Elevo os meus olhos para o céu , de onde vem o meu socorro!

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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Discordância entre os cristãos



Foi um momento de entusiasmo quando você obedeceu ao evangelho e começou a vida de filho de Deus. Como o etíope, você seguiu o seu caminho com alegria. Que decepção encontrar discordâncias na família de Deus! Por que elas existem entre os cristãos?

O motivo por que os cristãos discordam é o mesmo que faz os mundanos discordar. A discórdia resulta de divergências no grau de maturidade, de conhecimento, de capacidade e, às vezes, de atitude. Algumas discussões entre cristãos acontecerão pelas mesmas razões que levaram os filhos de Deus do primeiro século a discordar.

O ensino falso ocasiona discordâncias. Pedro advertiu os irmãos que os falsos mestres surgiriam entre eles e ensinariam “heresias destruidoras” (2 Pedro 2:1-2). Não se engane com o falso ensinamento, mas recorde-se “das palavras que, anteriormente, foram ditas pelos santos profetas, bem como do mandamento do Senhor e Salvador, ensinado pelos vossos apóstolos...” (2 Pedro 3:1-3). Não se desvie por ensinos estranhos. A autoridade que você tem é a palavra de Cristo. Conheça a verdade e siga os mestres da verdade. Cuidado para que você não seja desviado “por todo vento de doutrina” (Efésios 4:14).

O orgulho e o desejo de destaque podem ser causas da discordância. Essa postura má foi a razão da discussão mencionada na terceira epístola de João. Diótrefes causou dissensão na igreja com suas “palavras maliciosas”. Quando acontecem situações como essa, “não imites o que é mau, senão o que é bom” (3 João 11). Você começou a sua vida na família de Deus como um seguidor de Cristo. Continue nessa mesma direção. Em vez de ajudar e incentivar alguém que esteja destruindo a igreja do Senhor num desejo para conseguir poder, siga o Senhor. Ame a verdade e o corpo de Cristo mais que a ambição de um amigo ou irmão.

A falta de conhecimento pode causar discordâncias entre os cristãos. Bob Waldron certa vez descreveu corretamente uma aula bíblica contenciosa dos adultos como uma “troca de ignorância”. Haverá discussões em algumas aulas bíblicas e muito disso pode ser por falta de conhecimento da Bíblia ou das definições de palavras. Às vezes, o professor não consegue controlar a sua aula, e permite que um aluno introduza um assunto que quebra a seqüência da aula. Algumas pessoas têm o prazer de “jogar uma idéia para fazer as pessoas pensar”. Geralmente isso resulta em nenhuma solução para o problema apresentado e nenhum aprimoramento do conhecimento bíblico. Você pode ajudar estudando o assunto da lição antes da aula e ajudando o professor a manter os alunos no assunto em questão. Além disso, o seu estudo particular compensará a falta de um bom ensino na aula bíblica. “Não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual a vontade do Senhor” (Efésios 5:17).

Algumas discordâncias ocorrem por causa do pecado de alguém. A discordância entre Pedro e Paulo está registrada em Gálatas 2. A divergência veio do fato de Pedro não agir corretamente naquela ocasião. Essa discórdia é apagada pela correção (Gálatas 2:14; 6:1) e pelo arrependimento. “Se teu irmão pecar [contra ti], vai argüí-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão” (Mateus 18:15).

Métodos divergentes podem ser a causa da discordância. Na viagem missionária que estava por acontecer, Paulo queria que João Marcos ficasse para trás, mas Barnabé achou que seria melhor levá-lo (Atos 15:36-41). Nenhum dos lados cedeu, mas cada um agiu como achava melhor. A contenda foi resolvida quando as partes envolvidas tomaram rumos diferentes e homens diferentes.

Romanos 14 apresenta uma situação semelhante. Nesse texto, a ação do irmão diz respeito só a ele mesmo. Nenhum dos irmãos em causa estava errado. Eles discordam e ainda assim podem ter comunhão. Um come carne, e o outro se recusa a fazê-lo. O Senhor ensinou a não se desprezarem nem julgarem um ao outro (Romanos 14:3). Cada um percebe que vive “para o Senhor” e deve prestar contas a ele (Romanos 14:7-12). Ambos agem coerentemente com a própria consciência (Romanos 14:22-23).

A questão apresentada em Romanos 14 não deve ser confundida com o ensino falso de 2 Pedro 2. O mestre falso o era porque ensinava uma doutrina que traria condenação (2 Pedro 2:1), e agia perniciosamente. A prática em Romanos 14 não é nem imoral nem destrutiva para a alma. Permita que os irmãos tenham posturas diferentes dependendo da sua consciência, mas rejeite o ensino que prejudica a causa de Deus e as almas dos homens.

As discrepâncias surgem. Não deixe que isso o desanime, mas continue com o Senhor.

por: Robert H. Bunting

Não paz, mas espada



“Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim...” (Mateus 10:37).

Em 1972, eu não tinha nenhuma idéia do real significado desse versículo; tampouco percebia o tipo de sacrifício que exigiria de mim nos anos por vir. Eu cresci na fé presbiteriana. A tolerância religiosa tinha sido pregada em meu lar desde que eu me conheço por gente. Lembro-me de várias discussões em torno da mesa de jantar sobre a virtude de ter uma mente aberta; e mente aberta para um presbiteriano significava jamais questionar as crenças de outra pessoa. Afinal de contas, seria o cúmulo da arrogância presumir que você tivesse um entendimento melhor das Escrituras do que o seu próximo! A própria idéia de desafiar essa doutrina estava simplesmente fora de questão. Assim, os presbiterianos não tinham nada com que se preocupar em Mateus 10:34-38. Todos estavam salvos. Tudo estava em paz!

Comecei a sentir que havia exceções quando comecei a ficar de olho no vizinho mórmon. Meu pai deixou absolutamente claro que eu nem pensasse em me envolver com qualquer pessoa pertencente a um grupo fanático desses. E ponto-final. Mas essa discrepância entre o que ele praticava e o que ele pregava me incomodava. Na verdade, papai tinha um limite de tolerância. Era intolerante para com os mórmons.

Quando entrei na faculdade, comecei a busca da verdade. A vida não teria sentido sem verdades concretas, sem conceitos ou princípios, sobre os quais a fé pudesse ser edificada. Eu nem imaginava que pudesse encontrar essas verdades na Bíblia, então busquei os amigos. Meus pais nunca me proibiam de participar do culto de outras denominações. Logo passei a perceber, entretanto, que meus amigos também não tinham nenhuma base para crerem no que criam. Simplesmente freqüentavam a congregação que melhor lhes servisse. Não tinham convicções religiosas verdadeiras. Isso não me bastava. Então continuei a buscar a verdade. Comecei a participar de cultos com um amigo que era membro de uma igreja que simplesmente procurava seguir a Cristo.

A princípio, meus pais não falavam a respeito, só um comentário casual aqui e ali sobre “aquela gente que pensa que só eles vão para o céu”. Em questão de poucas semanas, entretanto, perceberam pelos meus atos que não se tratava de nenhuma fantasia repentina. Pela primeira vez, eu estava lendo a Bíblia. Ia aos cultos três vezes por semana. Até questionava as minhas antigas crenças! Nessa altura, meus pais começaram mais uma vez a impor limites de tolerância religiosa. Os comentários de papai eram agora: “As pessoas dessa igreja são estreitas de mente e sectárias. Estão fazendo uma lavagem cerebral em você!”. As manhãs de domingo passaram a ser um campo de batalha. Passei a ser alvo de fitadas geladas e comentários preconceituosos. Meu coração foi atingido até o mais profundo. Eu ficava agoniada com respeito àquilo em que a minha família tinha se tornado.

Em meio a toda essa tempestade, entretanto, fui sustentada por uma fé que crescia a cada dia. Agora ficava claro quem era e quem não era estreito de mente. Meu pai apelava para o preconceito; os amigos que tinha acabado de encontrar apelavam para o evangelho. Chegou o dia em que não pude mais negar o poder do evangelho. Lembrei-me da oração de Jesus por seus discípulos em João 17:17 e percebi que, por fim, tinha descoberto que era a verdade que poderia me santificar. Era hora de eu fazer uma decisão. No outono de 1973, fui batizada em Cristo. Naquele mesmo dia, desliguei-me como membro da Igreja Presbiteriana. Três noites depois, passei por um tremendo interrogatório emocional em casa. Daquele dia em diante, aprendi o verdadeiro sentido de Mateus 10:34-36: “Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada. Pois vim causar divisão entre o homem e seu pai; entre a filha e sua mãe e entre a nora e sua sogra. Assim, os inimigos do homem serão os da sua própria casa”. Não havia mais paz em casa. A minha própria família tinha, na verdade, se tornado meus inimigos. Na tentativa de proteger a minha fé incipiente, senti-me obrigada a sair de casa por um tempo, esperando que as coisas, a seu tempo, fossem se ajeitar. Eu amava meus pais, mas amava mais ao Senhor.

Dezenove anos depois, as coisas se ajeitaram um pouco, mas meus pais ainda me pressionam para eu ceder toda vez que vou para casa. Há uma grande diferença. Em vez de fugir dos comentários deles, posso fincar o pé. Não me sinto mais ameaçada. Sei que “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Romanos 8:31). Meus pais sempre tiveram em mente o melhor para mim, e eu os amo por isso. Não é estranho, entretanto, que eles temam exatamente o que pode lhes libertar ‒ a verdade?! Minha esperança e oração é que, um dia, baixem as espadas e parem de lutar contra Deus. Só então suas mentes realmente serão abertas. So então poderão pôr Deus em primeiro lugar. Só então a paz voltará a reinar nessa família terrestre.

por: Martha Felker

Buscando Deus . . . no lugar certo



No dia 29 de novembro de 2001, George Harrison, ex-primeiro guitarrista dos Beatles, passou desta vida depois de uma luta difícil com o câncer. No dia seguinte, quando esta notícia interrompeu o jornal da manhã na televisão, houve diversas entrevistas interessantes e reportagens relativas ao astro do rock falecido, muitas das quais mencionavam o profundo interesse de Harrison por espiritualidade numa busca por Deus. Anne Curry relatou que Harrison sentia que muitas coisas da vida podiam esperar, “mas a busca por Deus não podia esperar”, uma perspectiva admirável, sem dúvida!

Que triste, contudo, que Harrison tenha buscado Deus em todos os lugares errados. Sua busca por Deus levou-o a rejeitar seu catolicismo da infância e a explorar as religiões místicas da Índia, onde ele se tornou um estudante ávido de um líder religioso hindu chamado Mahesh Yogi.

Quando ouvi as várias entrevistas daquela manhã nas notícias, eu comecei a ficar incomodado ouvindo como todos falavam positivamente da espiritualidade de Harrison. Todos, inclusive a mídia noticiosa liberal, pelo menos durante aquele dia, estavam falando em termos brilhantes de louvor pela “profunda espiritualidade” de Harrison. Ali estava uma pessoa que seguira zelosamente os gurus e espiritualistas que não dão nenhuma evidência crível para a validade de seus pontos de vista espirituais, que não sejam suas próprias experiências subjetivas ou tradições místicas de antecessores supersticiosos, e ele era louvado como “um homem profundamente” espiritual.

