Olhei
para a ponte,
tão alva, branca
convidava-me
a passar por ela
era um apelo.
No caminho encontrei
tantas tempestades,
dores, perdas, doença,
desilusões, e o meu sangue
quente, pulsava e caía.
Deixei o peito aberto,
feriram-me tantas vezes
as fases da vida...
Que como uma lua, minguava
crescia e se enchia de vida.
Fui derramando,
vertendo o meu sangue
para à ponte poder me achegar.
O meu sangue vertido,
estava agora além de aquecido
mais fortalecido, corria,
gemia, pulava, saltava de alegria,
vencia uma a uma, todas as provas.
Foi semente que à terra lançada
floresceu, vestiu de carmesim
todas as flores pintando-as
explodindo de vermelho pelo ar...
Era a vida estendendo-me um tapete vermelho
para na ponte poder passar.
Alice Barros
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