolutamente claro que eu nem pensasse em me envolver com qualquer pessoa pertencente a um grupo fanático desses. E ponto-final. Mas essa discrepância entre o que ele praticava e o que ele pregava me incomodava. Na verdade, papai tinha um limite de tolerância. Era intolerante para com os mórmons.

Quando entrei na faculdade, comecei a busca da verdade. A vida não teria sentido sem verdades concretas, sem conceitos ou princípios, sobre os quais a fé pudesse ser edificada. Eu nem imaginava que pudesse encontrar essas verdades na Bíblia, então busquei os amigos. Meus pais nunca me proibiam de participar do culto de outras denominações. Logo passei a perceber, entretanto, que meus amigos também não tinham nenhuma base para crerem no que criam. Simplesmente freqüentavam a congregação que melhor lhes servisse. Não tinham convicções religiosas verdadeiras. Isso não me bastava. Então continuei a buscar a verdade. Comecei a participar de cultos com um amigo que era membro de uma igreja que simplesmente procurava seguir a Cristo.

A princípio, meus pais não falavam a respeito, só um comentário casual aqui e ali sobre “aquela gente que pensa que só eles vão para o céu”. Em questão de poucas semanas, entretanto, perceberam pelos meus atos que não se tratava de nenhuma fantasia repentina. Pela primeira vez, eu estava lendo a Bíblia. Ia aos cultos três vezes por semana. Até questionava as minhas antigas crenças! Nessa altura, meus pais começaram mais uma vez a impor limites de tolerância religiosa. Os comentários de papai eram agora: “As pessoas dessa igreja são estreitas de mente e sectárias. Estão fazendo uma lavagem cerebral em você!”. As manhãs de domingo passaram a ser um campo de batalha. Passei a ser alvo de fitadas geladas e comentários preconceituosos. Meu coração foi atingido até o mais profundo. Eu ficava agoniada com respeito àquilo em que a minha família tinha se tornado.

Em meio a toda essa tempestade, entretanto, fui sustentada por uma fé que crescia a cada dia. Agora ficava claro quem era e quem não era estreito de mente. Meu pai apelava para o preconceito; os amigos que tinha acabado de encontrar apelavam para o evangelho. Chegou o dia em que não pude mais negar o poder do evangelho. Lembrei-me da oração de Jesus por seus discípulos em João 17:17 e percebi que, por fim, tinha descoberto que era a verdade que poderia me santificar. Era hora de eu fazer uma decisão. No outono de 1973, fui batizada em Cristo. Naquele mesmo dia, desliguei-me como membro da Igreja Presbiteriana. Três noites depois, passei por um tremendo interrogatório emocional em casa. Daquele dia em diante, aprendi o verdadeiro sentido de Mateus 10:34-36: “Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada. Pois vim causar divisão entre o homem e seu pai; entre a filha e sua mãe e entre a nora e sua sogra. Assim, os inimigos do homem serão os da sua própria casa”. Não havia mais paz em casa. A minha própria família tinha, na verdade, se tornado meus inimigos. Na tentativa de proteger a minha fé incipiente, senti-me obrigada a sair de casa por um tempo, esperando que as coisas, a seu tempo, fossem se ajeitar. Eu amava meus pais, mas amava mais ao Senhor.

Dezenove anos depois, as coisas se ajeitaram um pouco, mas meus pais ainda me pressionam para eu ceder toda vez que vou para casa. Há uma grande diferença. Em vez de fugir dos comentários deles, posso fincar o pé. Não me sinto mais ameaçada. Sei que “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Romanos 8:31). Meus pais sempre tiveram em mente o melhor para mim, e eu os amo por isso. Não é estranho, entretanto, que eles temam exatamente o que pode lhes libertar ‒ a verdade?! Minha esperança e oração é que, um dia, baixem as espadas e parem de lutar contra Deus. Só então suas mentes realmente serão abertas. So então poderão pôr Deus em primeiro lugar. Só então a paz voltará a reinar nessa família terrestre.

por: Martha Felker

Buscando Deus . . . no lugar certo



No dia 29 de novembro de 2001, George Harrison, ex-primeiro guitarrista dos Beatles, passou desta vida depois de uma luta difícil com o câncer. No dia seguinte, quando esta notícia interrompeu o jornal da manhã na televisão, houve diversas entrevistas interessantes e reportagens relativas ao astro do rock falecido, muitas das quais mencionavam o profundo interesse de Harrison por espiritualidade numa busca por Deus. Anne Curry relatou que Harrison sentia que muitas coisas da vida podiam esperar, “mas a busca por Deus não podia esperar”, uma perspectiva admirável, sem dúvida!

Que triste, contudo, que Harrison tenha buscado Deus em todos os lugares errados. Sua busca por Deus levou-o a rejeitar seu catolicismo da infância e a explorar as religiões místicas da Índia, onde ele se tornou um estudante ávido de um líder religioso hindu chamado Mahesh Yogi.

