
Pchiuuuuu!
Não faças barulho meu amor!
As formigas estão a trabalhar...
enquanto dormias, esvaziei as gavetas
dos nossos corações e são elas agora
que as carregam em partículas brancas
que como pó guardam no celeiro,
e o armazém, vai se enchendo
deste nosso amor primeiro
que nos inunda o peito
e nos cai tão derradeiro.
Sossega meu amor, sossega!
Não faças barulho, que as formigas
dormem agora o primeiro sono
e é na suavidade do nosso amor
que se deixaram embalar.
Não te sintas aturdido meu amor
é o meu coração a pulsar de novo,
está agora de novo a derramar,
como lava incandescente...
Porque sorris meu amor?
Olha esse rio branco que cai em cascatas
do teu coração, o que faremos com todo este
derramar de águas tranquilas?
Ouve meu amor, o murmúrio das mil e umas águas
escuta delas os sussurros, rega todos os canteiros
que de emoções são botóes a desprenderem-se
do meu terno coração.
Sepulta-me meu amor, nas tuas águas tranquilas
que de tão cristalinas me purificam,
acorda-me quando o turbilhão desse amor sublimação,
regar os pés do mundo e promover a união.
Agora vou dormir, porque o que importa
é submergir no sono deste amor-doação,
para acordar emergindo neste doar
para encher os celeiros do mundo
neste doce verbo amar!
Pchiuuuuuuuuu, já dormes?
Amanhã será outro dia meu amor!
Amo-te tanto meu amor!
Alice Barros
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