A razão por que isto me incomodou tanto é por causa do que freqüentemente acontece comigo quando eu tento falar com pessoas sobre Jesus de Nazaré. Eu não me envergonho de crer que Jesus Cristo é o Filho de Deus e que ele é o único meio verdadeiro do homem alcançar Deus (João 14:6).

Eu creio nisto, não por causa de sentimentos subjetivos ou algum salto às cegas, mas baseado na sólida evidência histórica encontrada na Bíblia, evidência que pode ser testada objetivamente para determinar sua validade. Mas quando ofereço esta evidência para Jesus como o Filho de Deus, minha evidência é freqüentemente zombada. Sou olhado como um simplório crédulo. Como é que eu sou menosprezado quando sugiro, baseado na evidência histórica objetiva, que Jesus é o Filho de Deus, mas quando George Harrison segue um místico Yogi hindu ele é considerado um homem “profundamente espiritual”? Parece-me que à evidência para Deus e para Jesus como o Filho de Deus não está sendo dado um exame objetivo justo e imparcial.

Por quê é assim? Temo que tenha a ver com uma forma de preconceito. Não, os homens não são necessariamente avessos à idéia de haver um Deus; de fato, eles têm um anseio interno por algo espiritual. Os homens apenas não querem um Deus que espere que eles mudem sua vontade para se conformar com a dele. Daí, qualquer deus ou religião que satisfaça o desejo interno por espiritualidade, mas não interfere com a vontade própria egoísta, torna-se bom e aceitável, até mesmo venerado. Não precisa ser crível; ele tem apenas que estar de acordo com o que um homem quer. Mas se Deus espera obediência, bem, o homem já não quer esse tipo de deus; então, ele recusa considerar objetivamente a evidência que poderia convencê-lo. Ele pode até olhar para a evidência, mas não se permitirá ser persuadido por ela, não importa quão poderosa ela possa ser! Por quê? Porque ele não quer ser persuadido.

Ser persuadido de que Jesus é realmente o Filho único do Deus verdadeiro exige um grau de objetividade. Quanta objetividade? Bem, Jesus uma vez declarou: “O meu ensino não é meu, e, sim, daquele que me enviou. Se alguém quiser fazer a vontade dele, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus ou se eu falo por mim mesmo” (João 7:16-17).

Estava Jesus ensinando o que é realmente de Deus? Isso não poderia ser algo que um homem comum de Nazaré inventara para si e tentava impingir como sendo de Deus? Aqui Jesus diz que podemos conhecer a verdade nesta questão. Ele está dizendo que a evidência está ali para apoiar o fato que aquilo que ele ensinou era na verdade de Deus, e que esta evidência é suficientemente crível para persuadir os homens. Mas Jesus diz, ela só persuadirá o homem que abordar a evidência com vontade de fazê-lo. Se a pessoa aborda a evidência já decidida a não obedecer ao ensinamento de Cristo, jamais será persuadida.

Nenhuma quantidade de evidência o persuadirá, porque ele tem um preconceito. Acreditar na evidência de Jesus como o Filho de Deus não exige que tiremos nosso cérebro para fora, coloquemo-lo numa estante e aceitemos cegamente tudo o que nos for dito! Mas requer que a abordemos com uma objetividade que pelo menos admita a vontade de obedecer quando ela se demonstrar verdadeira. Se não tivermos ao menos esse grau de objetividade, não seremos persuadidos.

A questão é: quão sério eu sou sobre encontrar o único verdadeiro Deus, se ele na verdade existe? Estou esperando que Deus seja o que eu quero que ele seja? Ou quero aceitar Deus como ele é, mesmo se isso significar que ele exige minha obediência?

Se estivermos buscando Deus em nossos próprios termos, então encontraremos o tipo de Deus que queremos encontrar; e os homens carnais podem até louvarnos como sendo homens profundamente espirituais. Mas se realmente quisermos encontrar o verdadeiro Deus, soltemos o nosso preconceito e com real objetividade consideremos novamente a evidência para o ensinamento de Jesus.

Se você tiver esse tipo de objetividade, você saberá, com certeza, se Jesus é ou não é de Deus. E nesse conhecimento você encontrará espiritualidade real.

por: Rick Liggin

A ciência tem que conhecer seus limites



“Otemor do Senhor é o princípio do saber...” (Provérbios 1:7). Esta era moderna tem sido grandemente modelada por uma visão científica do mundo. A ciência é o método primário através do qual o conhecimento é descoberto. Os fatos são validados e aceitos por meio de métodos científicos. Aquilo que não pode ser verificado através da ciência é considerado “não científico” e, assim, não pode ser adequadamente visto como real. É assim que os modernistas vêem a realidade. A ciência é o determinador final da verdade. É o único modo objetivo através do qual podemos aprender qualquer coisa sobre o mundo. Este é o modo como alguns vêem a ciência, mas é esta uma visão correta? Deveria a ciência ser tão altamente considerada? E o que isto diz sobre Deus e religião? Precisamos entender o que a ciência é, quais são seus limites, como nosso entendimento dela afeta a discussão sobre a evolução, e como a Bíblia se ajusta com este assunto.

O que é a ciência?

Eu não sou um cientista. Na mente de algumas pessoas, isto deveria desqualificar-me para falar sobre o assunto. O que alguns deixam de perceber, contudo, é que a ciência em si é baseada em idéias filosóficas. Os primeiros “cientistas” eram mais filósofos do que qualquer outra coisa. Eu posso não ser qualificado para falar sobre todas as minúcias da disciplina científica, mas posso discutir as filosofias que a fundamentam. É disto que estamos tratando. A ciência natural é descrita como “conhecimento sistematizado derivado da observação, estudo e experimentação efetuados de modo a determinar a natureza ou os princípios do que está sendo estudado”. Ela envolve o uso dos cinco sentidos — tato, paladar, olfato, audição e visão — para ajudar pessoas a aprenderem sobre o mundo. Os componentes-chaves da ciência são a experiência e a observação. Isto requer que a coisa que está sendo estudada possa ser experimentada e observada, e que os experimentos possam ser repetidos num ambiente controlado. Se alguma coisa não pode ser experimentada, observada e experimentada novamente, então não pode ser provada pelo método científico típico. A ciência precisa ser capaz de experimentar aquilo que é refutável. Isto significa que é possível que a hipótese seja comprovada como falsa através do processo experimental. O método científico envolve observações, depois hipóteses, que são respostas possíveis sobre porque algo acontece da maneira que o faz. Através da experiência e da observação, as respostas possíveis a um dado problema são eliminadas (refutadas). Depois de um período de tempo, a hipótese que resiste à experiência pode se tornar uma “teoria” (um termo que, em ciência, denota um sentido mais forte da verdade do que uma opinião). O ponto principal é que a ciência lida com o domínio natural daquilo que pode ser experimentado e observado com os cinco sentidos.

Limites da ciência

Pela sua própria natureza, a ciência é limitada. Ela não pode experimentar tudo o que cai dentro do domínio do que é verdadeiro; ela não é o determinador final da verdade. Por exemplo, eventos históricos inimitáveis não podem ser experimentados e observados. Condições similares podem ser observadas pela ciência, mas os eventos reais não podem. A vida de Abraham Lincoln não pode ser observada pela ciência, mas nenhuma pessoa sã questiona ser ele histórico ou que foi presidente dos Estados Unidos durante a Guerra Civil. Estas coisas são verdadeiras, ainda que estejam fora do domínio da ciência natural. A ciência só pode experimentar e observar evidência que existe no presente. Fósseis, por exemplo, dão à humanidade um registro de coisas mortas, mas existem somente agora. Eles não são escavados com manuais explicando quão velhos são, o que estavam fazendo quando morreram ou como morreram. A reconstrução da história de um fóssil não é capaz de ser experimentada e observada. Está aberta a investigação histórica, mas não se pode observar o passado. Assim, um fóssil não pode, em si mesmo e por si mesmo, dar-nos um quadro completo da história. A ciência é ainda mais limitada pelo fato que não está equipada para lidar com a moralidade. Em outras palavras, o próprio método científico não é capaz de fazer julgamentos de valor. Os resultados do estudo científico podem ter um efeito sobre como as pessoas fazem julgamentos de valor, mas no final são as pessoas, e não os métodos, que atestam valores e moralidade. A moralidade não começa nem termina com a ciência. Antes, os cristãos crêem que a moralidade, como o conhecimento, começa e termina com Deus (veja Levítico 11:44-45; 1 Pedro 1:13-16). É importante lembrar isto quando se pensa sobre assuntos como o aborto. Como foi observado, a ciência é limitada porque não pode lidar com o que é inimitável. Ela só pode lidar com coisas que são universais, confiáveis e passíveis de repetição. Eventos de uma só vez não podem ser experimentados. O inimitável cai fora da ciência natural. Nada disto é escrito para criticar a verdadeira ciência. Foi Deus quem criou o mundo natural e o sustém, e é por causa da confiabilidade da natureza que se pode estudar ciência (veja Salmo 19:1). A gravidade, por exemplo, é algo com que podemos sempre contar para trabalhar. É confiável. Isto é o que faz o estudo da ciência possível. Mas a ciência não é o padrão final de tudo o que é verdadeiro e certo. Ela é muito limitada para isso.

Pressuposições da ciência

O método científico tem certas pressuposições que o apóiam (Moreland 198). Em outras palavras, ele pressupõe que certas coisas são verdadeiras antes mesmo que ele possa ser uma disciplina válida. Por exemplo, antes que o experimento científico possa ocorrer, precisa-se supor que os cinco sentidos dão, de modo confiável, informação adequada sobre o mundo. De outro modo, como se pode confiar nos descobrimentos dos experimentos? Ele tem que aceitar que a mente é racional, capaz de conhecimento e lógica. Tem que aceitar que a lógica é verdadeira, que a verdade existe, que números e linguagem têm significado verdadeiro, e que há certos valores morais universais (como a necessidade de relatar a verdade). Mas nenhuma dessas pressuposições pode ser provada pelo método científico. Tentar provar qualquer dessas pressuposições pela ciência seria incorrer em petição de princípio (i. e. aceitar o que precisa ser provado em primeiro lugar). Estas questões são realmente mais filosóficas por natureza, mas são necessárias para o uso adequado da ciência. Esta é a razão por que dizemos que a ciência é edificada sobre a filosofia. Ela precisa primeiro aceitar estas pressuposições. Os cristãos crêem que Deus é a chave para estas pressuposições. Deus criou a humanidade com mentes capazes de aprender e conhecer (Gênesis 1:26-27). Ele nos fez criaturas racionais e nos deu padrões morais pelos quais vivermos (1 Pedro 1:16). Ele criou o mundo e governa o funcionamento natural do universo (Gênesis 1; Hebreus 1:3; Colossenses 1:17). “Pois toda casa é estabelecida por alguém, mas aquele que estabeleceu todas as coisas é Deus” (Hebreus 3:4). Por trás de tudo, e antes que a ciência tenha qualquer validade, há Deus.