Quando ouvi as várias entrevistas daquela manhã nas notícias, eu comecei a ficar incomodado ouvindo como todos falavam positivamente da espiritualidade de Harrison. Todos, inclusive a mídia noticiosa liberal, pelo menos durante aquele dia, estavam falando em termos brilhantes de louvor pela “profunda espiritualidade” de Harrison. Ali estava uma pessoa que seguira zelosamente os gurus e espiritualistas que não dão nenhuma evidência crível para a validade de seus pontos de vista espirituais, que não sejam suas próprias experiências subjetivas ou tradições místicas de antecessores supersticiosos, e ele era louvado como “um homem profundamente” espiritual.

A razão por que isto me incomodou tanto é por causa do que freqüentemente acontece comigo quando eu tento falar com pessoas sobre Jesus de Nazaré. Eu não me envergonho de crer que Jesus Cristo é o Filho de Deus e que ele é o único meio verdadeiro do homem alcançar Deus (João 14:6).

Eu creio nisto, não por causa de sentimentos subjetivos ou algum salto às cegas, mas baseado na sólida evidência histórica encontrada na Bíblia, evidência que pode ser testada objetivamente para determinar sua validade. Mas quando ofereço esta evidência para Jesus como o Filho de Deus, minha evidência é freqüentemente zombada. Sou olhado como um simplório crédulo. Como é que eu sou menosprezado quando sugiro, baseado na evidência histórica objetiva, que Jesus é o Filho de Deus, mas quando George Harrison segue um místico Yogi hindu ele é considerado um homem “profundamente espiritual”? Parece-me que à evidência para Deus e para Jesus como o Filho de Deus não está sendo dado um exame objetivo justo e imparcial.

Por quê é assim? Temo que tenha a ver com uma forma de preconceito. Não, os homens não são necessariamente avessos à idéia de haver um Deus; de fato, eles têm um anseio interno por algo espiritual. Os homens apenas não querem um Deus que espere que eles mudem sua vontade para se conformar com a dele. Daí, qualquer deus ou religião que satisfaça o desejo interno por espiritualidade, mas não interfere com a vontade própria egoísta, torna-se bom e aceitável, até mesmo venerado. Não precisa ser crível; ele tem apenas que estar de acordo com o que um homem quer. Mas se Deus espera obediência, bem, o homem já não quer esse tipo de deus; então, ele recusa considerar objetivamente a evidência que poderia convencê-lo. Ele pode até olhar para a evidência, mas não se permitirá ser persuadido por ela, não importa quão poderosa ela possa ser! Por quê? Porque ele não quer ser persuadido.

Ser persuadido de que Jesus é realmente o Filho único do Deus verdadeiro exige um grau de objetividade. Quanta objetividade? Bem, Jesus uma vez declarou: “O meu ensino não é meu, e, sim, daquele que me enviou. Se alguém quiser fazer a vontade dele, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus ou se eu falo por mim mesmo” (João 7:16-17).

Estava Jesus ensinando o que é realmente de Deus? Isso não poderia ser algo que um homem comum de Nazaré inventara para si e tentava impingir como sendo de Deus? Aqui Jesus diz que podemos conhecer a verdade nesta questão. Ele está dizendo que a evidência está ali para apoiar o fato que aquilo que ele ensinou era na verdade de Deus, e que esta evidência é suficientemente crível para persuadir os homens. Mas Jesus diz, ela só persuadirá o homem que abordar a evidência com vontade de fazê-lo. Se a pessoa aborda a evidência já decidida a não obedecer ao ensinamento de Cristo, jamais será persuadida.

Nenhuma quantidade de evidência o persuadirá, porque ele tem um preconceito. Acreditar na evidência de Jesus como o Filho de Deus não exige que tiremos nosso cérebro para fora, coloquemo-lo numa estante e aceitemos cegamente tudo o que nos for dito! Mas requer que a abordemos com uma objetividade que pelo menos admita a vontade de obedecer quando ela se demonstrar verdadeira. Se não tivermos ao menos esse grau de objetividade, não seremos persuadidos.

A questão é: quão sério eu sou sobre encontrar o único verdadeiro Deus, se ele na verdade existe? Estou esperando que Deus seja o que eu quero que ele seja? Ou quero aceitar Deus como ele é, mesmo se isso significar que ele exige minha obediência?

Se estivermos buscando Deus em nossos próprios termos, então encontraremos o tipo de Deus que queremos encontrar; e os homens carnais podem até louvarnos como sendo homens profundamente espirituais. Mas se realmente quisermos encontrar o verdadeiro Deus, soltemos o nosso preconceito e com real objetividade consideremos novamente a evidência para o ensinamento de Jesus.

Se você tiver esse tipo de objetividade, você saberá, com certeza, se Jesus é ou não é de Deus. E nesse conhecimento você encontrará espiritualidade real.

por: Rick Liggin

A ciência tem que conhecer seus limites



“Otemor do Senhor é o princípio do saber...” (Provérbios 1:7). Esta era moderna tem sido grandemente modelada por uma visão científica do mundo. A ciência é o método primário através do qual o conhecimento é descoberto. Os fatos são validados e aceitos por meio de métodos científicos. Aquilo que não pode ser verificado através da ciência é considerado “não científico” e, assim, não pode ser adequadamente visto como real. É assim que os modernistas vêem a realidade. A ciência é o determinador final da verdade. É o único modo objetivo através do qual podemos aprender qualquer coisa sobre o mundo. Este é o modo como alguns vêem a ciência, mas é esta uma visão correta? Deveria a ciência ser tão altamente considerada? E o que isto diz sobre Deus e religião? Precisamos entender o que a ciência é, quais são seus limites, como nosso entendimento dela afeta a discussão sobre a evolução, e como a Bíblia se ajusta com este assunto.