A ciência e a evolução

Diz-se que a evolução é uma teoria científica. Por causa do seu apego à ciência, muitos têm aceito que a evolução seja um fato científico, como se fosse uma das “leis” descobertas por cientistas objetivos. Isto é um engano. A macro-evolução está longe de ser um fato estabelecido. De fato, é apenas má ciência, para não mencionar má filosofia. A macro-evolução é uma história, uma crença sobre o que aconteceu no passado. Não é um fato científico. É uma crença, uma filosofia na qual as pessoas acreditam. Dados os princípios envolvidos no método científico, pode se ficar céptico quanto a qualquer teoria que não pode ser observada proclamando-se ser científica. O método científico simplesmente não está equipado para lidar com as questões de origens. Desde que não podemos observar e experimentar o começo do universo, da terra ou da vida na terra, então não podemos declarar que nossas crenças sobre estas coisas sejam fatos científicos. Isto é tão verdadeiro quanto a teoria evolucionista como quanto a criação. Estes assuntos estão ligados a eventos históricos inigualáveis que não podem ser repetidos por nossas observações. Nem a teoria naturalista do “big bang”, nem a declaração bíblica de Gênesis 1 podem ser refutadas. Conquanto os princípios científicos possam ser usados para estudar a natureza deste universo, o que, por sua vez, pode se chocar com nosso entendimento da criação, o próprio e inigualável evento da criação em si mesmo é um assunto histórico que não pode ser repetido em condições controladas. Nosso conceito final de origens é entendido melhor desde a perspectiva daquele que estava lá (Gênesis 1:1). É aqui que os cristãos começam. Suponha, contudo, que um cientista pudesse “criar” vida num laboratório. Isto provaria que a vida gerou-se espontaneamente milhões de anos atrás? Não. Apenas mostraria somente que tal coisa poderia ser feita hoje (sob condições humanamente controladas, com experimentação inteligente, etc.). Não provaria nada do que realmente ocorreu no passado. Quando um cientista experimenta com mariposas e moscas das frutas e observa mudanças que ocorrem dentro das espécies, isto prova que a macro-evolução ocorreu no passado? Não. Prova somente que mudanças podem ocorrer dentro de espécies. Não prova nada sobre espécies mudando para outras espécies. Mas este é o tipo de evidência que os evolucionistas usam para provar suas idéias. Tal evidência, contudo, simplesmente não prova o que eles querem provar. O ponto é simplesmente este. A ciência, por si só, não favorece a teoria da macro-evolução. É o povo que faz girar a evidência e põe sua própria visão ou fé numa história que imaginou. Não é questão de fé versus ciência, mas de fé versus fé. A tendência da pessoa tem algo a ver com como ela interpreta a evidência.

A ciência e a Bíblia

Algumas pessoas reivindicam que a Bíblia tem “má ciência” em suas páginas. Contudo, estudar a Bíblia em seu contexto mostra que esta reivindicação não tem base. A Bíblia não é um livro de estudos científicos. Ela não pretende fornecer informação científica para satisfação daqueles que viveriam séculos mais tarde. A linguagem da Bíblia não é científica por natureza. Antes, é a linguagem de pessoas comuns em dadas culturas. Ela descreve as coisas de modos não técnicos. É escrita através de olhos comuns, com a linguagem comum da observação de cada dia. É por isto que a Bíblia pode usar frases como “os quatro cantos da terra” sem pretender passar a noção de que aqueles que a escreveram acreditavam que a terra fosse plana (Isaías 11:12; Apocalipse 7:1; 20:8). Ela pode falar do sol ficar parado sem transmitir o conceito que os escritores pensassem que o sol girava em torno da terra (Josué 10:12). Seria bem como as frases de hoje, quando se fala do “levantar do sol” ou do “por do sol”. O tecnicismo científico diz que estas frases são incorretas, mas estamos usando figuras de linguagem para descrever nossas observações a partir da terra. Não estamos fazendo afirmações científicas quando usamos tais frases, nem estamos usando má ciência. Temos que permitir aos escritores da Bíblia a mesma liberdade para usar figuras de linguagem para expressarem-se sob a guia de Deus.

Resumo

Aciência é uma disciplina válida por causa do modo como Deus criou os céus e a terra (Gênesis 1:1). Pensar, contudo, que a ciência é o “ser tudo e terminar tudo” da verdade é depositar demasiada confiança nos métodos e conclusões desenvolvidos e relatados por humanos falíveis. A ciência tem seus limites, e é bom lembrar disto quando se estuda sobre Deus, criação e evolução. A demonstração “científica” de Deus não é impossibilitada pela falta de realidade, mas pelos limites da ciência. Deus não é um ser material que possa ser controlado e experimentado. Ainda assim, estudos científicos são compatíveis com a verdade que “Deus existe”. Nunca se pretendeu que a Bíblia fosse um livro sobre ciência. Está escrita na linguagem comum de sua época, sem o jargão técnico e científico do mundo moderno. Portanto, não se deverá pensar que a Bíblia seja oposta à ciência. Não é a ciência em si que a Bíblia contradiz; antes, são as falsas teorias do povo que contradizem a Bíblia. A Bíblia em si ajusta-se bem com a disciplina científica, porque ela responde pelo que torna o estudo da ciência possível, em primeiro lugar. Podemos confiar na Bíblia.

por: Doy Moyer

A busca por saídas



Deus quer o que é melhor para nós, e por isso ele nos tem dado um regime de lei. O favor gracioso de Deus é encontrado em cada mandamento e cada proibição. Os seus estatutos são “para o nosso perpétuo bem” (Deuteronômio 6:24; 10:13). Devemos andar por fé (2 Coríntios 5:7). “Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento” (Provérbios 3:5).

Em Marcos 10:11-12, Jesus ensina, “Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério contra aquela. E, se ela repudiar seu marido e casar com outro, comete adultério.” Esta é a regra geral do casamento e divórcio. Há uma exceção dada para aquele que se divorcia de um cônjuge infiel (Mateus 19:9; 5:32) “não sendo por causa de relações sexuais ilícitas”. Se não tivesse dado esta exceção, a regra geral sempre se aplicaria. Nunca devemos mudar a exceção para que ela se torne a regra geral. Quando aplicamos os princípios bíblicos, podemos ou lidar com a palavra da verdade corretamente (2 Timóteo 2:15) ou torcer as Escrituras para a nossa própria destruição (2 Pedro 3:16). A cláusula de exceção de Mateus 19:9 nunca foi pretendida como uma saída para alguém que estivesse procurando fugir do seu compromisso.

Pergunta: Uma pessoa que se divorciou de seu cônjuge ou consentiu no divórcio por outros motivos sem ser a fornicação pode se casar novamente, sem pecar, quando o seu cônjuge comete a fornicação depois do fato?

Talvez gostaríamos de responder sim, ou, pelo menos, dar um voto de confiança, em casos onde a pessoa em questão lutou contra o divórcio antibíblico e lutou a cada passo do caminho para manter o casamento unido. Os nossos pêsames podem estar com ele mais ainda se o seu cônjuge pediu um divórcio para se juntar a outra pessoa. Mas tais casos não não estão sob consideração neste artigo. A pessoa em questão aqui, longe de contestar um divórcio antibíblico, ouiniciou-o, ou concordou.

A nossa resposta deve ser não, pelos seguintes motivos:

1. O divórcio em si era errado (Mateus 19:6; 1 Coríntios 7:10-11). O novo casamento soma o pecado e piora ainda mais a situação (Mateus 19:9).

2. Quando uma pessoa se divorcia por outros motivos, a não ser a fornicação, ela põe uma pedra de tropeço no caminho do seu cônjuge e é parcialmente responsável por qualquer adultério futuro que o cônjuge possa cometer (Mateus 5:32). Como poderia ele fingir ser uma vítima inocente e maltratado da vergonha causada somente pelo seu cônjuge, e usar isso como justificação de um novo casamento? (Romanos 3:8; Judas 4; Romanos 6:1-2). Quando o seu pecado resulta na violação da aliança do casamento por outra pessoa, você nega qualquer pretexto para um novo casamento por estar errado. Duas coisas erradas não fazem outra certa!

3. A fornicação, por si só, não é motivo para o novo casamento. Muitas pessoas têm perdoado os cônjuges infiéis e consertaram os seus casamentos. Somente se separar-se por causa de fornicação é permitido que a pessoa prejudicada se case novamente (Mateus 19:9). Quando se separar por outro motivo, ambas as pessoas negam qualquer apelo legítimo a esta única exceção. A regra geral se aplica.

4. De fato, Lucas 16:18, por implicação, culpa ambos os cônjuges originais em relação ao novo casamento na regra geral. Mas “quem repudiar a sua mulher e casar com outra", como também a terceira pessoa "que casa com a mulher repudiada pelo marido", cometem adultério. Pessoas que se divorciam e tentam esperar até o outro cometer adultério não acham aqui nenhuma esperança de um novo casmento aprovado.

5. Quando uma pessoa se separa do seu cônjuge em violação da vontade de Deus, ela tem apenas duas opções (1 Coríntios 7:10-11): (a) permanecer sem se casar, ou (b) reconciliar-se. Casar novamente não é uma opção legítima. Não devemos brincar com as Escrituras Sagradas (Gálatas 6:7-8; Números 32:23).

Não procure uma saída quando não há nenhuma. Esta vida é curta demais, e a eternidade longa demais para agir de uma maneira irresponsável e sem cuidados em relação a palavra de Deus.

por: Mike Wilson

domingo, 3 de abril de 2011

Memórias



Elas surgem e libertam sorrisos
provocam gargalhadas e arrepios,
fazem-nos derramar lágrimas
qual rios a afundar derrotas
e a emergir vitórias.
Às vezes tentamos avivar a memória,
e trazemos á tona recordações
que estão já tão longe,
e tornam-se difíceis de encontrar,
outras tão presentes e já estão tão longe
os anos que as separam de nós,
mas estão vivas no presente,
fazem hoje parte da nossa história.
Memórias repartidas pelas zonas
iluminadas da nossa mente,
qual telas pintadas, pelas mãos do Criador.
Fotos empoeiradas e cartas dispersas,
bilhetes de cinema, bilhetinhos,
cartões que acompanharam bouquês de flores...
Imagens que passam na nossa mente,
dos ternos sorrisos que deixamos para trás,
repletos de alegria, inundados pelo amor
vivido e repartido que inundava e transformava
as nossas vidas.
Tudo tão perfeito, simples e belo,
que hoje irrompe aqui, alinhavando fio a fio
tecido nos teares, linha a linha escrita
nas telas das nossas vidas, neste pensamento
que agora as acolhe trazendo-as para fora das gavetas.
O coração brinda-nos com estas memórias,
que são emoções outrora vividas.
As dolorosas submergimos e quando delas nos lembramos,
logo nos alheamos porque o importante é sorrir
recordar e viver!

Alice Barros

Creative Commons License
Atelier de jesus by Alice Barros is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Portugal License.

Peregrinações repletas de amor!



A emoção é efémera e irracional!
Irracional no sentido de estar totalmente
fora dos nossos hábitos e de nos sujeitar,
á magia com que nos presenteia.

Nós acolhemos uma emoção
e encontramos espaço disponível para ela,
quando nos dispomos a fazê-lo.

A emoção é como um milagre que nos visita
dia a dia, ela é maravilhosa quando surge
do inesperado e nos leva á invenção
e à renovação prodigiosa do presente.

As emoções da infância têm uma vitalidade
com particularidades de tal forma fortes,
que para mim equivalem a vagas de fundo,
que me erguem e me enchem de inquietação
antes de me depositarem nas margens,
de um quotidiano inalterado.

Quando penso que jamais serei visitada
pelas emoções da minha infância,
fico a recordá-las, com imensas saudades.

A emoção tem a particularidade única
de deixar uma marca, de lançar uma semente
dentro de nós, um fermento que vai levedando
e crescendo que poderá renascer e ressurgir
num determinado momento e num contexto
totalmente inesperado.

Esta visita ao museu do meu pensamento,
são como peregrinações repletas de amor,
que me suscitam emoções que vão da serenidade,
à alegria em que me encontro, neste contentamento
que me traz à memória, a unicidade de cada momento vivido.

Estas visitas aproximam-me sempre de Deus,
nunca O vi, mas posso senti-LO e a Sua presença
é tão real e é graças a Ele, que nesta paz me conheço
e sou mais existente.

Quando afirmo que sou mais existente,
refiro-me a ser eu mesma, nesta comunhão
de entrega a entrega, de emoção em emoção
e é aí que reside a qualidade de cada emoção
por mim vivida, e tão profundamente sentida.

A emoção faz-me sempre ir mais longe,
no grande e maravilhoso mistério, que me compôe a vida,
nesta firmeza determinada de ser.

Por muito efémera que seja a emoção,
ela permite-me aproximar-me do Divino, que habita em mim
que me protege, e é quando me perco,
para ouvir a voz do exterior,
que ela me trai.

O papel da emoção é levar-nos um pouco mais perto,
o mais perto possível, do amor universal.


Alice Barros

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Os teus olhos meu amor!



Que olhos são esses,
meu amor!

Que se desprendem
da lua do teu olhar,
que ternura cintilante
a derramar de tão brilhante,
que mar de amor é este a sepultar
todos os meus sorrisos no teu olhar.

Que razão teria meu amor,
se não fossem as tuas mãos
a minha guarida e o teu cuidar
o meu terno e doce despertar.

Que seria meu amor das manhãs
em que me ergo ancorada,
nesse teu cuidado,
liberta da impotência
com que me reverencias a vida.

Ah meu amor!

Esses teus olhos lunares
que se vestem de céu para me abraçar
e me saciam os dias nesta tão singela
e doce forma de me amares,
que não vacila, me entorpece e me inebria
para me dar fôlego e vida a cada respirar teu,
move-se o meu coração e balança
nesta brisa que é o teu amor
que me acaricia, noite e dia.

Obrigado meu amor, por me amares!

Alice Barros

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Neste desabotoar da minha alma!



Repartir a felicidade neste amar.


Quero chamar pelo teu nome,
todas as estrelas para te encher
de luz os olhos, debaixo deste azul
com que me cobres, nesse céu do teu amar.

Quero viver cada dia sem que uma estrela se apague,
do brilho dos meus olhos!

Isso só pode ser alegria e vida a respirar
das profundezas do meu olhar!

Quero cavalgar sobre as estrelas do teu olhar,
com elas mudar o mundo, somente para te ver sorrir
e com o mundo repartir a felicidade neste amar.

Todo o impossível fazer acontecer, dos escombros
vidas fazer emergir, mas quero fazê-lo rápido,
antes que o mundo deixe de amar.

Quero manter-te sempre como meu próximo,,
ficar debaixo desta chuva de estrelas que cai do teu olhar
e cobrir-me com os teus sentidos noite e dia, nesse cuidado!

Quero ser chuva, ser pranto, quero mergulhar no teu sorriso,
por instantes, sentir não só a minha dor, mas a dor do mundo,
neste doar e neste mar de amar.

Quero olhar-te, neste mundo de mentiras e quero-te
como a minha única verdade escrita a ferro e fogo
pelas mãos do Espírito-consolador!

Quero por fim, somente agradecer ao Criador
neste desabotoar da minha alma em cada dia,
nesta constante alegria em que me dispo
e te vestes de mim.


Alice Barros

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Como chuva miúdinha!



Aguente firme na sua caminhada!

A cada dia que passa sinta-se um vencedor/a
quando acreditamos chegamos longe,
vista-se de coragem inale e inspire toda a aragem
que vem do Espírito, não deite fora
tudo aquilo porque passou, nessa fragilidade
que o/a apoquenta, isso é aprendizado...

Viva, segure os seus sonhos, acredite!

Trace cada um dos seus objectivos
muitas surpresas estão prontas,
só precisa de recomeçar e viver
a sua história, plena de Fé,
esperança, perseverança e glória...

Agarre-se à verdade e à justiça
segure-as bem dentro do seu coração!

Se segurarmos juntos/as, as nossas dificuldades
cairão por terra, segure agora
nas minhas mãos-espirituais,
para que os meus e os teus sonhos não pereçam!

Os sonhos olham-nos, com os olhos da eternidade,
e é nesta fusão, de sonhar e enxergar mais além,
que todas as nuvens se dissipam, e o nosso sorriso
ganha vida e cor nesta verdade, coberta de esplendor,
onde se reflete, todo este grande amor-irmão,
filho do Espírito-consolador.


Almas caminham açoitadas pelo vento,
vagueiam ao relento, precisam apenas
aprender a lutar e a empenhar-se
procurando um rumo, um novo caminho,
repleto de luz...

Segure-a faça dela a sua bússula até o fim,
percorra vales, planícies e montanhas,
encontre lá bem no topo, no cume da montanha
bem perto do céu, uma fonte de águas vivas,
que lavam todas as suas lágrimas.

Sinta todo este doar, nestas palavras
assinaladas pelo espírito.
Alguém se importa contigo,
alguém ora por ti...

Quando tristes vaguearmos e o nosso coração
se encontrar na penumbra, que toda a escuridão se dissipe,
para sonharmos além do sol, e que nesta imensidão
encontremos toda a luz, que jorra do coração de Jesus,
para aquecer os nossos corações.

Se nós segurarmos juntos/as as nossas mãos e no coração
abrigarmos as dores do mundo, os meus e os teus sonhos
não morrerão porque Deus lá do alto nos prova,
e pelo amor que de nós jorra nos aprova,
neste derramar de bençãos, que como chuva miúdinha
inunda a minha e a tua vida.

Alice Barros

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Maridos compreensivos!



O homem é cabeça da mulher (1 Coríntios 11:3; Efésios 5:23). Muitos maridos entendem esse fato como uma autorização para ser ditadores, mandando na esposa e fazendo exigências exageradas. Alguns maltratam suas mulheres, não mostrando nenhum respeito nem compreensão para com elas.

Encontramos um exemplo interessante em Gênesis 31:1-18. Enquanto não podemos imitar o exemplo da poligamia de Jacó (Deus disse no Novo Testamento que cada homem pode ter uma única esposa S veja 1 Coríntios 7:2), podemos aprender uma outra coisa boa do exemplo dele. Depois de 20 anos servindo ao seu sogro, ele decidiu voltar para a terra dos pais dele. Ele poderia ter mandado a família (duas esposas, duas concubinas, onze meninos e uma menina) fazer as malas, sem explicação nenhuma. Mas Jacó era compreensivo. Ele chamou as duas esposas e explicou os problemas que haviam surgido entre ele e o pai delas. Mais importante, ele mostrou que essa mudança era segundo a vontade de Deus.

Nós que somos maridos precisamos da mesma sabedoria. Ao invés de tomar decisões importantes sozinho, o marido sábio vai primeiro consultar a vontade do Senhor. Ele vai se preocupar, também, com os sentimentos de sua esposa, explicando os seus motivos. Que Deus nos ajude a ser maridos compreensivos e sábios.

por: Dennis Allan

Quero Ensinar Meus Filhos!



"E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai_os na disciplina e na admoestação do Senhor" (Efésios 6:4).

Segundo as instruções desse versículo, há algumas coisas que quero ensinar para meus filhos.

Œ Quero ensinar meus filhos a mostrar reverência e respeito nas reuniões de louvor da igreja. Quando nos reunimos para adorar, estamos na presença de Deus para louvar a ele. Cornélio entendeu esse fato quando ele disse: "Agora, pois, estamos todos aqui, na presença de Deus, prontos para ouvir tudo o que te foi ordenado da parte do Senhor" (Atos 10:33). Muitas pessoas, sem dúvida, não têm refletido muito sobre esse assunto. Mulheres conversam, umas com as outras, no berçário. Jovens riem e falam durante o culto. Crianças vão ao banheiro, muitas vezes desnecessariamente. Homens e mulheres saudáveis, que podem mostrar todo vigor e interesse em outros eventos (esportivos, escolares ou sociais) chegam desanimados às reuniões, sentam-se no banco desinteressados, e dormem durante a pregação. Certamente essas pessoas não reconhecem que estamos presentes diante de Deus para adorá-lo. Quero ensinar meus filhos a reverenciar a Deus; que devem se sentar e ficar quietos durante o período de louvor; que devem baixar suas cabeças durante as orações; que devem participar dos cânticos; que não devem bagunçar, fazer barulho ou distrair outros durante o louvor.

 Quero ensinar meus filhos a buscar em primeiro lugar o reino de Deus. Jesus disse: "Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas (necessidades materiais--BH) vos serão acrescentadas" (Mateus 6:33). Quero que meus filhos entendam que o amadurecimento deles como cristãos fiéis é mais importante para mim do que qualquer outra coisa que possam fazer. Se eles forem craques em esportes, se tirarem as melhores notas na escola, se receberem diplomas de pós-graduação, se ganharem disputas de beleza, se viverem em luxúria todos os dias, mas não forem cristãos fiéis e conseqüentemente forem para o inferno após a morte, eu terei fracassado como pai.