O que é a ciência?

Eu não sou um cientista. Na mente de algumas pessoas, isto deveria desqualificar-me para falar sobre o assunto. O que alguns deixam de perceber, contudo, é que a ciência em si é baseada em idéias filosóficas. Os primeiros “cientistas” eram mais filósofos do que qualquer outra coisa. Eu posso não ser qualificado para falar sobre todas as minúcias da disciplina científica, mas posso discutir as filosofias que a fundamentam. É disto que estamos tratando. A ciência natural é descrita como “conhecimento sistematizado derivado da observação, estudo e experimentação efetuados de modo a determinar a natureza ou os princípios do que está sendo estudado”. Ela envolve o uso dos cinco sentidos — tato, paladar, olfato, audição e visão — para ajudar pessoas a aprenderem sobre o mundo. Os componentes-chaves da ciência são a experiência e a observação. Isto requer que a coisa que está sendo estudada possa ser experimentada e observada, e que os experimentos possam ser repetidos num ambiente controlado. Se alguma coisa não pode ser experimentada, observada e experimentada novamente, então não pode ser provada pelo método científico típico. A ciência precisa ser capaz de experimentar aquilo que é refutável. Isto significa que é possível que a hipótese seja comprovada como falsa através do processo experimental. O método científico envolve observações, depois hipóteses, que são respostas possíveis sobre porque algo acontece da maneira que o faz. Através da experiência e da observação, as respostas possíveis a um dado problema são eliminadas (refutadas). Depois de um período de tempo, a hipótese que resiste à experiência pode se tornar uma “teoria” (um termo que, em ciência, denota um sentido mais forte da verdade do que uma opinião). O ponto principal é que a ciência lida com o domínio natural daquilo que pode ser experimentado e observado com os cinco sentidos.

Limites da ciência

Pela sua própria natureza, a ciência é limitada. Ela não pode experimentar tudo o que cai dentro do domínio do que é verdadeiro; ela não é o determinador final da verdade. Por exemplo, eventos históricos inimitáveis não podem ser experimentados e observados. Condições similares podem ser observadas pela ciência, mas os eventos reais não podem. A vida de Abraham Lincoln não pode ser observada pela ciência, mas nenhuma pessoa sã questiona ser ele histórico ou que foi presidente dos Estados Unidos durante a Guerra Civil. Estas coisas são verdadeiras, ainda que estejam fora do domínio da ciência natural. A ciência só pode experimentar e observar evidência que existe no presente. Fósseis, por exemplo, dão à humanidade um registro de coisas mortas, mas existem somente agora. Eles não são escavados com manuais explicando quão velhos são, o que estavam fazendo quando morreram ou como morreram. A reconstrução da história de um fóssil não é capaz de ser experimentada e observada. Está aberta a investigação histórica, mas não se pode observar o passado. Assim, um fóssil não pode, em si mesmo e por si mesmo, dar-nos um quadro completo da história. A ciência é ainda mais limitada pelo fato que não está equipada para lidar com a moralidade. Em outras palavras, o próprio método científico não é capaz de fazer julgamentos de valor. Os resultados do estudo científico podem ter um efeito sobre como as pessoas fazem julgamentos de valor, mas no final são as pessoas, e não os métodos, que atestam valores e moralidade. A moralidade não começa nem termina com a ciência. Antes, os cristãos crêem que a moralidade, como o conhecimento, começa e termina com Deus (veja Levítico 11:44-45; 1 Pedro 1:13-16). É importante lembrar isto quando se pensa sobre assuntos como o aborto. Como foi observado, a ciência é limitada porque não pode lidar com o que é inimitável. Ela só pode lidar com coisas que são universais, confiáveis e passíveis de repetição. Eventos de uma só vez não podem ser experimentados. O inimitável cai fora da ciência natural. Nada disto é escrito para criticar a verdadeira ciência. Foi Deus quem criou o mundo natural e o sustém, e é por causa da confiabilidade da natureza que se pode estudar ciência (veja Salmo 19:1). A gravidade, por exemplo, é algo com que podemos sempre contar para trabalhar. É confiável. Isto é o que faz o estudo da ciência possível. Mas a ciência não é o padrão final de tudo o que é verdadeiro e certo. Ela é muito limitada para isso.

Pressuposições da ciência

O método científico tem certas pressuposições que o apóiam (Moreland 198). Em outras palavras, ele pressupõe que certas coisas são verdadeiras antes mesmo que ele possa ser uma disciplina válida. Por exemplo, antes que o experimento científico possa ocorrer, precisa-se supor que os cinco sentidos dão, de modo confiável, informação adequada sobre o mundo. De outro modo, como se pode confiar nos descobrimentos dos experimentos? Ele tem que aceitar que a mente é racional, capaz de conhecimento e lógica. Tem que aceitar que a lógica é verdadeira, que a verdade existe, que números e linguagem têm significado verdadeiro, e que há certos valores morais universais (como a necessidade de relatar a verdade). Mas nenhuma dessas pressuposições pode ser provada pelo método científico. Tentar provar qualquer dessas pressuposições pela ciência seria incorrer em petição de princípio (i. e. aceitar o que precisa ser provado em primeiro lugar). Estas questões são realmente mais filosóficas por natureza, mas são necessárias para o uso adequado da ciência. Esta é a razão por que dizemos que a ciência é edificada sobre a filosofia. Ela precisa primeiro aceitar estas pressuposições. Os cristãos crêem que Deus é a chave para estas pressuposições. Deus criou a humanidade com mentes capazes de aprender e conhecer (Gênesis 1:26-27). Ele nos fez criaturas racionais e nos deu padrões morais pelos quais vivermos (1 Pedro 1:16). Ele criou o mundo e governa o funcionamento natural do universo (Gênesis 1; Hebreus 1:3; Colossenses 1:17). “Pois toda casa é estabelecida por alguém, mas aquele que estabeleceu todas as coisas é Deus” (Hebreus 3:4). Por trás de tudo, e antes que a ciência tenha qualquer validade, há Deus.

A ciência e a evolução

Diz-se que a evolução é uma teoria científica. Por causa do seu apego à ciência, muitos têm aceito que a evolução seja um fato científico, como se fosse uma das “leis” descobertas por cientistas objetivos. Isto é um engano. A macro-evolução está longe de ser um fato estabelecido. De fato, é apenas má ciência, para não mencionar má filosofia. A macro-evolução é uma história, uma crença sobre o que aconteceu no passado. Não é um fato científico. É uma crença, uma filosofia na qual as pessoas acreditam. Dados os princípios envolvidos no método científico, pode se ficar céptico quanto a qualquer teoria que não pode ser observada proclamando-se ser científica. O método científico simplesmente não está equipado para lidar com as questões de origens. Desde que não podemos observar e experimentar o começo do universo, da terra ou da vida na terra, então não podemos declarar que nossas crenças sobre estas coisas sejam fatos científicos. Isto é tão verdadeiro quanto a teoria evolucionista como quanto a criação. Estes assuntos estão ligados a eventos históricos inigualáveis que não podem ser repetidos por nossas observações. Nem a teoria naturalista do “big bang”, nem a declaração bíblica de Gênesis 1 podem ser refutadas. Conquanto os princípios científicos possam ser usados para estudar a natureza deste universo, o que, por sua vez, pode se chocar com nosso entendimento da criação, o próprio e inigualável evento da criação em si mesmo é um assunto histórico que não pode ser repetido em condições controladas. Nosso conceito final de origens é entendido melhor desde a perspectiva daquele que estava lá (Gênesis 1:1). É aqui que os cristãos começam. Suponha, contudo, que um cientista pudesse “criar” vida num laboratório. Isto provaria que a vida gerou-se espontaneamente milhões de anos atrás? Não. Apenas mostraria somente que tal coisa poderia ser feita hoje (sob condições humanamente controladas, com experimentação inteligente, etc.). Não provaria nada do que realmente ocorreu no passado. Quando um cientista experimenta com mariposas e moscas das frutas e observa mudanças que ocorrem dentro das espécies, isto prova que a macro-evolução ocorreu no passado? Não. Prova somente que mudanças podem ocorrer dentro de espécies. Não prova nada sobre espécies mudando para outras espécies. Mas este é o tipo de evidência que os evolucionistas usam para provar suas idéias. Tal evidência, contudo, simplesmente não prova o que eles querem provar. O ponto é simplesmente este. A ciência, por si só, não favorece a teoria da macro-evolução. É o povo que faz girar a evidência e põe sua própria visão ou fé numa história que imaginou. Não é questão de fé versus ciência, mas de fé versus fé. A tendência da pessoa tem algo a ver com como ela interpreta a evidência.

A ciência e a Bíblia

Algumas pessoas reivindicam que a Bíblia tem “má ciência” em suas páginas. Contudo, estudar a Bíblia em seu contexto mostra que esta reivindicação não tem base. A Bíblia não é um livro de estudos científicos. Ela não pretende fornecer informação científica para satisfação daqueles que viveriam séculos mais tarde. A linguagem da Bíblia não é científica por natureza. Antes, é a linguagem de pessoas comuns em dadas culturas. Ela descreve as coisas de modos não técnicos. É escrita através de olhos comuns, com a linguagem comum da observação de cada dia. É por isto que a Bíblia pode usar frases como “os quatro cantos da terra” sem pretender passar a noção de que aqueles que a escreveram acreditavam que a terra fosse plana (Isaías 11:12; Apocalipse 7:1; 20:8). Ela pode falar do sol ficar parado sem transmitir o conceito que os escritores pensassem que o sol girava em torno da terra (Josué 10:12). Seria bem como as frases de hoje, quando se fala do “levantar do sol” ou do “por do sol”. O tecnicismo científico diz que estas frases são incorretas, mas estamos usando figuras de linguagem para descrever nossas observações a partir da terra. Não estamos fazendo afirmações científicas quando usamos tais frases, nem estamos usando má ciência. Temos que permitir aos escritores da Bíblia a mesma liberdade para usar figuras de linguagem para expressarem-se sob a guia de Deus.