Se meu filho quiser participar de esportes organizados, teremos que falar com o treinador antes de assumir qualquer compromisso, para explicar ao treinador que em qualquer conflito entre as atividades espirituais e as atividades esportivas, as atividades espirituais do meu filho têm que ser priorizadas. Depois, temos que ficar firmes nesse entendimento, apesar da pressão para ceder. O mesmo princípio tem que ser aplicado em atividades escolares e atividades sociais. Mais ainda, eu espero conduzir meus filhos a tomar tais decisões sozinhos. Muitos jovens se escondem atrás dos pais com uma resposta fácil: "A minha mãe não deixa...", ao invés de ficarem firmes nas suas próprias convicções, defendendo ousadamente o Senhor. Meu alvo não é de forçar os filhos a buscar o reino em primeiro lugar, mas o de convencê-los a querer buscar o reino em primeiro lugar para que possam agradar a Deus.

Ž Quero ensinar meus filhos a respeitar autoridade: autoridade dos pais (Efésios 6:1), autoridade do governo (Mateus 22:21) e, acima de tudo, autoridade divina (Atos 5:29). Sentimos pena da criança que não é ensinada a respeitar autoridade quando ainda está pequena. Ela se torna problema na aulinha bíblica, na escola e na comunidade. Mais tarde, ela se torna problema no serviço; arruma problemas com a polícia; e, finalmente, fica perdida eternamente, porque não respeitava a autoridade de Deus.

Há muitas outras coisas que eu quero ensinar aos meus filhos. O espaço limitado não permite a discussão de força de caráter, honestidade, justiça, comportamento bem-educado, etc. Quero ensinar todas essas coisas, também, aos meus filhos.

Que ninguém pense que este artigo é para me gabar das coisas que eu vou fazer; é uma declaração de alvos. Ninguém é mais ciente do que eu da possibilidade de fracassar. Mas eu e a minha esposa oramos freqüentemente, pedindo a ajuda de Deus para que possamos criar bem os nossos filhos. Pedimos que ele não deixe que nossos erros levem a conseqüências graves. No entanto, tentamos dar um bom exemplo aos nossos filhos; lhes ensinamos pela palavra falada, sempre procurando seguir as instruções que Deus deu a Israel: "Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar_te, e ao levantar_te" (Deuteronômio 6:6-7). Procuramos sempre fazer isso. E se, um dia, tivermos a felicidade de ver nossos filhos crescidos e fiéis ao Senhor, saberemos que será pela graça de Deus, e daremos glória a ele.

por: Bill Hall

sábado, 2 de abril de 2011

A bênção de um compromisso absoluto



Há dois relacionamentos em vida nos quais Deus exige compromisso absoluto: o relacionamento do cristão com Cristo e o relacionamento da pessoa casada com seu companheiro. Uma pessoa pode trocar sua cidadania por outra, pode mudar de emprego ou de casa ou de congregação. Mas, os compromissos com Cristo e com o companheiro de casamento são para a vida toda. Abandono de qualquer dos dois traz o desprezo de Deus.

Quando uma pessoa se torna cristã, ela promete sua lealdade a Cristo como seu Senhor e Rei. Perseguições podem vir, ou desânimo, ou tentações ou problemas na igreja, mas ela promete ser fiel, fiel até a morte. Semelhantemente, quando alguém se casa, ele promete à companheira seu amor e fidelidade enquanto os dois viverem. Problemas podem surgir, ou doença, ou dificuldades financeiras, ou pressão dos membros da família, ou mal-entendidos, mas ele promete ser fiel. Ele não a deixará. Ele nem pensa em divórcio. Ele tem um compromisso com ela—ele pertence a ela e ela a ele—e o compromisso é absoluto.

A vontade de Deus em relação à permanência do casamento é claramente revelada. No casamento, um homem deixa seu pai e sua mãe e se une à sua esposa (Gênesis 2:24). São ligados (Romanos 7:2-3). São ajuntados por Deus e não devem ser separados (Mateus 19:6). Eles se tornam uma só carne (Mateus 19:6). Não conseguimos imaginar termos mais fortes para descrever a permanência do relacionamento. Não é de admirar que Malaquias disse que Deus odeia o divórcio (Malaquias 2:16).

A maior alegria que o homem pode realizar na terra se encontra nesses dois relacionamentos de compromisso absoluto. A alegria não é encontrada no meio-compromisso. Um homem que está sempre considerando outros empregos, nunca se comprometendo com seu atual emprego, é um homem instável, dividido entre duas opções. É assim com a pessoa que tenta servir ao Senhor com meio-compromisso. Ele anda entediado e desinteressado, com apenas a religião suficiente para ficar infeliz. Ele procura segurar o mundo com uma mão e o Senhor com a outra, e não acha a felicidade em nenhum dos dois. Por outro lado, precisamos olhar para os apóstolos e os primeiros discípulos para ver que o compromisso absoluto, o tipo de compromisso que aceita perseguição e faz sacrifício, é um elemento básico da felicidade no Senhor (Atos 2:41-47; 5:40-42; 16:25).

É assim com o casamento. Deus sabia que a alegria no casamento seria encontrada somente no compromisso absoluto. Portanto, ele ordenou pelo apóstolo Paulo: "...cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido" (1 Coríntios 7:2). Essa declaração pode perturbar aqueles que, no passado, ignoraram o ensinamento dele (as conseqüências do pecado sempre são terríveis SGálatas 6:7-8), mas ela é para o benefício do homem, e vem de Deus, o qual manda para o nosso bem (Deuteronômio 10:13).

Œ Compromisso absoluto cria confiança no casamento. O marido não precisa se preocupar com a fidelidade de sua esposa, nem a esposa precisa se preocupar com a lealdade do marido, pois seu compromisso um com o outro é aberto e óbvio. Devido ao seu compromisso aberto, tentação à infidelidade quase não existe. Por outro lado, aqueles que têm meio-compromisso serão freqüentemente tentados, pois tentação é inerente ao compromisso parcial.

 Compromisso absoluto cria segurança no casamento. Segurança vem de confiança e permanência. Quando uma pessoa duvida se seu relacionamento com uma outra pessoa é forte e permanente, ela se sente insegura.

Ž Compromisso absoluto cria estabilidade no casamento. Já passaram os dias perturbados, instáveis e inseguros do namoro. Agora vem um relacionamento seguro e duradouro com um único parceiro.

 Compromisso absoluto constrói um alicerce sólido como a base do casamento. Sem esse alicerce, nenhuma família de qualidade será construída.

Gus Nichols escreveu uma vez que ele e sua esposa assistiram, no domingo anterior, às aulas bíblicas e dois cultos na congregação. Ele comentou que eles não tomaram a decisão naquele domingo, mas que a tomaram 40 anos antes, quando se tornaram cristãos. Ele disse que, quando apareceram em todas as reuniões da igreja, estavam meramente cumprindo o compromisso que haviam assumido 40 anos antes. Semelhantemente, eu coloquei a minha cabeça no travesseiro ontem à noite ao lado da minha esposa, e acordei hoje ao lado dela. Se Deus quiser, farei a mesma coisa hoje à noite e continuarei fazendo a mesma coisa enquanto nós dois vivermos. Não é que tomamos essa decisão agora, pois tomamos essa decisão há 25 anos. Meramente continuamos cumprindo o compromisso que fizemos muitos anos atrás.

"Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros" (Hebreus 13:4).

Bill Hall

Deixando Deus ser Deus




“Sabei que o Senhor é Deus; foi ele quem nos fez, e dele somos; somos o seu povo e rebanho do seu pastoreio” (Salmo 100:3).

Se a nossa busca por Deus não for reverente, será mal-sucedida. Temos de reconhecer a soberania de Deus sobre nós, vendo-o não somente como o Criador, mas também como o nosso sustentador e reitor. É a nossa tentativa de nos regermos por nós mesmos que nos tem encrencado, e antes que o reino de Deus possa “chegar”, o nosso precisa “sair”. Temos de humilde, confiante e contentemente deixar Deus ser Deus.

Humildade. Em um mundo obcecado por si, o louvor a Deus torna-se, muitas vezes, pouco mais que o louvor aos nossos desejos. Demandamos que Deus seja aquilo que almejamos e que ele resolva os nossos problemas da maneira que prescrevemos. Mas Deus não existe para nossos propósitos pragmáticos, e o aviso de Oswald Chambers é sábio: “Cuidado com a tendência de ditar a Deus as conseqüências que você permitiria como condição de sua obediência a ele”.

Confiança. Aqueles que se sentam no trono de Deus e tentam controlar o que acontece no mundo logo reconhecem que o trabalho é, para um ser humano, tão estressante quanto impossível. Como nos liberta ficar calmos e deixar que Deus cuide do funcionamento do universo! A pessoa que o busca de forma reverente descansa na confiança que se pode contar com Deus para supervisionar o mundo sem o nosso conselho e fazer acontecer seus propósitos sem o nosso auxílio.

Contentamento. Deus deve ser o nosso centro, a fonte completa de nossa adequação, a única coisa que verdadeiramente precisamos. Quando chegarmos a entender a sua suficiência, e quando confiarmos nele sem reservas para suprir as nossas necessidades pela segurança e significância, poderemos experimentar uma paz que de outra forma seria inatingível. Dag Hammarskjold expressou a essência da paz nestas palavras: “Diante de ti em humildade, contigo na fé, em ti na paz”.

Buscar a Deus – na verdade e não com orgulho e auto-suficiência – é buscá-lo em reverência. É direito de Deus, não nosso, de estabelecer os termos de nossa relação com ele, e essa comunhão não será o que ansiamos até que deixemos Deus ser Deus. “Foi ele quem nos fez, e dele somos; somos o seu povo e rebanho do seu pastoreio.”

O grande ato de fé é um homem decidir que ele não é Deus.
(Oliver Wendell Holmes)

por: Gary Henry

Deixando as pessoas serem pessoas



“Neste Deus ponho a minha confiança e nada temerei. Que me pode fazer o homem?” (Salmo 56:11).

Quanto mais confiamos na proteção de Deus, melhor podemos lidar com a imperfeição humana. Não há outra maneira saudável de sobreviver em um mundo torto. Nada além do amor divino pode nos preparar para amar os outros como devemos, pois é a nossa segurança no amor perfeito de Deus que torna seguro amar aqueles que não são perfeitos. Sem o Deus que as ordenou, as leis do amor seriam difíceis e perigosas, sem dúvida.

Quando a nossa maior confiança está em Deus, não somos tão vulneráveis em relação às decepções que surgem ao lidarmos com outras pessoas. Podemos ser autenticamente pacientes e longânimos. Ainda ficamos profundamente magoados quando as pessoas nos decepcionam, e, certamente, não é correto fingir outra coisa. Porém, em nossa mágoa, podemos ver essa realidade de uma perspectiva muito maior. Quando nossos “tesouros” terrestres são ameaçados, não reagimos da mesma maneira que reagiríamos se os mesmos fossem os nossos únicos tesouros.

Até o ponto em que confiamos no poder de Deus para cumprir seus propósitos à sua própria maneira, não seremos levados pelo impulso de “controlar” o que acontece ao nosso redor e de evitar que certas coisas aconteçam.“Com o fortalecer de sua fé você descobrirá que não há mais a necessidade de se ter uma sensação de controle, que as coisas fluirão do jeito que devem fluir, que você fluirá com elas para sua grande alegria e benefício” (Emanuel).