Resumo

Aciência é uma disciplina válida por causa do modo como Deus criou os céus e a terra (Gênesis 1:1). Pensar, contudo, que a ciência é o “ser tudo e terminar tudo” da verdade é depositar demasiada confiança nos métodos e conclusões desenvolvidos e relatados por humanos falíveis. A ciência tem seus limites, e é bom lembrar disto quando se estuda sobre Deus, criação e evolução. A demonstração “científica” de Deus não é impossibilitada pela falta de realidade, mas pelos limites da ciência. Deus não é um ser material que possa ser controlado e experimentado. Ainda assim, estudos científicos são compatíveis com a verdade que “Deus existe”. Nunca se pretendeu que a Bíblia fosse um livro sobre ciência. Está escrita na linguagem comum de sua época, sem o jargão técnico e científico do mundo moderno. Portanto, não se deverá pensar que a Bíblia seja oposta à ciência. Não é a ciência em si que a Bíblia contradiz; antes, são as falsas teorias do povo que contradizem a Bíblia. A Bíblia em si ajusta-se bem com a disciplina científica, porque ela responde pelo que torna o estudo da ciência possível, em primeiro lugar. Podemos confiar na Bíblia.

por: Doy Moyer

A busca por saídas



Deus quer o que é melhor para nós, e por isso ele nos tem dado um regime de lei. O favor gracioso de Deus é encontrado em cada mandamento e cada proibição. Os seus estatutos são “para o nosso perpétuo bem” (Deuteronômio 6:24; 10:13). Devemos andar por fé (2 Coríntios 5:7). “Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento” (Provérbios 3:5).

Em Marcos 10:11-12, Jesus ensina, “Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério contra aquela. E, se ela repudiar seu marido e casar com outro, comete adultério.” Esta é a regra geral do casamento e divórcio. Há uma exceção dada para aquele que se divorcia de um cônjuge infiel (Mateus 19:9; 5:32) “não sendo por causa de relações sexuais ilícitas”. Se não tivesse dado esta exceção, a regra geral sempre se aplicaria. Nunca devemos mudar a exceção para que ela se torne a regra geral. Quando aplicamos os princípios bíblicos, podemos ou lidar com a palavra da verdade corretamente (2 Timóteo 2:15) ou torcer as Escrituras para a nossa própria destruição (2 Pedro 3:16). A cláusula de exceção de Mateus 19:9 nunca foi pretendida como uma saída para alguém que estivesse procurando fugir do seu compromisso.

Pergunta: Uma pessoa que se divorciou de seu cônjuge ou consentiu no divórcio por outros motivos sem ser a fornicação pode se casar novamente, sem pecar, quando o seu cônjuge comete a fornicação depois do fato?

Talvez gostaríamos de responder sim, ou, pelo menos, dar um voto de confiança, em casos onde a pessoa em questão lutou contra o divórcio antibíblico e lutou a cada passo do caminho para manter o casamento unido. Os nossos pêsames podem estar com ele mais ainda se o seu cônjuge pediu um divórcio para se juntar a outra pessoa. Mas tais casos não não estão sob consideração neste artigo. A pessoa em questão aqui, longe de contestar um divórcio antibíblico, ouiniciou-o, ou concordou.

A nossa resposta deve ser não, pelos seguintes motivos:

1. O divórcio em si era errado (Mateus 19:6; 1 Coríntios 7:10-11). O novo casamento soma o pecado e piora ainda mais a situação (Mateus 19:9).

2. Quando uma pessoa se divorcia por outros motivos, a não ser a fornicação, ela põe uma pedra de tropeço no caminho do seu cônjuge e é parcialmente responsável por qualquer adultério futuro que o cônjuge possa cometer (Mateus 5:32). Como poderia ele fingir ser uma vítima inocente e maltratado da vergonha causada somente pelo seu cônjuge, e usar isso como justificação de um novo casamento? (Romanos 3:8; Judas 4; Romanos 6:1-2). Quando o seu pecado resulta na violação da aliança do casamento por outra pessoa, você nega qualquer pretexto para um novo casamento por estar errado. Duas coisas erradas não fazem outra certa!

3. A fornicação, por si só, não é motivo para o novo casamento. Muitas pessoas têm perdoado os cônjuges infiéis e consertaram os seus casamentos. Somente se separar-se por causa de fornicação é permitido que a pessoa prejudicada se case novamente (Mateus 19:9). Quando se separar por outro motivo, ambas as pessoas negam qualquer apelo legítimo a esta única exceção. A regra geral se aplica.