Quando confiarmos o cumprimento de nossas necessidades mais profundas a Deus, não olharemos para outros seres humanos fazendo com que nos forneçam mais do que são capazes de fornecer. Nossas expectativas para com as outras pessoas serão mais realistas quando vimos Deus como a única fonte daquilo que mais precisamos. Seguros em seu amor, não colocaremos em mais ninguém a carga impossível de nos amar perfeitamente.

Deve-se dizer, no entanto, que a confiança na perfeição de Deus nos liberta para vermos as nossas próprias limitações por um ângulo melhor. O orgulho é, afinal, algo muito cansativo e improdutivo, e o reconhecimento humilde de que não somos Deus não nos confina, dá-nos poder. Faremos um trabalho melhor, tornando-nos verdadeiros seres humanos, quando paramos de tentar fazer o trabalho de Deus e nos concentramos nas tarefas que verdadeiramente nos cabem.

A fé permite que as pessoas sejam pessoas porque permite que Deus seja Deus.
(Carter Lindberg)

por: Gary Henry

Como podemos fazer tudo em nome do Senhor Jesus?



Em Colossenses 3:17, Paulo diz: "E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai." Esse versículo ensina um princípio importantíssimo: devemos sempre agir de acordo com a autorização de Jesus.

Mas, muitas pessoas usam o nome de Jesus livremente, como se fosse uma palavra mágica. Pensam elas que a simples invocação do nome de Cristo garante os resultados que querem. Gritam o nome de Jesus para expulsar demônios, enquanto ensinam doutrinas que negam a palavra dele. Colocam o nome de Jesus em suas "grandes obras", eventos sociais e festas musicais, mas não praticam as coisas que ele ensina. Não honramos o Senhor usando seu nome para descrever coisas que ele nunca autorizou. Exemplos bíblicos mostram que tal abuso do nome do Senhor não é a vontade de Deus.

Os sete filhos de Ceva aprenderam essa lição de um modo dramático (Atos 19:13-17). Outras pessoas, até hoje, continuam usando o nome de Jesus de maneira errada e serão surpreendidas no juízo final.

"Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicita-mente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade" (Mateus 7:21-23).

Uma ilustração do dia-a-dia nos ajuda a entender um outro abuso do nome de Jesus. Imagine que alguém vai ao banco para sacar dinheiro da minha conta. "Em nome do Dennis, eu peço esse dinheiro", ele fala. O funcionário do banco pedirá autorização, por escrito, com a minha assinatura (cheque assinado, ou talvez uma carta em três vias autenticadas no cartório). "Ele não mandou nada disso," a pessoa continua, "mas eu sei que o Dennis vai ficar contente com este saque." Espere aí! O funcionário vai recusar o pedido, porque não tem prova que esta pessoa está agindo em meu nome. Ainda bem!

Mas muitas igrejas estão usando o nome de Jesus para descrever atividades e obras que ele nunca autorizou. Nós, como servos do Senhor, temos todo motivo para perguntar: "Onde está a autorização de Jesus para fazer tal coisa?" Muitos respondem: "Ele não a mandou, mas eu sei que Jesus vai ficar contente com esta obra." Espere aí! Devemos rejeitar a atividade. Vem do homem, não do Senhor.

Mostramos amor e respeito pelo Senhor quando respeitamos a palavra dele (1 Coríntios 4:6; 2 João 9).

por: Dennis Allan

Construa compromisso total com Cristo, não com os homens



Dois apêndices ao livro de Juízes (capítulos 17-21) ilustram a treva moral e espiritual do período. A iniqüidade desses tempos está repetidamente relacionada com a falta de um rei em Israel (17:6; 18:1; 19:1; 21:25). Esta parte do livro começa e termina com a mesma explicação: "Naqueles dias, não havia rei em Israel; cada qual fazia o que achava mais reto" (17:6; 21:25).

Mas, por que era necessário um rei? Não havia Deus tomado providências para capacitar os israelitas tanto a conhecer como fazer sua vontade? Claro que sim. Ele tinha dado a lei e estabelecido um sacerdócio para ensinar, e festas de comemoração para relembrar o povo. Mas o problema era que Israel não era um povo espiritual. Era uma nação física muito parecida com a nossa própria: um povo que, com poucas exceções, não tinha desejo de aprender e fazer a vontade de Deus. A ordem só poderia ser mantida com um forte regente no trono, impondo a lei com mão firme.

Josias foi o último rei forte em Judá. Ele era um homem temente a Deus que dirigiu um grande movimento de reforma em Judá, esforçando-se por trazer a nação de volta a Deus. Ele insistiu que o povo cumprisse a lei. Ele ordenou ao povo que guardasse a Páscoa. Ele destruiu os altares idólatras e, enfim, fez um grande esforço para livrar o país da idolatria e das abominações associadas a ela. O relato em 2 Reis 22-23 pode levar-nos a pensar que Judá tinha sido totalmente limpo da apostasia. Surpreende-nos descobrir que, não obstante, a ira de Jeová ainda estava dirigida contra a nação, por causa das abominações trazidas por Manassés (23:26-27; veja 24:3-4).

Jeremias dá a explicação. Sua avaliação da reforma de Josias é resumida numa simples sentença: "Não voltou de todo o coração para mim a sua falsa irmã Judá, mas fingidamente, diz o SENHOR" (Jeremias 3:10). Jeremias percebeu que, na maior parte, Judá não estava realmente convertido. A idolatria e a descrença ainda estavam nos corações do povo. O abandono de Jeová tinha sido apenas exteriormente restringido pelo poder do trono. Como Isaías havia escrito sobre um tempo anterior, o "temor" exterior de Jeová era somente "em mandamentos de homens, que maquinalmente aprendeu" (Isaías 29:13). O povo não amava Deus. Tão logo um mau rei chegasse ao trono, a idolatria que enchia os corações irromperia e o julgamento viria nas mãos dos babilônios. A pregação de Jeremias foi um esforço para mudar os corações do povo. Mas ele não era capaz de impedir a maré.

A nova aliança predita em Jeremias 31:31-34 não seria uma aliança nacional, mas uma feita com indivíduos espirituais (veja 31:29-30 e Ezequiel 18) de cada nação, cujos corações tinham sido ganhos para Jeová, um povo penitente passando por uma experiência de conversão tão drástica que seria chamada um novo nascimento e ele seria uma nova criação (2 Coríntios 5:17; Gálatas 6:15). O Espírito do próprio Jeová habitaria nos seus corações (Ezequiel 36:26-27) por intermédio da lei que Jeová escreveria sobre seus corações (Jeremias 31:33). Jeová realizaria tal efeito, não por alguma experiência irracional, "melhor sentida do que falada"; mas, as pessoas eram "ensinadas por Deus" (João 6:44-46), o mesmo método que Jesus estava usando quando ele explicava isso. Assim, a lei não seria simplesmente gravada em pedras; estaria nos corações do povo que amava Deus e obedecia a lei pela reverência e devoção real que está em seus corações.

Cometemos um grave erro quando abandonamos os métodos de Jeremias por aqueles de Josias. O que Deus quer cumprido pelo povo não pode ser cumprido através de táticas de coerção ou pressão, isto é, pressões duras a cumprir cotas; embaraço; operações policiais utilizando-se de informações secretas para manter o povo na linha; "parceiros de oração" que se tornam mais parecidos com cães de guarda para impor a conformidade; qualquer coisa que ponha o livre arbítrio fora de serviço. O trabalho de Deus somente pode ser feito através do ensinamento, persuasão, e mudança dos corações do povo. Nós, que nos dedicamos ao trabalho do evangelho, precisamos ler as cartas de Paulo sobre o ministério do evangelho (especialmente 2 Coríntios) até que seus métodos se tornem inteiramente nossos. Ele tinha renunciado qualquer vestígio dos métodos de manipulação dos falsos mestres e adotado o único método pelo qual o trabalho de Deus poderia ser feito: "...nos recomendando à consciência de todo homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade" (2 Coríntios 4:2). Quando ele ensinou os coríntios sobre o dar, ele não falou "na forma de mandamento" --pois o que Deus queria realizar não poderia ser feito desse modo-- mas usou de um exemplo persuasivo para trazer os coríntios a uma demonstração do amor deles (2 Coríntios 8:8). Ele tinha confiança em que podia lidar com eles desse modo, pois tinham aprendido a dar ao pé da cruz (2 Coríntios 8:9).

E, assim, quando hoje nossos irmãos não quiserem dar ou, de outro modo, responder, não temos que tentar imaginar um modo de forçá-los a obedecer. Devemos sentá-los ao pé da cruz e deixar o sacrifício de nosso Salvador fundir os corações duros.

por: L. A. Mott, Jr.

Lições de José na casa de Potifar



Prover-nos de bons exemplos é uma abordagem pela qual o Senhor decidiu instilar em nós um sentido de sermos bons modelos. Exemplos são efetivos para inspirar-nos a fazer uma mudança. Por exemplo, se um amigo acabou de perder cem reais, pode-se raciocinar: "Se ele pôde perder cem reais, certamente poderei perder meus cinqüenta." Exemplos bíblicos não estão registrados meramente para serem leitura interessante; eles foram escritos para nosso aprendizado (1 Coríntios 10:11). A história de José na casa de Potifar registrada em Gênesis 39:1-12 provê algumas lições interessantes.

No versículo 2, o texto afirma: "O Senhor era com José que veio a ser homem próspero..." Ainda que isto se refira a tornar-se materialmente próspero, José era também, certamente, bem sucedido espiritualmente. Uma das lições que pode ser aprendida conforme a história se desenvolve é que até mesmo uma pessoa espiritualmente bem sucedida não está isenta da tentação. Paulo adverte: "Aquele, pois, que pensa estar em pé, veja que não caia" (1 Coríntios 10:12). Precisamos estar sempre em guarda contra as manobras de Satanás.

"O Senhor abençoou a casa do egípcio por amor de José" (versículo 5). Uma segunda lição a ser aprendida é que até mesmo aqueles que estão fora do Senhor podem ser abençoados simplesmente por terem algum contato com aquele que está no Senhor. O trabalhador eficiente e bem apessoado pode ser instrumento útil para levar muitos a Cristo. A esposa crente que é casada com um descrente pode ter uma profunda influência para sempre sobre seu esposo (1 Pedro 3:1-2). Os cristãos orarão freqüentemente por não cristãos, até mesmo por inimigos. A influência de quem está no Senhor transcende o círculo somente de cristãos.

José era "formoso de porte e de aparência" (versículo 6). Uma terceira lição é que traços que o mundo estima podem tornar-se pedras de tropeço para aqueles que os possuem. Por exemplo, um jovem e bem apessoado zagueiro que está convencido de que é uma dádiva de Deus à humanidade, ou a moça bonita que se considera superior a outros tem uma visão confusa de prioridades. É óbvio, pelo texto, que José não permitiu que sua boa aparência fizesse-o tropeçar. Se você é uma pessoa que foi abençoada com uma aparência atraente, dê graças a Deus por ela mas não tropece por causa dela. Permaneça sempre humilde como nosso Senhor foi humilde.

José perguntou, piedosamente, "...como, pois, cometeria eu tamanha maldade, e pecaria contra Deus?" (versículo 9). Um desserviço a um companheiro é, antes de tudo, um desserviço a Deus. Quando Natã expôs o pecado de Davi com Bate-Seba, a resposta do rei foi: "Pequei contra o Senhor" (2 Samuel 12:13). Mais tarde, quando Davi estava recordando seu terrível feito, ele falou para Deus: "Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mal perante os teus olhos" (Salmo 51:4). O pecado de Davi não afetou outros? Certamente que sim, de vários modos, mas ele afirmou que, com maior importância, ele tinha pecado contra seu Deus. Quando o filho pródigo recobrou finalmente seus sentidos, ele fez um voto "Levantar-me-ei e irei ter com meu pai e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti" (Lucas 15:18). Observe a ordem na qual "céu" e "diante de ti" aparecem. Que importante lição a ser recordada! Quando pecamos contra nosso companheiro, primeiro fazemos um desserviço a Deus.

Há, ainda, outra lição a ser colhida. O registro inspirado informa ao leitor que a esposa de Potifar instigou José não uma só vez, mas antes "todos os dias" (versículo 10). Isto significa que ela tentou seduzi-lo tanto quando ele estava fraco como quando ele estava forte. Algumas das mais fortes tentações da vida são aquelas que ocorrem "todos os dias". Para quem está fazendo dieta, não é tanto uma única refeição farta que o "arruína," como são as tentações de todos os dias para apenas mais um bocado. Não admira que a organização dos Alcoólicos Anônimos lute para convencer os alcoólatras em recuperação a que vivam um dia de cada vez; se eles podem passar um dia sem uma bebida, isso é um grande sucesso!

Finalmente, a resposta de José à tentação de sua tentadora de impor-se a ele é impressionante. Uma palavra descreve a resposta: "fugiu" (versículo 12). José tinha uma escolha: ele poderia ficar e tentar justificar-se (pois afinal eram os atos dela e ele não tinha escolha) ou poderia fugir. Tem-se que desejar aceitar as conseqüências de seus próprios atos. Nunca se pode dizer "Ele (ou ela) me obrigou a fazer isto". Ele pode ter contribuído com a tentação mas ele não o forçou a fazer nada. Alguns anos atrás, um homem, na praia de Newport, na Califórnia, ignorou os sinais que diziam "Perigo! Não mergulhe, água rasa". Quando ele sofreu sérios danos na coluna vertebral, depois de mergulhar na água, ele tentou processar a prefeitura por danos! Precisamos estar dispostos a aceitar as conseqüências de nossos próprios atos.

Estas são algumas lições que podem ser aprendidas da história de José na casa de Potifar. Parece, contudo, que a lição mais importante a ser aprendida é a pureza moral. Honre, glorie e louve a Deus por nos dar este exemplo de pureza moral para homens de todas as gerações.

Por: Larry Houchen

Palavras bem-vindas



"Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo" (Provérbios 25:11). Palavras são veículos que carregam pensamentos. A palavra apropriada precisa ser escolhida para que o pensamento seja levado com exatidão, e a maneira pela qual a palavra é dita ajuda o veículo a transportar sua carga sem perda.

Palavras apropriadas

Por favor, dê um tempo para considerar os seguintes pontos relativos às palavras ditas a seu tempo.

Conselho oportuno. Sugestões e recomendações são, às vezes, excelentes; mas se o momento não é oportuno, o conselho não atinge o alvo. Há uma arte de se dizer a coisa certa na hora certa. Uma palavra de conselho que é oportuna é dita adequadamente.

Pensada cuidadosamente. No uso das palavras, a qualidade é mais importante do que a quantidade. As palavras que saem da boca do conversador superficial são raramente ditas adequadamente. Pensa muito pouco aquele que fala demais. A pessoa que deseja que suas observações sejam adequadas e dignas de serem ouvidas precisa aprender a pensar com cuidado antes de falar.

Apreciada. Uma palavra dita apropriadamente é estimada ou valorizada pelo ouvinte. Para ser apreciada, uma palavra precisa ser compreendida. Alguns pregadores erram o alvo ao usar palavras que seus ouvintes não entendem. Palavras difíceis obscurecem; linguagem simples derrama luz.

Adaptadas à ocasião. Há momentos em que a palavra mais adequada está na forma de elogio ou encorajamento. Assim como a gasolina bem aditivada, o encorajamento ajuda a eliminar as trepidações. A palavra apropriada em outra ocasião pode ser uma expressão de simpatia. O indivíduo que é desanimado ou desencorajado pode ser auxiliado por uma observação que mostre compreensão e compaixão. Ou, numa oportunidade diferente, a palavra apropriada pode ter a forma de censura. Feliz é a pessoa que gradua suas palavras para que elas se adaptem às circunstâncias.

Habilmente expostas. A verdadeira arte da conversação não é só dizer a coisa certa no lugar certo, mas evitar ou esclarecer as coisas mal-entendidas. Algumas pessoas usam muito pouca discrição em suas observações. Como é dita uma coisa pode determinar seus resultados tão bem como o conteúdo em si da mensagem. Paulo escreveu sobre falar "a verdade em amor" (Efésios 4:15); isso se relaciona tanto com a maneira de dizer como com o que é dito. Se você deseja que suas palavras sejam ditas a seu tempo, aprenda a ter tato na conversação.

Maçãs de ouro

A palavra dita apropriadamente é como "maçãs de ouro em salvas de prata". "Maçãs de ouro" provavelmente significa fruta dourada, como laranja ou damasco (Kufeldt). Não temos certeza que o fruto que chamamos "maçã" crescesse na Palestina nos tempos bíblicos. Há quem pense que maçãs nas Escrituras fossem cidras ou marmelos, ou talvez o damasco. Delitzsch interpreta maçãs de ouro como o nome poético para as laranjas. Qualquer que seja o fruto específico, a comparação é bastante fácil de entender e o ponto do provérbio é claro.

Salvas de prata

Há quem pense que seja referência a uma pitoresca cesta de prata trabalhada, cheia de frutos amarelos dourados. "O contraste do fruto de ouro na finamente trabalhada cesta de prata, que pode, em conjunto, ser chamada obra de pintura, tem um delicado e agradável efeito sobre a vista, assim como o fruto contido tem sobre o paladar numa recepção, num dia de mormaço. Assim, a palavra dita judiciosa e oportunamente está tanto em seu lugar como as maçãs de ouro nas cestas de prata" (A. Clarke).

Dois pontos ressaltam na comparação. Uma palavra dita apropriadamente é como fruto dourado servido em bandejas de prata porque tal coisa é ì bela, e í refrescante.

"Palavras apropriadas, bem vindas, são tão belas como um fruto dourado sobre um fundo de prata. Tais palavras, como uma pintura bem executada, são tão encantadoras como uma elegante moldura feita para a pintura" (Delitzsche).

E como é refrescante a aparência do fruto dourado numa cesta de prata! Muitas vezes uma fruteira contendo frutas frescas é colocada sobre uma mesa para acrescentar uma atmosfera sadia à área do jantar. Palavras sadias, apropriadas, são como refrescos. Freqüentemente as palavras que ouvimos são inadequadas, mal escolhidas, e soam muito mal. Uma palavra que se ajusta às circunstâncias e conduz um pensamento apropriado é revigorante. Acolhemos com prazer aquelas palavras que são ditas a seu tempo.

por: Irvin Himmel

Como matar um gigante



A batalha de Davi e Golias é uma das histórias mais bem-conhecidas em toda a Bíblia. Um campeão, Golias, saía do campo dos filisteus todos os dias durantes mais ou menos quarenta dias, desafiando o exército israelita para mandarem um competidor digno. Este gigante filisteu tinha mais ou menos três metros e usava pelo menos 55 kilos de armadura. Confiante na superioridade de seu equipamento e da sua força natural ele propõe uma competição em que o ganhador ficaria com tudo. Ninguém aceitava a proposta!
O jovem Davi foi enviado por seu pai para levar grãos tostados, pães e queijo para os seus irmãos e o seu comandante na frente da batalha. Foi neste campo que a vida de Davi tomou um rumo diferente, e nunca seria a mesma. O resultado final, porém, não aconteceu por acidente. Davi fez quatro coisas que, para sempre, instruirão os jovens e os jovens de coração.
Œ Ele se aproveitou da sua oportunidade. Conhecemos Davi como um pastor, um músico, um salmista, um lutador e um rei. Mas a porta para uma carreira bem-sucedida como homem de Deus apareceu para ele no vale de Elá. Ao observar de primeira-mão a intimidação e guerra psicológica de Golias, Davi perguntou, “... aos homens que estavam consigo, dizendo: Que farão àquele homem que ferir a este filisteu e tirar a afronta de sobre Israel? Quem é, pois, esse incircunciso filisteu, para afrontar os exércitos do Deus vivo?” (1 Samuel 17:26). Ninguém jamais consegue qualquer coisa de importância se não aproveitar de suas oportunidades. A covardia das forças armadas israelitas, incluindo o Rei Saul, era uma porta aberta para Davi. O mesmo menino pastor que havia matado um leão e um urso diria ao rei “este incircunciso filisteu será como um deles...” (17:36).
 Ele não permitiu que a sua juventude o detesse. O irmão mais velho de Davi, Eliabe, falou com desdém: “Por que desceste aqui? E a quem deixaste aquelas poucas ovelhas no deserto? Bem conheço a tua presunção e a tua maldade; desceste apenas para ver a peleja” (17:28). Outros que minimizavam poderiam ter dito: “Ah, ele é jovem e inexperiente. É apenas a exuberância da juventude.” Mesmo hoje, os jovens na igreja naturalmente procurarão as pessoas mais velhas em posições de influência, mas isso não quer dizer que eles não tenham nada a oferecer. Um jovem piedoso pode fazer uma diferença!
Ž Ele viu a vitória antes de lutar a batalha. Não se pode perceber algum traço de medo na voz de Davi neste episódio todo. Pelo contrário, a sua coragem espalha. Ele informou ao rei: “Não desfaleça o coração de ninguém por causa dele; teu servo irá e pelejará contra o filisteu” (17:32). Quando, enfim, aconteceu a batalha, Golias deu um ataque verbal: “Sou eu algum cão, para vires a mim com paus?” (17:43). Da mesma maneira que falar feio é uma parte feia dos esportes modernos, era uma parte da etiqueta das batalhas antigas. Tem-se a impressão, mesmo assim, que Golias estava genuinamente ofendido com o jovem bonito, não ameaçador, que estava diante dele. É o melhor que os israelitas podem oferecer? Pelo contrário, Davi ficou firme e envolveu o gigante verbalmente, mas não se orgulhou da mortal certeza da funda dele. “Tu vens contra mim com espada, e com lança, e com escudo; eu, porém, vou contra ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado...porque do Senhor é a guerra, e ele vos entregará nas nossas mãos” (17:45,47).
 Ele foi movido por um propósito maior. Davi fala ao seu oponente que a vitória iminente tinha um objetivo maior: "e toda a terra saberá que há Deus em Israel” (17:46). O jovem Davi foi movido pela vingança do nome de Deus em um mundo ignorante. Você fica triste em pensar em quantos dos seus amigos e vizinhos não conhecem a Deus? Se isso te chateia, o que você fará? Davi não aceitaria sentar ao lado enquanto um filisteu incircunciso desafiou os exércitos do Deus vivo! Enquanto a verdade de Deus leva uma pessoa a indignação justa e confiança absoluta, como também preocupação pelas almas perdidas de outras pessoas, ela não poderá mais tremer em timidez. Ao invés disso, ela se levantará e agirá. Como Isaías, ela dirá “Aqui estou, envia-me”. Como termina esta história? “Assim, prevaleceu Davi contra o filisteu, com uma funda e com uma pedra, e o feriu, e o matou” (17:50). O resto, como dizem, é história.