4. De fato, Lucas 16:18, por implicação, culpa ambos os cônjuges originais em relação ao novo casamento na regra geral. Mas “quem repudiar a sua mulher e casar com outra", como também a terceira pessoa "que casa com a mulher repudiada pelo marido", cometem adultério. Pessoas que se divorciam e tentam esperar até o outro cometer adultério não acham aqui nenhuma esperança de um novo casmento aprovado.

5. Quando uma pessoa se separa do seu cônjuge em violação da vontade de Deus, ela tem apenas duas opções (1 Coríntios 7:10-11): (a) permanecer sem se casar, ou (b) reconciliar-se. Casar novamente não é uma opção legítima. Não devemos brincar com as Escrituras Sagradas (Gálatas 6:7-8; Números 32:23).

Não procure uma saída quando não há nenhuma. Esta vida é curta demais, e a eternidade longa demais para agir de uma maneira irresponsável e sem cuidados em relação a palavra de Deus.

por: Mike Wilson

domingo, 3 de abril de 2011

Memórias



Elas surgem e libertam sorrisos
provocam gargalhadas e arrepios,
fazem-nos derramar lágrimas
qual rios a afundar derrotas
e a emergir vitórias.
Às vezes tentamos avivar a memória,
e trazemos á tona recordações
que estão já tão longe,
e tornam-se difíceis de encontrar,
outras tão presentes e já estão tão longe
os anos que as separam de nós,
mas estão vivas no presente,
fazem hoje parte da nossa história.
Memórias repartidas pelas zonas
iluminadas da nossa mente,
qual telas pintadas, pelas mãos do Criador.
Fotos empoeiradas e cartas dispersas,
bilhetes de cinema, bilhetinhos,
cartões que acompanharam bouquês de flores...
Imagens que passam na nossa mente,
dos ternos sorrisos que deixamos para trás,
repletos de alegria, inundados pelo amor
vivido e repartido que inundava e transformava
as nossas vidas.
Tudo tão perfeito, simples e belo,
que hoje irrompe aqui, alinhavando fio a fio
tecido nos teares, linha a linha escrita
nas telas das nossas vidas, neste pensamento
que agora as acolhe trazendo-as para fora das gavetas.
O coração brinda-nos com estas memórias,
que são emoções outrora vividas.
As dolorosas submergimos e quando delas nos lembramos,
logo nos alheamos porque o importante é sorrir
recordar e viver!

Alice Barros

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Peregrinações repletas de amor!



A emoção é efémera e irracional!
Irracional no sentido de estar totalmente
fora dos nossos hábitos e de nos sujeitar,
á magia com que nos presenteia.

Nós acolhemos uma emoção
e encontramos espaço disponível para ela,
quando nos dispomos a fazê-lo.

A emoção é como um milagre que nos visita
dia a dia, ela é maravilhosa quando surge
do inesperado e nos leva á invenção
e à renovação prodigiosa do presente.

As emoções da infância têm uma vitalidade
com particularidades de tal forma fortes,
que para mim equivalem a vagas de fundo,
que me erguem e me enchem de inquietação
antes de me depositarem nas margens,
de um quotidiano inalterado.

Quando penso que jamais serei visitada
pelas emoções da minha infância,
fico a recordá-las, com imensas saudades.

A emoção tem a particularidade única
de deixar uma marca, de lançar uma semente
dentro de nós, um fermento que vai levedando
e crescendo que poderá renascer e ressurgir
num determinado momento e num contexto
totalmente inesperado.

Esta visita ao museu do meu pensamento,
são como peregrinações repletas de amor,
que me suscitam emoções que vão da serenidade,
à alegria em que me encontro, neste contentamento
que me traz à memória, a unicidade de cada momento vivido.

Estas visitas aproximam-me sempre de Deus,
nunca O vi, mas posso senti-LO e a Sua presença
é tão real e é graças a Ele, que nesta paz me conheço
e sou mais existente.

Quando afirmo que sou mais existente,
refiro-me a ser eu mesma, nesta comunhão
de entrega a entrega, de emoção em emoção
e é aí que reside a qualidade de cada emoção
por mim vivida, e tão profundamente sentida.

A emoção faz-me sempre ir mais longe,
no grande e maravilhoso mistério, que me compôe a vida,
nesta firmeza determinada de ser.

Por muito efémera que seja a emoção,
ela permite-me aproximar-me do Divino, que habita em mim
que me protege, e é quando me perco,
para ouvir a voz do exterior,
que ela me trai.

O papel da emoção é levar-nos um pouco mais perto,
o mais perto possível, do amor universal.


Alice Barros

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Os teus olhos meu amor!



Que olhos são esses,
meu amor!

Que se desprendem
da lua do teu olhar,
que ternura cintilante
a derramar de tão brilhante,
que mar de amor é este a sepultar
todos os meus sorrisos no teu olhar.

Que razão teria meu amor,
se não fossem as tuas mãos
a minha guarida e o teu cuidar
o meu terno e doce despertar.

Que seria meu amor das manhãs
em que me ergo ancorada,
nesse teu cuidado,
liberta da impotência
com que me reverencias a vida.