por: Mike Wilson

Do trabalho penoso à glória ilimitada



"Verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do Senhor prosperará nas suas mãos. Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma, e ficará satisfeito" (Isaías 53:10-11). Os versículos finais de Isaías 53 levam a história do Servo sofredor a uma conclusão tão surpreendente como seu começo. O profeta tinha-nos dito como terminaria até mesmo quando ele começou sua profecia (52:13), mas, na realidade, toda essa rejeição e sofrimento humilhante atingindo o clímax com a morte vergonhosa, pode tornar incrível um final feliz. Mas aí está.

Até agora o Servo do Senhor tem sido passivo, submisso, sem resistência. Mas do silêncio de seu sepulcro explode uma enorme energia. Não a despeito, mas por causa de seu sofrimento, o Servo do Senhor começa poderosamente a elaborar seu destino apontado. "Por isso eu lhe darei muitos como a sua parte, e com os poderosos repartirá ele... porquanto derramou a sua alma na morte..." (53:12). O eterno propósito do grande Deus era para ser elaborado nas próprias mãos que tinham sido danificadas por nossos pecados. O triunfo do Servo foi, por sua magnitude, eclipsar sua humilhação. O manuscrito de Isaías dos Pergaminhos do Mar Morto diz em 53:11: "Do trabalho penoso da alma para a glória sem limites, do sofrimento para a plenitude de graça!"

Sobre o que não cabe em questão aqui é que Isaías está entre aquelas vozes do Velho Testamento que falaram muito de antemão da ressurreição do Messias dentre os mortos (Lucas 24:44-46). Davi certamente falou dela (Salmo 16:8-11; Atos 2:25-31; 13:35-37), mas não mais poderosamente do que o grande profeta messiânico de Judá. Não admira, então, que Jesus lidasse tão severamente com a teimosa descrença dos saduceus na própria idéia de uma ressurreição (Mateus 22:23-32). Ou que ele censurasse os dois discípulos confusos na estrada de Emaús porque eles não tinham entendido, por aqueles mesmos profetas, os eventos que tinham aniquilado seus espíritos, que a glória para o ungido do Senhor precisava vir pelo caminho do sofrimento e da morte (Lucas 24:25-27).

Mas faríamos bem em não lidar com esses discípulos desalentados tão hipocritamente. Cremos em sua ressurreição não tanto pelo testemunho dos profetas quanto pelo testemunho dos apóstolos. E às vezes tudo é causa para admirar se temos entendido o grande princípio que atravessa o evangelho, tanto na profecia como na proclamação, que para os discípulos de Jesus, assim como para seu Mestre, não há glória sem sofrimento. É "...através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus" (Atos 14:22), "... todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos" (2 Timóteo 3:12). Cada cristão tem um encontro marcado com a aflição (1 Tessalonicenses 3:3-4), não simplesmente porque ser um cristão nos põe em dificuldade, mas porque as provações são essenciais à elaboração do eterno propósito de Deus para nossas vidas. É no cadinho do sofrimento que nossa fé é purificada (1 Pedro 1:6-7) e pela provação de nossa fé que o espírito pertinaz de resignação necessário a nos manter confiantes e servindo o Senhor até o fim é produzido (Tiago 1:3-4). Pedro diz que fomos "chamados" para suportar as aflições e sofrer injustamente, "...pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos..." (1 Pedro 2:21).

É o Servo sofredor que tornou possível para nós regozijar na humilhação e sofrer por casa dela porque ele ligou para sempre o sofrimento à glória. Paulo afirma triunfantemente que cada cristão deveria saber que "nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória" (2 Coríntios 4:17) e "que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós" (Romanos 8:18). Portanto, ele diz "...e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus. E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança" (Romanos 5:2-3).

Pedro começa sua primeira epístola louvando a Deus pela esperança viva pela qual fomos gerados de novo "mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos" (1:3). O corpo de sua carta é então dirigido ao sofrimento que necessariamente acompanha a vida do povo de Deus, e fecha com estas palavras: "Ora, o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de terdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar" (5:10).

E como sabemos que isso é verdadeiro? Porque temos visto a glória que foi revelada em Jesus Cristo. E não devemos jamais ser encontrados de novo duvidando da providência de Deus no meio de nossa dor. O Deus eterno glorificou eternamente em seu Servo sofredor a dor e a humilhação dos inocentes. Da desgraça veio a exaltação, e do sofrimento, glória. Que o Senhor, portanto, nos livre de uma infidelidade lamurienta e nos dê uma alegria triunfante em todas as nossas tribulações, quando olhamos com admiração para Jesus "o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus" (Hebreus 12:2).

Por: Paul Earnhart

LÁZARO- MORAR NO CÉU!

Uma sepultura com os perversos



"Por juízo opressor foi arrebatado... designaram-lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na sua morte; posto que nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em sua boca" (Isaías 53:8-9).

Sobre a visão profética de Isaías desce um profundo silêncio. O servo do Senhor foi-se agora, rapidamente cortado por injustiça ultrajante e brutalidade. Poucos veriam sua própria perversidade espelhada no horror do sofrimento dele (versículos 4-6), mas a maioria continuaria em distraída desconsideração (versículo 8).

A humilhação que seus inimigos queriam para ele não era para ser preenchida só pela desolação de sua morte. Teria também que perseguir seu corpo mutilado a uma sepultura de criminoso, sem nome. Não há evidência de que a hierarquia judia planejou para que Jesus fosse crucificado entre dois criminosos, mas isso certamente lhes agradou. Eles desejavam ardentemente que ele fosse identificado com os notoriamente perversos. Tão intenso era o seu ódio pelo Senhor que estes assim chamados juízes abandonaram toda dignidade, toda conveniência, e vieram fartar seus olhos sobre sua angústia final (Mateus 27:41-43; Lucas 23:35). Foi esplêndido para eles, um doce triunfo para ser saboreado até o fim.

Há incerteza sobre Isaías 53:9. O manuscrito de Isaías dos Pergaminhos do Mar Morto dizem "Sua sepultura foi determinada entre os perversos, seu túmulo entre os malfeitores," mas o texto recebido mais comumente diz "com um rico em sua morte." E Mateus parece decidido a fazer a identificação com exatamente tais palavras do profeta quando ele registra que "... veio um homem rico de Arimatéia, chamado José..." (Mateus 27:57). Young entende que a passagem esteja dizendo que homens indicaram ao servo uma sepultura entre os perversos, mas Deus, por causa de sua absoluta inocência, assegurou-lhe um sepultamento honroso (E. J. Young, Isaías, Vol. 3, pág. 440).

Se a prática romana usual tivesse sido seguida, Jesus teria sido sepultado com sua cruz numa vala comum. Somente a ousada intervenção de um membro do Sinédrio afastou esta humilhação final (Mateus 27:57-60; Marcos 15:42-46). José de Arimatéia tinha sido, evidentemente, um "discípulo secreto" de Jesus durante os eventos dos últimos meses (João 19:38), mas aquele que não poderia reconhecer abertamente sua fé enquanto Jesus vivia, vem agora "ousadamente" reclamar seu corpo. E, admiravelmente, seu colega conselheiro, veio com ele (João 19:39). É uma das ironias da morte de Jesus que homens que ficaram com ele em vida, fugiram de seu corpo mutilado; enquanto aqueles que temiam reconhecê-lo enquanto vivia foram os primeiros a pedir abertamente seu cadáver. Que cena maravilhosa é imaginar aqueles dois "eminentes" homens, talvez de braços dados, gentilmente descendo seu corpo sem vida da cruz na mais doce das camaradagens. Eles não estavam envergonhados dele agora!

E havia as mulheres, aqueles corações tenazmente leais que ficaram junto à cruz, próximo a sua humilhação (João 19:25). Ainda que incapazes de aliviar a dor de seu Mestre, elas se recusaram a se afastar dela ou dele. E quando José envolveu seu corpo inanimado em pano de linho e o colocou em seu próprio sepulcro novo, e Nicodemos banhou-o amorosamente numa riqueza de especiarias (João 19:39), as mulheres seguiram e marcaram o lugar onde ele tinha sido deposto. Ainda que muito já tenha sido feito para Jesus, elas estavam determinadas a fazer mais (Lucas 23:55-56). Se não puderam proteger sua vida da vergonha em vida, elas o fariam em sua morte.

Não podemos ter certeza de quanta esperança houvesse em toda esta atenção com o corpo de Jesus, mas é certo que havia muito amor. O que quer que o futuro guardasse, seu amor e palavras tinham mudado suas vidas e elas não o esqueceriam.

Mas no meio da morte do Filho de Deus há uma grande demonstração de uma esperança confiante e fé, e isso no lugar mais inesperado. Os dois ladrões que partilharam a sina de Jesus estavam dispostos, a princípio, a acrescentar seu escárnio ao dos espectadores, mas um deles ficou tremendamente comovido pelo que viu neste paciente sofredor que encontrou força para orar por aqueles que o estavam matando sem misericórdia. A ressurreição de Lázaro dos mortos não poderia ter penetrado este criminoso moribundo tão profundamente como a maravilha de tal amor generoso não correspondido. Ele foi capaz de ver nesta figura patética a glória do Deus ungido e de ver nele a esperança até para aqueles como ele mesmo (Lucas 23:40-43). "Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino", ele pediu. Ao que o Senhor imediatamente respondeu, "... hoje estarás comigo no Paraíso". Que fé humilde ele tinha!! Mas que Salvador Jesus é! Há esplendor até na morte, até na sepultura. As palavras do profeta novamente vieram à vida na História. "... vos entreguei o que também recebi que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado..." (1 Coríntios 15:3-4).

por: Paul Earnhart