Ah meu amor!

Esses teus olhos lunares
que se vestem de céu para me abraçar
e me saciam os dias nesta tão singela
e doce forma de me amares,
que não vacila, me entorpece e me inebria
para me dar fôlego e vida a cada respirar teu,
move-se o meu coração e balança
nesta brisa que é o teu amor
que me acaricia, noite e dia.

Obrigado meu amor, por me amares!

Alice Barros

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Neste desabotoar da minha alma!



Repartir a felicidade neste amar.


Quero chamar pelo teu nome,
todas as estrelas para te encher
de luz os olhos, debaixo deste azul
com que me cobres, nesse céu do teu amar.

Quero viver cada dia sem que uma estrela se apague,
do brilho dos meus olhos!

Isso só pode ser alegria e vida a respirar
das profundezas do meu olhar!

Quero cavalgar sobre as estrelas do teu olhar,
com elas mudar o mundo, somente para te ver sorrir
e com o mundo repartir a felicidade neste amar.

Todo o impossível fazer acontecer, dos escombros
vidas fazer emergir, mas quero fazê-lo rápido,
antes que o mundo deixe de amar.

Quero manter-te sempre como meu próximo,,
ficar debaixo desta chuva de estrelas que cai do teu olhar
e cobrir-me com os teus sentidos noite e dia, nesse cuidado!

Quero ser chuva, ser pranto, quero mergulhar no teu sorriso,
por instantes, sentir não só a minha dor, mas a dor do mundo,
neste doar e neste mar de amar.

Quero olhar-te, neste mundo de mentiras e quero-te
como a minha única verdade escrita a ferro e fogo
pelas mãos do Espírito-consolador!

Quero por fim, somente agradecer ao Criador
neste desabotoar da minha alma em cada dia,
nesta constante alegria em que me dispo
e te vestes de mim.


Alice Barros

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Como chuva miúdinha!



Aguente firme na sua caminhada!

A cada dia que passa sinta-se um vencedor/a
quando acreditamos chegamos longe,
vista-se de coragem inale e inspire toda a aragem
que vem do Espírito, não deite fora
tudo aquilo porque passou, nessa fragilidade
que o/a apoquenta, isso é aprendizado...

Viva, segure os seus sonhos, acredite!

Trace cada um dos seus objectivos
muitas surpresas estão prontas,
só precisa de recomeçar e viver
a sua história, plena de Fé,
esperança, perseverança e glória...

Agarre-se à verdade e à justiça
segure-as bem dentro do seu coração!

Se segurarmos juntos/as, as nossas dificuldades
cairão por terra, segure agora
nas minhas mãos-espirituais,
para que os meus e os teus sonhos não pereçam!

Os sonhos olham-nos, com os olhos da eternidade,
e é nesta fusão, de sonhar e enxergar mais além,
que todas as nuvens se dissipam, e o nosso sorriso
ganha vida e cor nesta verdade, coberta de esplendor,
onde se reflete, todo este grande amor-irmão,
filho do Espírito-consolador.


Almas caminham açoitadas pelo vento,
vagueiam ao relento, precisam apenas
aprender a lutar e a empenhar-se
procurando um rumo, um novo caminho,
repleto de luz...

Segure-a faça dela a sua bússula até o fim,
percorra vales, planícies e montanhas,
encontre lá bem no topo, no cume da montanha
bem perto do céu, uma fonte de águas vivas,
que lavam todas as suas lágrimas.

Sinta todo este doar, nestas palavras
assinaladas pelo espírito.
Alguém se importa contigo,
alguém ora por ti...

Quando tristes vaguearmos e o nosso coração
se encontrar na penumbra, que toda a escuridão se dissipe,
para sonharmos além do sol, e que nesta imensidão
encontremos toda a luz, que jorra do coração de Jesus,
para aquecer os nossos corações.

Se nós segurarmos juntos/as as nossas mãos e no coração
abrigarmos as dores do mundo, os meus e os teus sonhos
não morrerão porque Deus lá do alto nos prova,
e pelo amor que de nós jorra nos aprova,
neste derramar de bençãos, que como chuva miúdinha
inunda a minha e a tua vida.

Alice Barros

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Maridos compreensivos!



O homem é cabeça da mulher (1 Coríntios 11:3; Efésios 5:23). Muitos maridos entendem esse fato como uma autorização para ser ditadores, mandando na esposa e fazendo exigências exageradas. Alguns maltratam suas mulheres, não mostrando nenhum respeito nem compreensão para com elas.

Encontramos um exemplo interessante em Gênesis 31:1-18. Enquanto não podemos imitar o exemplo da poligamia de Jacó (Deus disse no Novo Testamento que cada homem pode ter uma única esposa S veja 1 Coríntios 7:2), podemos aprender uma outra coisa boa do exemplo dele. Depois de 20 anos servindo ao seu sogro, ele decidiu voltar para a terra dos pais dele. Ele poderia ter mandado a família (duas esposas, duas concubinas, onze meninos e uma menina) fazer as malas, sem explicação nenhuma. Mas Jacó era compreensivo. Ele chamou as duas esposas e explicou os problemas que haviam surgido entre ele e o pai delas. Mais importante, ele mostrou que essa mudança era segundo a vontade de Deus.

Nós que somos maridos precisamos da mesma sabedoria. Ao invés de tomar decisões importantes sozinho, o marido sábio vai primeiro consultar a vontade do Senhor. Ele vai se preocupar, também, com os sentimentos de sua esposa, explicando os seus motivos. Que Deus nos ajude a ser maridos compreensivos e sábios.

por: Dennis Allan

Quero Ensinar Meus Filhos!



"E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai_os na disciplina e na admoestação do Senhor" (Efésios 6:4).

Segundo as instruções desse versículo, há algumas coisas que quero ensinar para meus filhos.

Œ Quero ensinar meus filhos a mostrar reverência e respeito nas reuniões de louvor da igreja. Quando nos reunimos para adorar, estamos na presença de Deus para louvar a ele. Cornélio entendeu esse fato quando ele disse: "Agora, pois, estamos todos aqui, na presença de Deus, prontos para ouvir tudo o que te foi ordenado da parte do Senhor" (Atos 10:33). Muitas pessoas, sem dúvida, não têm refletido muito sobre esse assunto. Mulheres conversam, umas com as outras, no berçário. Jovens riem e falam durante o culto. Crianças vão ao banheiro, muitas vezes desnecessariamente. Homens e mulheres saudáveis, que podem mostrar todo vigor e interesse em outros eventos (esportivos, escolares ou sociais) chegam desanimados às reuniões, sentam-se no banco desinteressados, e dormem durante a pregação. Certamente essas pessoas não reconhecem que estamos presentes diante de Deus para adorá-lo. Quero ensinar meus filhos a reverenciar a Deus; que devem se sentar e ficar quietos durante o período de louvor; que devem baixar suas cabeças durante as orações; que devem participar dos cânticos; que não devem bagunçar, fazer barulho ou distrair outros durante o louvor.

 Quero ensinar meus filhos a buscar em primeiro lugar o reino de Deus. Jesus disse: "Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas (necessidades materiais--BH) vos serão acrescentadas" (Mateus 6:33). Quero que meus filhos entendam que o amadurecimento deles como cristãos fiéis é mais importante para mim do que qualquer outra coisa que possam fazer. Se eles forem craques em esportes, se tirarem as melhores notas na escola, se receberem diplomas de pós-graduação, se ganharem disputas de beleza, se viverem em luxúria todos os dias, mas não forem cristãos fiéis e conseqüentemente forem para o inferno após a morte, eu terei fracassado como pai.

Se meu filho quiser participar de esportes organizados, teremos que falar com o treinador antes de assumir qualquer compromisso, para explicar ao treinador que em qualquer conflito entre as atividades espirituais e as atividades esportivas, as atividades espirituais do meu filho têm que ser priorizadas. Depois, temos que ficar firmes nesse entendimento, apesar da pressão para ceder. O mesmo princípio tem que ser aplicado em atividades escolares e atividades sociais. Mais ainda, eu espero conduzir meus filhos a tomar tais decisões sozinhos. Muitos jovens se escondem atrás dos pais com uma resposta fácil: "A minha mãe não deixa...", ao invés de ficarem firmes nas suas próprias convicções, defendendo ousadamente o Senhor. Meu alvo não é de forçar os filhos a buscar o reino em primeiro lugar, mas o de convencê-los a querer buscar o reino em primeiro lugar para que possam agradar a Deus.

Ž Quero ensinar meus filhos a respeitar autoridade: autoridade dos pais (Efésios 6:1), autoridade do governo (Mateus 22:21) e, acima de tudo, autoridade divina (Atos 5:29). Sentimos pena da criança que não é ensinada a respeitar autoridade quando ainda está pequena. Ela se torna problema na aulinha bíblica, na escola e na comunidade. Mais tarde, ela se torna problema no serviço; arruma problemas com a polícia; e, finalmente, fica perdida eternamente, porque não respeitava a autoridade de Deus.

Há muitas outras coisas que eu quero ensinar aos meus filhos. O espaço limitado não permite a discussão de força de caráter, honestidade, justiça, comportamento bem-educado, etc. Quero ensinar todas essas coisas, também, aos meus filhos.

Que ninguém pense que este artigo é para me gabar das coisas que eu vou fazer; é uma declaração de alvos. Ninguém é mais ciente do que eu da possibilidade de fracassar. Mas eu e a minha esposa oramos freqüentemente, pedindo a ajuda de Deus para que possamos criar bem os nossos filhos. Pedimos que ele não deixe que nossos erros levem a conseqüências graves. No entanto, tentamos dar um bom exemplo aos nossos filhos; lhes ensinamos pela palavra falada, sempre procurando seguir as instruções que Deus deu a Israel: "Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar_te, e ao levantar_te" (Deuteronômio 6:6-7). Procuramos sempre fazer isso. E se, um dia, tivermos a felicidade de ver nossos filhos crescidos e fiéis ao Senhor, saberemos que será pela graça de Deus, e daremos glória a ele.

por: Bill Hall